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Regionais : Vereador Jeferson Silva parabeniza a ALE/RO pelo curso de Assessoria Parlamentar em Ouro Preto
Enviado por alexandre em 28/05/2017 22:49:10


Vereador Jeferson Silva parabeniza a ALE/RO pelo curso de Assessoria Parlamentar em Ouro Preto
A Assembleia Legislativa, por meio da Escola do Legislativo, ministrou o curso profissionalizante de Assessoria Parlamentar com ênfase em gestão pública e consultoria, no município de Ouro Preto do Oeste, para o público de servidores públicos: municipais e estaduais. O curso foi ministrado na Câmara municipal e foi uma solicitação do deputado Marcelino Tenório (PRP) atendendo uma reivindicação do vereador Jeferson André Silva (PMDB). O curso, que abordou os seguintes temas: Funções do Assessor Parlamentar; Constituição Federal; Constituição Estadual; Lei Orgânica; Regimento Interno; Técnicas de Redação Oficial; Direito Administrativo; Processo Legislativo; Código Penal; e Lei de Responsabilidade Fiscal. A solenidade contou com a presença do senador da Republica Valdir Raup (PMDB), deputado estadual Marcelino Tenório, secretária Executiva Regional de Governo polo Ouro Preto Maria Araujo, Irmão Fogaça chefe de gabinete do deputado Maurão de Carvalho, Isaque Machado diretor-geral da Escola do Legislativo, presidente da Câmara municipal vereador J.Rabelo, prefeito Vagno Gonçalves Barros e outras autoridades.

Para o vereador Jeferson Silva a Câmara municipal sempre estará de portas abertas para receber os cursos da Escola do Legislativo. Jeferson agradeceu ao deputado Marcelino Tenório, o presidente da ALE/RO Maurão de Carvalho (PMDB) e o diretor-geral da Escola do Legislativo Isaque Machado, lembrando que o curso foi uma oportunidade para que o Legislativo e os demais órgãos públicos possam trabalhar com mais eficiência, buscando melhorar a qualidade de vida da população. Esse curso foi fundamental para que possamos adquirir novos conhecimentos e, assim, contribuir de alguma forma, para melhorar a nossa atuação na prestação de um digno serviço público”, ressaltou o vereador Jeferson Silva que tem pautado sua atuação com ações voltadas para o bem da coletividade.

A chefe de gabinete da presidência da ALE/RO Irma Fogaça que participou da entrega dos certificados afirmou “Desde o início da gestão do deputado Maurão de Carvalho a frente do parlamento estadual, estamos trabalhando para aproximar o Poder Legislativo da nossa população. Esse curso, que foi realizado em parceria com a Câmara municipal na pessoa do seu presidente vereador J. Rabelo, com apoio do nobre deputado Marcelino Tenório, é uma forma de oferecer oportunidade para que as pessoas possam conhecer melhor sobre todo o processo legislativo, além é claro, de melhorarmos o trabalho de Legisladores, assessores e servidores”, destacou.







Assessoria

Regionais : Secretaria de Governo visita pavilhão das agroindústrias na 6ª Rondônia Rural Show
Enviado por alexandre em 28/05/2017 20:02:01


Secretaria de Governo visita pavilhão das agroindústrias na 6ª Rondônia Rural Show

A secretária Executiva Regional de Governo polo IV, esteve participando ativamente da 6ª Rondônia Rural Show que foi realizada com amplo sucesso no período de 24 à 27 do corrente mês no município de Ji-Paraná. Por ocasião da sua visita a secretária de Governo esteve visitando o pavilhão das agroindústrias e na oportunidade pode conferir a grandeza deste seguimento importante gerador de renda e emprego que tem o apoio do Governo do Estado.

As agroindústrias familiares têm desempenhado importante papel no desenvolvimento do país e com grande importância socioeconômica, principalmente na geração de empregos no campo, distribuindo melhor a renda e melhorando a qualidade de vida dos agricultores, diminuindo assim, a migração campo-cidade. O aprofundamento do conhecimento a respeito da agroindústria familiar e de suas possibilidades levou à busca de meios que expressassem suas potencialidades como sistema produtivo viável e diferenciado.

O trabalho que a Secretaria Executiva Regional de Governo polo Ouro Preto vem desenvolvendo com foco para o fortalecimento das agroindústrias vem tendo indicativos favoráveis para a geração de renda e valor com o surgimento de novos empreendimentos neste importante setor.

“As agroindústrias se tornaram uma política de Estado, auxiliam a reduzir o êxodo rural, geram empregos principalmente para os jovens que passam a acreditar na força e no valor do empreendedorismo rural e da agricultura familiar”, ressalta a secretária Maria Araujo que lembrou – o governo do Estado entende que a indústria de Rondônia está no campo e para tanto incentiva os produtores da agricultura familiar a verticalizar a produção agropecuária, pois assim começam a gerar renda e qualidade de vida no campo –

O incentivo do governo de Rondônia na consolidação das agroindústrias familiares tem proporcionado às famílias rurais a oportunidade de ampliar seus negócios e realizar o sonho de uma vida melhor no campo. O investimento em políticas públicas, como o Programa de Verticalização da Pequena Produção Agrícola (Prove), tem sido um grande aliado no fortalecimento desse setor, e as agroindústrias em pleno funcionamento em todo Estado, demonstra que esse é o caminho para o desenvolvimento do segmento agroindustrial de Rondônia.









Fonte

Texto: Alexandre Araujo

Fotos: Alexandre Araujo

Secom – Governo de Rondônia

Regionais : GESTAO PUBLICA- A salvação do Brasil- RESPONSABILIDADE orçamentária/financeira
Enviado por alexandre em 28/05/2017 19:45:17


GESTAO PUBLICA- A salvação do Brasil- RESPONSABILIDADE orçamentária/financeira


Por George Braga - Secretário de Estado de Planejamento Orçamento e Gestão do Estado de Rondônia.

GESTAO PUBLICA- A salvação do Brasil- RESPONSABILIDADE orçamentária/financeira

O que aconteceu este ano no estado do Espírito Santo é uma prova do que pode acontecer se o executivo soçobrar. Em cinco dias, aproximadamente, 200 mortes. Matou-se mais que na Guerra da Síria.

A população acuada em casa. Os bandidos soltos roubando e matando nas ruas. Os comerciantes com as lojas fechadas. O legislativo não funcionou. E quem iria cumprir ordem judicial com a barbárie nas ruas?

Certo foi que aquele estado demonstrava higidez em suas contas públicas, mas a greve da Polícia Militar pôs á prova até quem estava bem.

Assim, se o executivo " quebrar" ou perder o controle das ações, do orçamento e das finanças, não sobra pedra sobre pedra. Todos sofreremos.

Em outro artigo falei do dever do gestor público em ter o Conhecimento, a coragem para tomar as decisões e equipe para executar os projetos. Acrescento hoje a esse tripé um sentimento: Responsabilidade com a coisa pública.

Gosto da etimologia porque ela traduz o verdadeiro sentido e histórico da palavra. E a palavra Responsabilidade é um termo de origem latina (respondere) que significa responder pelos atos próprios ou pelos alheios, ou ainda por uma coisa confiada. Trata-se de um substantivo feminino que representa o dever de cada indivíduo em assumir as consequências de seu comportamento ou de terceiro. Então deve o Estado responder à população.

Vemos nos noticiários o que outros Estados estão passando. Um estado permissivo cobra uma hora o seu preço. E quem paga? A população que paga sempre e não consegue ser atendida satisfatoriamente. Cerca de 17 estados estão em apuros orçamentários e financeiros. Estados antigos, com envergadura industrial e fortes economicamente como Rio de Janeiro, Rio grande do Sul, Minas Gerais e mais outros 14 entrando numa séria recessão.

Vejo algumas categorias quererem aumento salarial. É um direito e todos querem mesmo ganhar mais. Resta saber se é possível? Se é legal? E a oportunidade e conveniência administrativa aconselham tal decisão?

Administrar é sofrer. É tomar decisões difíceis. É exonerar. É calar quando se quer gritar. É ter coragem para as decisões. É aguentar o chicote no lombo. Os direitos são muitos. A demanda cresce numa progressao geométrica e a arrecadação numa progressao aritmética. Como vencer esse cálculo do impossível, como diz o Mestre Oscar Motomura?

Outro dia, vendo um programa na Globo News a doutora entrevistada em Direito Constitucional disse que em nossa Lei Magna a palavra " direito " aparece mais de 200 vezes enquanto que o "dever" aparece 4 vezes. A demanda vai pegar de inopino aos desavisados.

O Brasil tem hoje 14 milhões de desempregados e nós sofreremos o rescaldo social desses números até passar o furacão.

Não podemos fazer o que não pode. Devemos ter responsabilidade com o Estado de Rondônia, pois o que tem pago os salários em dia, o que tem pago aos empresários pelos seus contratos e o que tem mantido a ordem e a continuidade do Estado é o equilíbrio fiscal, orçamentário e financeiro, num trabalho importante feito em equipe pela Sepog, Sefin e PGE, capitaneada pelo Governador e Casa Civil.

A folha do estado custa cerca de 3 bilhões de reais por ano. E cresce cerca de seis por cento ao ano sem o executivo dar nenhum aumento, chama-se : crescimento vegetativo da folha. A grande pergunta é: queremos receber em dia nossos salários?

George Braga,

Secretário de Estado de Planejamento Orçamento e Gestão do Estado de Rondônia.

Regionais : Cai ministro da Justiça
Enviado por alexandre em 28/05/2017 18:48:05

Cai ministro da Justiça


A assessoria do Palácio do Planalto anunciou neste domingo (28), por meio de nota, que o presidente Michel Temer decidiu transferir o ministro Torquato Jardim, do Ministério da Transparência, para o comando do Ministério da Justiça, substituindo Osmar Serraglio (PMDB-PR), que estava no cargo desde março. A informação foi antecipada neste domingo pelo colunista do G1 e da GloboNews Gérson Camarotti.

Temer decidiu promover uma troca de lugares, e Osmar Serraglio será ministro da Transparência no lugar de Torquato.
Jurista especializado em direito eleitoral, Torquato entrou para o governo em junho do ano passado, sucedendo Fabiano Silveira, que deixou o Ministério da Transparência menos de um mês depois de tomar possa em razão de um escândalo. À época, reportagem exclusiva do Fantástico revelou o conteúdo de gravações nas quais Silveira criticava a atuação da Procuradoria Geral da República (PGR) na Operação Lava Jato e dava orientações ao então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, ambos investigados por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

A curta passagem de Serraglio pelo Ministério da Justiça foi marcada por polêmicas, entre as quais o fato de ele ter sido citado nas investigações da Operação Carne Fraca, que apura um esquema de pagamento de propinas envolvendo frigoríficos e fiscais do Ministério da Agricultura. Ele apareceu em um dos grampos da Operação Carne Fraca. Na ligação, o agora ex-ministro fala com um dos líderes do esquema investigado pela Polícia Federal, o ex-superintendente regional do Ministério da Agricultura no Paraná Daniel Gonçalves Filho.

Serraglio chama o ex-superintendente de “grande chefe” na conversa telefônica interceptada pelos agentes federais e fala sobre a ameaça de fechamento de um frigorífico. À época em que a operação foi deflagrada, a PF informou que não havia indício de crime por parte do então ministro da Justiça. No curto comunicado no qual informou a ida de Torquato para o Ministério da Justiça, o governo não trata do possível troca-troca ministerial e também não explica o motivo da saída de Serraglio do comando da pasta.

A nota se limita a dizer que Temer "agradece o empenho e o trabalho realizado" pelo agora ex-ministro da Justiça e espera continuar contando com o apoio dele "em outras atividades em favor do Brasil". "O presidente da República decidiu, na tarde de hoje, nomear para o Ministério da Justiça e Segurança Pública o professor Torquato Jardim. Ao anunciar o nome do novo Ministro, o presidente Michel Temer agradece o empenho e o trabalho realizado pelo deputado Osmar Serraglio à frente do ministério, com cuja colaboração tenciona contar a partir de agora em outras atividades em favor do Brasil", diz a íntegra da nota do Planalto.

Rocha Loures

A nota oficial da saída de Serraglio não disse que ele iria para outro ministério, o que só foi esclarecido cerca uma hora depois.
Nesse período, especulou-se o que aconteceria com o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Caso Serraglio voltasse à Câmara, Rocha Loures (que é suplente) perderia a vaga na Câmara e o foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF). Ex-assessor de Temer no Planalto, Rocha Loures é investigado pela Operação Lava Jato por suspeita de ter recebido propina do grupo J&F, controlador do frigorífico JBS.


A falta que um líder faz


* Eliane Catanhêde

O principal embate na definição de um eventual substituto de Michel Temer é da “senioridade”, o PSDB, o PMDB e o Senado contra a “junioridade”, a massa e os partidos médios da Câmara. O ponto em comum é que todos, do PSDB ao PT, aderiram ao “voto de desconfiança construtivo”, do Direito alemão, que consagra o que vem sendo dito aqui desde o início da crise JBS: Temer só cai quando houver um sucessor virtualmente ungido.

Alckmin e Doria lançam Fernando Henrique, o top da senioridade. FHC e Serra preferem Nelson Jobim, que se finge de morto, mas está bem vivo. Tasso Jereissati faz o meio de campo, mas, se o ângulo ajudar, chuta em gol. As conversas entre eles decantam para a base governista e se ampliam em ondas pelos cafezinhos do Congresso.

É ali que o deputado “júnior” Rodrigo Maia (DEM-RJ) concentra trunfos. Como presidente da Câmara, já é o segundo na linha sucessória de Temer, terá o próprio cargo atual para negociar, é um peixe dentro d’água na Casa que detém a esmagadora maioria dos votos indiretos e nada de braçada com partidos médios, como o próprio DEM, o PTB, o PP, o PSD... De quebra, não é de PT, PSDB nem PMDB, o que alivia as resistências.

Num colégio eleitoral de 594 votos, a Câmara tem 513 e não assimila um senador. Por isso, o Senado, com seus 81, trabalha firmemente a tese de duas votações: Câmara primeiro e o Senado depois, para homologar. Cola? Não se sabe, mas Maia mais Eunício Oliveira dá chapa zero. Aliás, todos os listados têm méritos e deméritos e cada um que puser a cabeça de fora entrará na linha de fogo.

FHC tem 85 anos e usa marca-passo. Jobim circula no Judiciário, no Legislativo e no Executivo com igual desenvoltura – e assertividade –, além de dialogar de FHC a Lula, de militares a militantes, mas é consultor de advogados da Lava Jato e sócio do BTG. E Tasso, senador e ex-governador do Ceará, é cardiopata e praticamente um ilustre desconhecido da Câmara.

Quanto a Rodrigo Maia: longe de ser um intelectual como FHC, ter a estatura de Jobim e ser um político majoritário como Tasso, ele é considerado júnior e de horizonte curto: seu mundo é o Congresso, quando a crise brasileira extrapola em léguas esse limite. A questão é se esses argumentos afastam os colegas deputados e são suficientes para uma sublevação no Senado.

Pairando sobre essas considerações, há um fato e dois personagens chaves. Fato: o governo está por um fio, mas atravessou mais uma semana, reza para não explodirem mais bombas, gravadores e delatores e avalia que o derretimento da economia pesa a favor de sua manutenção, não da troca de comando. E os personagens são Temer e Gilmar Mendes.

Gravemente ferido, Temer é do PMDB e tem a condescendência dos tucanos, que o descrevem como um professor de Direito Constitucional que não ostenta riqueza e merece um “tratamento digno”, mesmo na possível queda. Quanto ao ministro: se a eleição indireta passa pelo PSDB, o destino de Temer passa por Gilmar, que preside o TSE e foi decisivo para a nomeação de dois novos ministros, no total de sete. Antes da JBS, dava-se de barato que Temer escaparia. Agora, o TSE subiu no muro. Inclusive Gilmar, que prefere observar melhor.

O PT se informa desses movimentos e pode falar, ouvir e opinar, mas sem votar num colégio indireto, que seria heresia para suas bases. Mais: onde encaixar Lula, réu seis vezes e suspeito de ter institucionalizado a corrupção? Aliás, se Suas Excelências querem aproveitar para livrar a cara dos alvos da Lava Jato e exigir do eleito indiretamente um indulto para todos os ex-presidentes, eis um aviso: isso explodiria de vez o País. A sociedade e as instituições fariam picadinho do sucessor de Temer.

* Colunista do Estadão

Regionais : Juruna mostrou como se faz
Enviado por alexandre em 28/05/2017 18:45:35

Juruna mostrou como se faz



Folha de S. Paulo - Bernardo Mello Franco

Em outubro de 1984, o dublê de cacique e deputado Mario Juruna convocou a imprensa para fazer uma denúncia contra si mesmo. Ele havia recebido propina do empresário Calim Eid para votar em Paulo Maluf no Colégio Eleitoral.

O xavante se disse arrependido e foi ao banco devolver 30 milhões de cruzeiros. A imagem do índio engravatado atrás de uma pilha de dinheiro resumiu o vale-tudo que embalou a sucessão do general Figueiredo.

Como Tancredo Neves venceu a disputa, ninguém quis investigar as suspeitas de suborno e caixa dois. Eid seguiu carreira como operador do malufismo. Juruna ficou desacreditado e não conseguiu se reeleger.

Mais de três décadas depois, o Brasil discute a possível escolha de outro presidente sem o voto popular. O senador Tasso Jereissati e o deputado Rodrigo Maia despontam como favoritos numa eleição indireta.

Políticos da situação e empresários não aceitam falar em diretas. A aliança que apoiava Michel Temer quer ungir um candidato comprometido com as reformas liberais. A ordem é mudar o presidente sem mudar a alma do governo em decomposição.

Em meio às conversas, articula-se um grande acordo para salvar investigados da Lava Jato. Entre as ideias mais cotadas, estão a anistia ao caixa dois e a concessão de algum tipo de imunidade a Temer, que poderia se estender a outros ex-presidentes.

Pelo roteiro das indiretas, o próximo inquilino do Planalto será escolhido por 513 deputados e 81 senadores. Boa parte deles é investigada sob suspeita de vender projetos de lei, MPs e outras mercadorias menos valiosas que a cadeira presidencial.

Nas últimas vezes que a turma elegeu os chefes da Câmara e do Senado, venceram Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Rodrigo Maia e Eunício Oliveira. Todos delatados na Lava Jato.

Além de mostrar o que acontece numa eleição indireta, Juruna ensinou a usar o gravador em conversas com políticos. O cacique era atrapalhado, mas sabia das coisas.

Delação da JBS atinge seis ministros de Temer


Delação da JBS atinge ao menos seis ministros de Temer

Folha de S. Paulo - Felipe Bachtold

Em meio à maior crise do governo Michel Temer, ministros de sua gestão podem ser alvos de novos pedidos de inquéritos, desta vez decorrentes da delação da JBS.

Os depoimentos dos delatores, revelados neste mês, envolvem de forma significativa ao menos quatro ministros e trazem acusações como uso de caixa dois em campanha e recebimento de propina.

Apesar de a delação já ter sido tornada pública, a Procuradoria-Geral da República ainda analisa as informações do acordo de colaboração que envolvem autoridades com foro. Se encontrar indícios de irregularidades, o procurador-geral, Rodrigo Janot, deve pedir ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura de inquéritos.

É uma situação diferente da ocorrida na delação da Odebrecht, na qual o conteúdo dos acordos só foi revelado quando o ministro do STF Edson Fachin autorizou a abertura dos inquéritos, em abril.

Entre ministros, as acusações mais incisivas da delação da JBS miraram Gilberto Kassab (PSD), da Ciência, Tecnologia e Comunicações.

Um dos donos da JBS, Wesley Batista disse que pagou mensalmente R$ 350 mil desde 2010 a uma empresa ligada a Kassab por contratos superfaturados de aluguel de caminhões. O valor totalizaria quase R$ 30 milhões.

Segundo Wesley, o grupo herdou esse contrato ao adquirir o frigorífico Bertin, em 2009, e decidiu manter os pagamentos porque considerou que o hoje ministro teria "influência em algum momento".

Outro delator, Ricardo Saud, disse que, na campanha de 2014, Kassab embolsou R$ 7 milhões pagos pela JBS dentro de um acordo entre PT e PSD, partido do qual o ministro é fundador.

Esse montante, disse, foi pago por meio de notas fiscais frias de uma empresa de um irmão de Kassab, Renato.

Maiores bancadas rejeitam diretas


Maiores Maiores bancadas rejeitam proposta de eleições diretas

Folha de S. Paulo -

Por Ranier Bragon e Talita Fernandes


A maioria do Congresso é contra mudar a Constituição para convocar eleições diretas caso o presidente Michel Temer deixe o poder. Nessa eventualidade, deputados e senadores querem manter a exclusividade de escolher quem comandará o país até dezembro de 2018.

A Folha ouviu líderes dos dez maiores partidos da Câmara e do Senado, que reúnem 72 senadores (89% do total) e 397 deputados (77%).

Com exceção da esquerda, que é minoritária, todos se declararam abertamente contra as Diretas-Já.

Os oposicionistas PT, PSB e PDT não representam nem 30% das dez maiores bancadas. Para alterar a Constituição, é necessário o apoio de pelo menos 60% dos parlamentares em cada Casa.

"Neste momento acho casuísmo. [...] Não podemos ficar brincando de mudar a Constituição a cada crise, em função de um determinado caso, de um determinado momento", disse o senador Tasso Jereissati (CE), presidente interino do PSDB, partido que já definiu posição unificada contra às Diretas neste ano.

"Diretas-Já só em 2018", reforça Romero Jucá (RR), líder do governo no Senado e presidente do PMDB.

PSDB e PMDB são os maiores partidos da base de sustentação do governo.

Desde a eclosão da crise que ameaça o cargo de Michel Temer, tomou corpo no Congresso e em setores da sociedade movimento para aprovar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que determine eleições diretas.

Pelas regras atuais, a escolha do sucessor de Temer, caso ele venha a deixar o cargo, será feita pelos 594 parlamentares em eleição indireta a ser realizada 30 dias após a vacância do posto.

Com vários integrantes sob a mira da Lava Jato, o Congresso tem hoje rejeição popular recorde –de acordo com o Datafolha, 58% da população avalia como ruim ou péssimo o desempenho do Legislativo.

TRAMITAÇÃO

Há em discussão duas PECs que tratam das diretas já, ambas em estágio inicial de tramitação.

Na Câmara, a oposição não conseguiu sequer iniciar a discussão da proposta de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), que está na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). No Senado, também na CCJ, a PEC de autoria de Reguffe (sem partido-DF) também não foi votada, apenas lida.

Além de precisar do voto de 60% dos parlamentares em plenário, uma emenda tem tramitação demorada no Congresso –não menos do que três meses, isso sem grandes divergências.

Mesmo em um cenário de aprovação a jato (três meses), seria necessário um prazo extra para a organização da eleição direta. Ou seja, ela se daria em dezembro deste ano ou janeiro do próximo, na melhor das hipóteses –isso para cumprir um mandato que se encerra em dezembro de 2018.

LULA

"O país está em uma crise política e econômica. Você acha que o Brasil aguenta uma eleição para cumprir um mandato de pouco mais de um ano? Não tem sentido, não tem cabimento. Por mais que tenha que exercer a democracia, não tem como, tem que ser eleição indireta", diz o líder da bancada do PR, o deputado José Rocha (BA).

"Nem o Lula quer Diretas agora. Tem que seguir a Constituição", afirma Arthur Lira (AL), líder da bancada do PP na Câmara.

Nos bastidores, governistas tem chamado a proposta de "PEC do Lula". O raciocínio é o de que, fora uma onda a favor de alguém que se apresente "de fora da política", o petista larga na frente. Apesar de ser réu em cinco ações penais, Lula lidera a corrida com 30% das intenções de voto segundo a última pesquisa do Datafolha.

"Nossa posição é de respeitar o mandato do presidente Michel Temer. Se ocorrer eleições, contudo, temos que recorrer à Constituição, que fala em eleições indiretas. Não tem viabilidade para eleição direta porque seria muito oneroso e demorado", afirma o senador Agripino Maia (RN), presidente do DEM.

Apesar de todos os percalços, os partidos de esquerda dizem que vão insistir na aprovação da proposta e contam com mobilização nas ruas para mudar o cenário no Congresso.

"Não é hora para uma elite se encontrar e, nos porões, resolver a solução para o Brasil. Queremos um presidente legítimo, eleito pelo povo brasileiro", disse o presidente do PDT, Carlos Lupi, em vídeo distribuído à sua militância.

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