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Mais Notícias : Planalto vê Geddel instável e com chances de delatar
Enviado por alexandre em 19/09/2017 08:27:24

Planalto vê Geddel instável e com chances de delatar



Aliados do governo dão como certo que o ex-ministro tente, em breve, acordo de colaboração premiada com o Ministério Público

O Estado de S.Paulo - Carla Araújo e Tânia Monteiro

O Palácio do Planalto se preocupa hoje mais com a possibilidade de o ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso desde o dia 8, fechar um acordo de delação premiada do que com a nova denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República na semana passada contra o presidente Michel Temer.

A avaliação de auxiliares próximos a Temer é de que a segunda acusação formal oferecida pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, que acusa o presidente de liderar uma organização criminosa e de obstruir a Justiça, terá um placar mais favorável que a primeira acusação quando chegar ao plenário da Câmara dos Deputados. Em agosto, quando a Procuradoria denunciou Temer por corrupção passiva, 263 deputados votaram por barrar o prosseguimento da acusação.

Já em relação a Geddel, a avaliação no Planalto é de que a situação é “praticamente incontornável” depois que a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões em espécie em um apartamento em Salvador, onde foram identificadas as impressões digitais do ex-ministro.

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Até a primeira prisão do ex-ministro, no dia 3 de julho, baseada em depoimentos do corretor Lúcio Funaro e de sua mulher, Raquel Pitta, a avaliação era de que seria possível obter sucesso na defesa técnica, uma vez que não existiam provas concretas da tentativa de obstrução da Justiça.

A apreensão do dinheiro, entretanto, segundo os investigadores, jogou por terra o discurso da defesa de que as acusações eram versões de delatores interessados em benefícios. Os R$ 51 milhões materializaram as provas necessárias para sustentar as afirmações dos colaboradores. A homologação da delação de Funaro fortaleceu a tese da acusação contra Geddel.

Além disso, o ex-diretor de Defesa Civil de Salvador Gustavo Pedreira, apontado como homem de confiança de Geddel, cujas impressões digitais também foram encontradas no apartamento, afirmou estar disposto a colaborar com as investigações. Ele já confirmou ter buscado dinheiro em São Paulo a pedido de Geddel. Não está descartada a possibilidade de o ex-ministro ser alvo de outras denúncias.

Distanciamento. Geddel, ao lado de Temer, fazia parte do núcleo duro do PMDB, que inclui os atuais ministros e também denunciados Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). O Planalto avalia que Geddel é temperamental e emotivo e, por isso, não aguentaria muito tempo na prisão. Essas características, disse um auxiliar, podem aumentar ainda mais as chances de o ex-ministro fornecer informações em troca de benefícios.

Apesar disso, o discurso no governo é de que, se Geddel fechar acordo de colaboração premiada, não haverá nada de comprometedor contra o presidente. Ainda assim, a ordem no Planalto tem sido se distanciar ao máximo do ex-ministro. Desde que foram descobertos os R$ 51 milhões, os principais interlocutores do presidente evitam o assunto ou, quando abordados, dizem que ele não tem relação com o Palácio do Planalto.

Procurada, a defesa de Geddel não havia se manifestado até a conclusão desta edição.

Líder do governo fazia feira com dinheiro da prefeitura



O Globo

Pela segunda vez em menos de dois meses, o líder do governo do presidente Michel Temer no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), foi condenado pela Justiça a ressarcir os cofres públicos em razão de desvios da prefeitura de Pirambu (SE), no período em que o grupo político do parlamentar comandou o Executivo local. Desta vez, em sentença assinada na noite desta segunda-feira, o juiz Rinaldo Salvino do Nascimento condenou Moura e mais quatro pessoas — entre elas a mulher e uma irmã —por usar o dinheiro da prefeitura para fazer "feiras de mercadinho" em benefício próprio.

O grupo terá de devolver pelo menos R$ 30,4 mil aos cofres da prefeitura, valor gasto em mercadinhos e numa peixaria de forma indevida, como consta na ação de improbidade administrativa. O restante do dano deve ser calculado na fase de execução da sentença. Eles também têm de pagar multa. O juiz titular da Comarca de Japaratuba suspendeu por oito anos os direitos políticos do cinco envolvidos. Eles podem recorrer da decisão no Tribunal de Justiça de Sergipe.

O dinheiro da prefeitura foi usado para comprar comida e bebida alcoólica, segundo as investigações que resultaram na decisão judicial. Moura foi prefeito de Pirambu entre 1997 e 2004. Depois, continuou ditando as regras na prefeitura, conforme a sentença. A "hegemonia política" durou até 2007.

As compras feitas "abasteciam" as casas de Moura e seu sucessor na prefeitura, segundo a sentença. As aquisições eram maquiadas com a emissão de "notas fiscais nas quais eram lançadas mercadorias diversas das realmente adquiridas, e que correspondiam aos itens licitados ou compreendidos no contrato administrativo", escreveu o juiz na decisão.

Mais Notícias : A banda podre vai vencendo a guerra
Enviado por alexandre em 19/09/2017 08:25:39

A banda podre vai vencendo a guerra

Postado por Magno Martins

Josias de Souza

Os procurados faziam festa para a procuradora-geral

A cerimônia de posse de Raquel Dodge ajuda a entender por que o Brasil é o mais antigo país do futuro do mundo. Havia delatados, investigados e denunciados em toda parte, inclusive na mesa reservada aos presidentes dos Poderes. Pelo Executivo, Michel Temer, que já coleciona duas denúncias criminais. Pelo Legislativo, Eunício Oliveira e Rodrigo Maia, cada um com dois inquéritos.

A esse ponto chegamos: dois dos três poderes são comandados por políticos que têm contas a acertar com a Justiça. Bastava a Raquel Dodge olhar ao seu redor para perceber o tamanho do desafio que tem pela frente. Os procurados faziam festa para a procuradora-geral. A normalidade institucional brasileira é mesmo perturbadora.

Quem assistiu ficou com a impressão de que a banda podre da política está vencendo a guerra. A quantidade absurda de escândalos indica que o Brasil não é mais um país onde pipocam casos de corrupção. Virou um país, em si, corrupto.

A nova procuradora-geral pregou a harmonia entre as instituições. Ótimo. Mas não se deve confundir as instituições com os investigados que as dirigem. A restauração da harmonia depende da punição de todos os que estão em desarmonia com a moralidade.

Envolvidos da Lava Jato tramam se esconder em Portugal



“The Guardian”: investigados na Lava Jato compram imóveis em Portugal para obter visto permanente

Jornal do Brasil

Reportagem publicada nesta segunda-feira (18) pelo jornal inglês The Guardian afirma que executivos brasileiros envolvidos em escândalos de corrupção estariam comprando imóveis em Portugal para obter vistos permanentes de moradia no país. Entre os executivos citados estão Otávio Azevedo e Sérgio Andrade, da Andrade Gutierrez, Pedro Novis, ex-presidente da Odebrecht, e Carlos Pires Oliveira Dias, vice-presidente do conselho da Camargo Correa. De acordo com The Guardian, eles teriam comprado imóveis em Portugal em 2014, após o início da Operação Lava Jato.

A reportagem explica que o programa de vistos permanentes de Portugal permite a troca do visto de residência pela compra imóveis em Portugal avaliados em pelo menos € 500 mil. Após cinco anos, o visto pode ser convertido em cidadania portuguesa, que dá o direito de moradia e trabalho em qualquer país da União Europeia.

The Guardian afirma que Otávio Azevedo - condenado a 18 anos de prisão domiciliar - teria comprado um imóvel em Lisboa dois anos antes de ser preso, e solicitado visto permanente. O imóvel seria avaliado €1,4 milhão.

Ainda segundo a reportagem, Sérgio Andrade teria comprado um imóvel em Portugal por € 665 mil, em 2014. Já Pedro Novis teria adquirido um imóvel em Lisboa avaliado em €1,7 milhão, enquanto Carlos Oliveira teria investido €1,5 milhão em Portugal, dentro do programa de residência no país.

Segundo o jornal, um porta-voz de Otávio Azevedo afirmou que o executivo ainda não foi informado sobre o resultado de seu pedido de visto de residência e que o imóvel foi comprado de acordo com a legislação portuguesa. Já a assessoria de Sérgio Andrade alegou que ele não vive no país e nem tem planos para tal. A assessoria de Pedro Novis disse que suas atividades em Portugal são conhecidas pela Justiça brasileira. Carlos Oliveira confirmou que obteve visto de residência em Portugal.

Por sua vez o governo de Portugal afirmou, em nota, que o programa segue todos os procedimentos legais e de segurança e que todos os pedidos passam por um processo que inclui consulta a registros criminais em bases de dados nacionais e internacionais.

O Jornal do Brasil já vinha alertando, em diversos editoriais publicados desde 2015, sobre o risco da fuga de acusados na Lava Jato para Portugal.

Mais Notícias : Candidatura Lula: PT e a debandada dos aliados
Enviado por alexandre em 19/09/2017 08:24:16

Candidatura Lula: PT e a debandada dos aliados

Postado por Magno Martins

Numa tentativa de evitar a debandada precoce de aliados, dirigentes do PT vão conversar com o PC do B sobre 2018.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirma que o partido aliado “faz uma avaliação errada” ao usar o depoimento de Antonio Palocci como régua sobre as chances de Lula.

“O depoimento do Palocci não tem nenhum valor jurídico. É recheado de mentiras, contradições e ausência de provas”, afirma.

De acordo com ela, “a nova onda de ataques a Lula” reflete “em seu fortalecimento político e eleitoral”. O encontro entre as duas legendas será em outubro.

O pedido para convocar Lula à CPI do BNDES não passou, mas a oposição ao PT quer ressuscitá-lo após a ida de Guido Mantega. (Painel – Folha de S.Paulo)

Candidatura de Meirelles: aliados divididos



A decisão do ministro Henrique Meirelles (Fazenda) de vestir o figurino de pré-candidato ao Planalto dividiu opiniões.

Aliados dizem que, por mostrar que pretende faturar nas urnas os louros da melhora da economia, ele pode se tornar alvo de retaliação política e prejudicar a aprovação de medidas.

Os maiores entusiastas da nova faceta de Meirelles estão no mercado financeiro.

Ele tem sido estimulado por agentes com o discurso de que é bom ter um nome com perfil técnico posicionado na corrida eleitoral. (Painel – FSP)

Mais Notícias : Dodge recebe corte dividida
Enviado por alexandre em 19/09/2017 08:23:12

Dodge recebe corte dividida

Raquel Dodge assumiu, ontem, a Procuradoria-Geral da República em um momento de divisão da principal instituição responsável por investigar a corrupção da cúpula política do Brasil. A cerimônia de posse da nova procuradora-geral foi testemunhada por dezenas de parlamentares e pelo presidente e investigado Michel Temer (PMDB), deixando ainda mais claro esse racha. Seu antecessor no cargo, Rodrigo Janot, e alguns de seus assessores não compareceram ao evento, algo incomum nesse tipo de solenidade no Ministério Público Federal.

Ele alegou não ter sido convidado. Ao que ela diz que o cerimonial o chamou, sim. Seu primeiro desafio será tentar unificar os procuradores e blindar sua equipe da influência de Janot, de quem ela é adversária política. Alguns dos aliados dela dizem que Raquel Dodge até poderia abrir uma apuração interna para apurar a conduta de seu antecessor.

Janot ficou marcado no fim do mandato por apresentar duas denúncias criminais contra o presidente Temer, por ter revogado um dos mais bombásticos acordos de delação premiada (o feito pelos executivos da JBS) e por também ter agido contra um procurador, Ângelo Goulart Vilela, e um ex-procurador, Marcelo Miller. Ambos já foram do grupo mais próximo do ex-chefe do Ministério Público.

Vilela chegou a ser preso sob a suspeita de receber propina da JBS para repassar informações sobre apurações – o que ele nega. Já Miller, pediu exoneração do Ministério Público e é investigado por ter orientado os executivos da mesma empresa a gravarem autoridades para assinarem a delação premiada. Um sinal de mudança de rumo foi dado antes mesmo de Dodge assumir a função.

Assim que foi escolhida por Temer para a função, ela anunciou que previa alterar o organograma da instituição, criando quatro novas secretarias e trocar ao menos dois procuradores membros da Lava Jato: Rodrigo Telles de Souza e Fernando Alves de Oliveira Júnior. Outros três, com experiência em operações como Zelotes, Mensalão e Greenfield, ocuparão funções em seu gabinete. Sua escolha, foi vista por analistas políticos como uma resposta de Temer aos avanços da operação Lava Jato.

A CARTA DE JANOT– Em carta de despedida enviada aos colegas, Janot desejou sorte à sua sucessora e afirmou que não estaria na posse por questões protocolares. Sem citar nomes, o ex-procurador-geral afirmou que escroques ainda ocupam cargos no País e que é necessário acreditar que o combate à corrupção sirva como inspiração para todas as gerações. "Precisamos acreditar nessa ideia e trabalhar incessantemente para retomar os rumos deste país, colocando-o a serviço de todos os brasileiros, e não apenas da parcela de larápios egoístas e escroques ousados que, infelizmente, ainda ocupam vistosos cargos em nossa República”, afirmou.

É o que dá governar com o fígado! – Um dos mais modernos, avançados e eficientes centros administrativos do Nordeste, o da Prefeitura de Caruaru, construída na era do ex-prefeito José Queiroz (PDT), virou pó, literalmente, por uma ação de desmonte inaceitável, inexplicável e surpreendente da prefeita Raquel Lyra (PSDB). Por muitos anos, a área foi utilizada pela gestão anterior para reuniões de monitoramento, gabinete de despacho e até de pequenos eventos. O que se diz em Caruaru é que a tucana está governando o município com o fígado e não com a cabeça.

Interligação de bacias– A Câmara de Salgueiro promove, na próxima sexta-feira, audiência pública para apresentação do Projeto de Lei que trata sobre as obras de interligação do rio Tocantins com o São Francisco. O evento, que começa às 9h e é proposto pela vereadora Paizinha Patriota (PSB-PE), terá participação do deputado Gonzaga Patriota (PSB), o qual apresentará mais detalhes da proposta. Salgueiro será a segunda cidade a sediar uma audiência pública sobre o PL, criado há mais de 20 anos e já aprovado pelo Ministério da Integração Nacional. O projeto visa a compensar o suprimento hídrico do manancial, melhorar o volume de água no Lago do Sobradinho, aumentar a disponibilidade aquática no semiárido e gerar energia a partir da queda d’água na divisa de Tocantins com a Bahia.

Estado grave– Sobre o estado de saúde do apresentador Alexandre Farias, da TV-Asa Branca, de Caruaru, vítima de bala perdida, o neurocirurgião Ronaldo Neves garante que o jornalista foi operado em tempo hábil. "O tipo de trauma craniano que ele sofreu é grave. O dano cerebral é bem difuso, ele chegou em uma escala de coma bem rebaixado. Ainda há viabilidade neurológica. Nesta fase, vamos deixar ele dormindo sedado para o cérebro descansar e diminuir o metabolismo cerebral, já que o cérebro foi agredido e está inchado. A expectativa é positiva. Não vamos perder a esperança", afirmou.

Buíque limpa o nome – O prefeito de Buíque, Arquimedes Valença (PSB), conseguiu, e está comemorando, a regularidade do Município junto ao CAUC, o SERASA da Municipalidade. E janeiro, quando tomou posse, segundo ele, a Prefeitura se encontrava com mais de uma dezena de apontamentos junto ao sistema de inadimplentes da União, decorrentes das inúmeras falhas deixadas pela gestão passada, o que a impedia de firmar convênios e obter recursos junto ao Governo Federal para o desenvolvimento do Município. A situação já se arrastava há vários anos sem que tivessem sido tomadas as medidas adequadas para a regularização.

CURTAS

MORENO– Os ministros Raul Jungmann (Defesa) e Osmar Terra (Desenvolvimento Social) estiveram, ontem, em Moreno, onde conheceram o programa Moreno em Ordem, que prevê uma série de ações de prevenção com ampla participação social com o objetivo de reduzir os índices de violência no município. O programa trabalha dentro de três eixos: salubridade, segurança e tranquilidade. De acordo com o especialista em planejamento de segurança pública e privada, Júlio Cezar Costa, a segurança continua sendo responsabilidade do Estado, mas as ações podem ser complementadas pelo município.

ATO DE ELITE- O ato de desagravo ao deputado Jarbas Vasconcelos, ontem, no Recife, por estar ameaçado de perder o controle do diretório do partido no Estado, até atraiu muita gente, mas o que mais chamou a atenção dos presentes não foram os acalorados discursos, mas o local escolhido: o suntuoso e luxuoso prédio do JCP, na Zona Sul da cidade.

Perguntar não ofende: O que muda na Lava Jato com a troca de Janot por Raquel Dodge?

Maia visando "essa gente" de Temer



Aliados do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avisam que a relação dele com o governo de Michel Temer não vive sua melhor fase.

Em conversa recente, Maia usou o termo “essa gente” para se referir a integrantes do Planalto.

O democrata, principal beneficiário de eventual queda do governo, voltou a se queixar de gente que ele acredita atuar para “envenenar” o presidente.

Mais Notícias : Com Dodge, lei é para todos, mas sem tanta pressa
Enviado por alexandre em 19/09/2017 08:22:04

Com Dodge, lei é para todos, mas sem tanta pressa



Helena Chagas – Blog Os Divergentes

Foi irrepreensível o discurso de posse da nova PGR, Raquel Dodge, que evocou a figura incontestável do Papa Francisco para reafirmar a disposição de continuar combatendo a corrupção. Não pode haver reparos a afirmações como a de que ninguém está acima e nem abaixo da lei. Neste seu primeiro pronunciamento, porém, Dodge deixa o caminho aberto para mudanças que vão além do estilo diferente do de Rodrigo Janot.

Ao dizer, por exemplo, que o Ministério Público tem obrigação de exercer com igual ênfase a função criminal e a de defesa dos direitos humanos e das minorias, além de mencionar temas como o da violência, a nova PGR abre uma avenida de possibilidades para dar mais espaço a outros temas – e, portanto, menos à Lava Jato. Dar menos espaço, note-se, não equivale a negligenciar. Mas pode corresponder a uma ação menos rápida e agressiva.

A praticamente um ano das eleições do ano que vem, não é preciso muito para que ministros e outros ocupantes do governo – e não apenas o presidente da República- sejam poupados de ações e condenações enquanto estão no cargo. Basta não correr na aprovação de delações premiadas e na apresentação de denúncias.

Além da maioria que Michel Temer tem na Câmara para barrar sua segunda denúncia, o presidente e seu grupo, denunciados no “quadrilhão” do PMDB, apostam na restauração do que chamam de ritmo normal da Justiça – que não se verificou e deu lugar a uma inédita aceleração nos últimos tempos da era Janot.

Está nas mãos de Raquel Dodge, por exemplo, demorar mais ou menos na celebração dos acordos de delação premiada de Antônio Palocci e outros. Da mesma forma, cabe à nova PGR se posicionar sobre provas resultantes da já anulada colaboração premiada da JBS. Sem falar no que fazer diante de fatos novos envolvendo atitudes de seu antecessor, como a entrevista do procurador Angelo Villela na Folha de S.Paulo dizendo que Janot trabalhou para derrubar Michel Temer.

Dodge e a corrupção: "O recado precisava estar claro"



Época - Coluna Expresso

Presente à posse da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou a EXPRESSO que, ao cumprimentá-la pelo discurso, quando citou cinco vezes o combate à corrupção e afirmou que ninguém está acima da lei, a nova chefe do Ministério Público lhe disse:

"O recado precisava estar claro".

"Eu disse a ela que, se havia alguma dúvida sobre como será sua atuação à frente da PGR, acho que foi dirimida", disse Randolfe.

Participaram da posse o presidente Michel Temer, denunciado pela PGR pela segunda vez na semana passada, e os presidentes do Senado, Eunício Oliveira, e da Câmara, Rodrigo Maia, ambos investigados pelo Ministério Público Federal.

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