Dentro de um antigo estábulo para cavalos no bairro de SoMa, em São Francisco, uma onda de sons suaves emergiu de pequenos dispositivos que piscam presos ao peito dos funcionários de uma startup chamada Humane.
Faltavam apenas algumas semanas para que o Ai Pin fosse revelado ao mundo – o culminar de cinco anos, US$ 240 milhões em financiamento, 25 patentes, um ritmo constante de entusiasmo e parcerias com as principais empresas de tecnologia, incluindo OpenAI, criadora do ChatGPT, Microsoft e Salesforce.
Sua missão? Nada menos do que libertar o mundo do vício em smartphones. A solução? Mais tecnologia.
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Imran Chaudhri e Bethany Bongiorno, casal que fundou a Humane, imaginam um futuro com menos dependência das telas que seu antigo empregador, a Apple, tornou onipresente.
A inteligência artificial “pode criar uma experiência que permite que o computador fique essencialmente em segundo plano”, disse Chaudhri.
Eles estão classificando o Pin como o primeiro dispositivo artificialmente inteligente. Ele pode ser controlado falando em voz alta, tocando em um touchpad ou projetando um display laser na palma da mão. Em um instante, o assistente virtual do aparelho pode enviar uma mensagem de texto, tocar uma música, tirar uma foto, fazer uma ligação ou traduzir uma conversa em tempo real para outro idioma.
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O sistema conta com a IA para ajudar a responder perguntas, como por exemplo, “Qual é a melhor maneira de carregar a máquina de lavar louça?” Pode também resumir as mensagens recebidas com o simples comando de voz "Me atualize".
A tecnologia é um avanço em relação a Siri, Alexa e Google Assistant. Pode acompanhar uma conversa de uma pergunta para outra, sem precisar de contexto explícito. Também é capaz de editar uma única palavra em uma mensagem ditada, em vez de exigir que o usuário corrija um erro repetindo o texto do início ao fim, como fazem outros sistemas. E faz isso a partir de um gadget que lembra os emblemas usados pela tripulação da Enterprise em Star Trek.
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Para quem está por dentro da tecnologia, é um projeto inovador. Para pessoas de fora, é uma fantasia de ficção científica.
Fonte: O Globo