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Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 17/07/2018 16:50:42

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA





INSULTOS – Ex-colaboradores na administração de Confúcio Moura foram às redes sociais para protestar depois que viralizaram os áudios do ex-governador insultando o senador Valdir Raupp e o presidente do MDB, Tomás Correia, por supostamente orientarem os convencionais do partido a escolher apenas um candidato ao Senado e barrar a pretensão do ex-governador em disputar pelo MDB uma das vagas ao senado.



TRAQUE - Os vazamentos dos áudios teriam sido premeditadamente combinados entre o ex-governador e uma secretária de educação de um município da região da Mata, conforme apurou a coluna, no intuito de provocar reações tão fortes que garantissem os votos na convenção do partido que Confúcio Moura necessita para compor a chapa majoritária do MDB. A repercussão foi enorme entre emedebistas e militantes engajados nas pré-campanhas, mas os insultos foram tão acerbos para quem ostenta uma caricatura de monge que ecoaram de forma negativa e provocaram efeitos menos estrondosos do que o esperado pelo ex-governador.



SOLIDARIEDADE – Não houve um único deputado federal, estadual, prefeito ou vereador do MDB que viesse a público se compadecer com os impropérios ditos por Confúcio Moura contra seus supostos traidores. Sequer aqueles alcaides de outros partidos que nas eleições passadas optaram em apoiar o então governador. E a razão é simples: quando governador, Moura reiteradamente relatava em seu BLOG queixas em relação aos pedidos de emprego feitos por correligionários e passava pito em cada aliado que insistisse com os pedidos. Nas redes sociais as poucas solidariedades partiram dos ex-colaboradores e de quem não é convencional no MDB.



TRAIÇÃO – Enquanto Moura diz que foi traído pela cúpula do MDB que havia prometido a vaga senatorial, internamente convencionais lembram que o mesmo Confúcio que agora cobra lealdade, é o mesmo que conspira contra Maurão de Carvalho, candidato pré-lançado pelo MDB à sucessão estadual. Confúcio nunca escondeu a preferência por um candidato a governador com perfil totalmente diferente do Maurão. Aliás, em entrevista recente, Maurão também se queixou da traição de Moura em não declarar apoio ao candidato do partido.



LOROTA – Como não existem candidaturas natas, é natural que os partidos, na medida que se aproximam as convenções, refaçam as contas para projetar as perspectivas eleitorais. O MDB percebeu que a entrada em cena da pré-candidatura de Marcos Rogério (DEM) ao Senado Federal diminuiria as chances de uma única legenda eleger os dois senadores, razão pela qual, candidato à reeleição, Valdir Raupp passou a ter a preferência dos convencionais. É lorota dizer que haja uma revolta generalizada no MDB, caso houvesse, os convencionais teriam declarado apoio a Confúcio e não ao Raupp. Portanto, a suposta traição a Confúcio Moura seria especialmente dos convencionais: esses sim, responsáveis por escolher os candidatos do MDB. A lorota tem tão somente o fim de provocar constrangimento à cúpula emedebista.



RECIPROCIDADE – Quando lançou a candidatura a governador ainda em 2010, Confúcio Moura foi obrigado a disputar as prévias do PMDB contra Suely Aragão, ex-prefeita de Cacoal. Na época o ex-governador se queixou muito da oposição interna da ex-prefeita e pediu ajuda exatamente ao Raupp para que garantisse a maioria dos convencionais em seu favor. Pelos menos duas vezes Moura chegou a pensar em desistir da disputa e não o fez por contar com a reciprocidade do apoio do senador. O mesmo que hoje ele chama de malfeitor.



INCENDIÁRIOS – Não há como desconhecer que Moura possui capilaridade para disputar uma vaga senatorial com chances reais de sucesso. Mas uma campanha tem começo, meio e fim e duas candidaturas em pé de guerra no mesmo palanque é a fórmula certeira denominada de “abraço de afogados”. Os pré-candidatos ao mesmo cargo adorariam concorrer com um palanque nestas condições adversas e por este motivo Moura tem recebido apoio mais dos adversários do MDB do que dos convencionais do partido. Todos querem ver o circo pegando fogo. E Raupp ao perceber as labaredas atua nas coxias para evitar virar cinzas já que seus detratores fazem campanha nas mídias sociais pela sua cremação.



CONSPIRAÇÃO – Em conversa com a coluna o senador Acir Gurgacz (PDT) garantiu que mantém a pré-candidatura ao Governo de Rondônia e informou que discorda de quem o julga inelegível. Acir lamentou a postura do chefe da Casa Civil do Governo, Eurípedes Miranda, que, segundo o senador, tenta desconstruir sua candidatura e força a barra para que o governador Daniel Pereira seja seu substituto nas eleições. A conspiração de Miranda, para Acir, é um ato isolado já que o governador tem reiterado o apoio a sua postulação.



ANÚNCIO - Com a presença do ex-governador de São Paulo, o PSDB rondoniense, o DEM e o PSD vão anunciar no próximo sábado, em Ji-Paraná, os nomes dos pré-candidatos a governador, senador, deputados federais e estaduais. É um evento que começa a definir o cenário dos grupos políticos que vão se enfrenta em outubro. Aliás, esta coluna, meses atrás, previu tal cenário. Embora nem todos tenham concordado.



LUTO – Embora este colunista não fosse eleitor de nenhum dos dois políticos que recentemente faleceram, Chagas Neto e Moreira Mendes, foram parlamentares federais, cada um a seu tempo, de maior grandeza ao defender seus postulados no Congresso Nacional. Eram duas pessoas afáveis e de refinado trato mesmo com quem divergiam. Rondônia fica mais pobre na seara política com a passagem de ambos. Esta coluna lamenta e compartilha do luto.

Regionais : DEMOROU MUITO: Daniel e PSB chegam na coligação com o PDT de mãos vazias e com governo sem identidade socialista
Enviado por alexandre em 17/07/2018 16:48:53

Governador esperou chegar prazo de proibições eleitorais para se definir, sem poder computar as ações do governo que serão atribuídas ao MDB de Maurão
Por
Cleidson Felix -


PORTO VELHO: Apesar de ter reiteradas vezes afirmado que não seria candidato ao governo e que apoiaria o Senador Acir Gurgacz (PDT) na corrida eleitoral que termina em outubro, a indecisão do governador Daniel Pereira e do seu partido, o PSB, acabou atrapalhando o planejamento do senador, que organizava sua pré-candidatura e servia de bombeiro para apagar incêndios com relação a coligação com o partido comandado por Mauro Nazif (PSB).

Enquanto Daniel dizia que apoiava Acir, nos bastidores pessoas ligadas ao chefe do executivo trabalhavam apoio ao seu nome, a fim de lançar candidatura própria do PSB. Tentavam valorizar ao máximo o passe do governador, conversando com outras legendas inclusive, sugerindo ainda o nome do ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires como segunda opção do partido, já acertado com Acir para o Senado.

Apesar de já estar apalavrado, Daniel esperou vencer o período em que poderia trabalhar as ações do governo do estado em prol do líder pedetista e o apoio chega pela metade. Não podendo mais participar de inaugurações, de assinaturas de convênios e nem de repasse de recursos às prefeituras ou associações, o que dá visibilidade política, Acir recebe o PSB na coligação, sem os benefícios do governo do estado. Pelo contrário, a partir de agora só aparecerão na conta de Acir e da coligação, tudo o que for negativo por parte do governo do estado, pois, os adversários vão saber ligar a Acir, mesmo ele não tendo participado efetivamente das benesses do poder.

Daniel entra na campanha de Acir como entrou na campanha de Confúcio Moura. Com a cara e a coragem, sem muito a oferecer, pois as ações de governo serão todas computadas ao MDB, que foi quem governou de direito até o mês de abril, mas com suas ações de fato até hoje.

Embora Daniel insista dizer se tratar de um novo governo, o dificilmente conseguirá levar para o palanque pedetista, as conquistas peemedebistas. Com isso, só o resultado final mostrará se a entrada do PSB na coligação com o PDT foi positiva para os dois lados, ou só para o PSB, que vai conseguir colocar seus candidatos numa coligação forte, sem muito esforço ou contrapartida.

Enquanto o PDT entra na campanha com nomes fortes como Airton Gurgacz, Rosangela Donadon e tantos outros para estadual, e Melki Donadon e Silvia Cristina para federal, o PSB se encosta com Cleiton Roque buscando a reeleição à Assembleia, desgastado com a cassação da esposa Juliana (prefeita de Pimenta Bueno), e com o ex-prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, que na busca pela reeleição em 2016, mesmo com a prefeitura na mão, não chegou nem ao segundo turno.

Acir vem montando uma estrutura de campanha de causar inveja a todos e espera contar com o PSB inteiro, já que as ações governo chegaram só pela metade, e a metade não tão boa.

Regionais : Quem cobra lealdade, é o mesmo que conspira contra Maurão
Enviado por alexandre em 17/07/2018 16:38:44

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA

INSULTOS – Ex-colaboradores na administração de Confúcio Moura foram às redes sociais para protestar depois que viralizaram os áudios do ex-governador insultando o senador Valdir Raupp e o presidente do MDB, Tomás Correia, por supostamente orientarem os convencionais do partido a escolher apenas um candidato ao Senado e barrar a pretensão do ex-governador em disputar pelo MDB uma das vagas ao senado.

TRAQUE - Os vazamentos dos áudios teriam sido premeditadamente combinados entre o ex-governador e uma secretária de educação de um município da região da Mata, conforme apurou a coluna, no intuito de provocar reações tão fortes que garantissem os votos na convenção do partido que Confúcio Moura necessita para compor a chapa majoritária do MDB. A repercussão foi enorme entre emedebistas e militantes engajados nas pré-campanhas, mas os insultos foram tão acerbos para quem ostenta uma caricatura de monge que ecoaram de forma negativa e provocaram efeitos menos estrondosos do que o esperado pelo ex-governador.

SOLIDARIEDADE – Não houve um único deputado federal, estadual, prefeito ou vereador do MDB que viesse a público se compadecer com os impropérios ditos por Confúcio Moura contra seus supostos traidores. Sequer aqueles alcaides de outros partidos que nas eleições passadas optaram em apoiar o então governador. E a razão é simples: quando governador, Moura reiteradamente relatava em seu BLOG queixas em relação aos pedidos de emprego feitos por correligionários e passava pito em cada aliado que insistisse com os pedidos. Nas redes sociais as poucas solidariedades partiram dos ex-colaboradores e de quem não é convencional no MDB.

TRAIÇÃO – Enquanto Moura diz que foi traído pela cúpula do MDB que havia prometido a vaga senatorial, internamente convencionais lembram que o mesmo Confúcio que agora cobra lealdade, é o mesmo que conspira contra Maurão de Carvalho, candidato pré-lançado pelo MDB à sucessão estadual. Confúcio nunca escondeu a preferência por um candidato a governador com perfil totalmente diferente do Maurão. Aliás, em entrevista recente, Maurão também se queixou da traição de Moura em não declarar apoio ao candidato do partido.

LOROTA – Como não existem candidaturas natas, é natural que os partidos, na medida que se aproximam as convenções, refaçam as contas para projetar as perspectivas eleitorais. O MDB percebeu que a entrada em cena da pré-candidatura de Marcos Rogério (DEM) ao Senado Federal diminuiria as chances de uma única legenda eleger os dois senadores, razão pela qual, candidato à reeleição, Valdir Raupp passou a ter a preferência dos convencionais. É lorota dizer que haja uma revolta generalizada no MDB, caso houvesse, os convencionais teriam declarado apoio a Confúcio e não ao Raupp. Portanto, a suposta traição a Confúcio Moura seria especialmente dos convencionais: esses sim, responsáveis por escolher os candidatos do MDB. A lorota tem tão somente o fim de provocar constrangimento à cúpula emedebista.

RECIPROCIDADE – Quando lançou a candidatura a governador ainda em 2010, Confúcio Moura foi obrigado a disputar as prévias do PMDB contra Suely Aragão, ex-prefeita de Cacoal. Na época o ex-governador se queixou muito da oposição interna da ex-prefeita e pediu ajuda exatamente ao Raupp para que garantisse a maioria dos convencionais em seu favor. Pelos menos duas vezes Moura chegou a pensar em desistir da disputa e não o fez por contar com a reciprocidade do apoio do senador. O mesmo que hoje ele chama de malfeitor.

INCENDIÁRIOS – Não há como desconhecer que Moura possui capilaridade para disputar uma vaga senatorial com chances reais de sucesso. Mas uma campanha tem começo, meio e fim e duas candidaturas em pé de guerra no mesmo palanque é a fórmula certeira denominada de “abraço de afogados”. Os pré-candidatos ao mesmo cargo adorariam concorrer com um palanque nestas condições adversas e por este motivo Moura tem recebido apoio mais dos adversários do MDB do que dos convencionais do partido. Todos querem ver o circo pegando fogo. E Raupp ao perceber as labaredas atua nas coxias para evitar virar cinzas já que seus detratores fazem campanha nas mídias sociais pela sua cremação.

CONSPIRAÇÃO – Em conversa com a coluna o senador Acir Gurgacz (PDT) garantiu que mantém a pré-candidatura ao Governo de Rondônia e informou que discorda de quem o julga inelegível. Acir lamentou a postura do chefe da Casa Civil do Governo, Eurípedes Miranda, que, segundo o senador, tenta desconstruir sua candidatura e força a barra para que o governador Daniel Pereira seja seu substituto nas eleições. A conspiração de Miranda, para Acir, é um ato isolado já que o governador tem reiterado o apoio a sua postulação.

ANÚNCIO - Com a presença do ex-governador de São Paulo, o PSDB rondoniense, o DEM e o PSD vão anunciar no próximo sábado, em Ji-Paraná, os nomes dos pré-candidatos a governador, senador, deputados federais e estaduais. É um evento que começa a definir o cenário dos grupos políticos que vão se enfrenta em outubro. Aliás, esta coluna, meses atrás, previu tal cenário. Embora nem todos tenham concordado.

LUTO – Embora este colunista não fosse eleitor de nenhum dos dois políticos que recentemente faleceram, Chagas Neto e Moreira Mendes, foram parlamentares federais, cada um a seu tempo, de maior grandeza ao defender seus postulados no Congresso Nacional. Eram duas pessoas afáveis e de refinado trato mesmo com quem divergiam. Rondônia fica mais pobre na seara política com a passagem de ambos. Esta coluna lamenta e compartilha do luto.

Autor / Fonte: Robson Oliveira

Regionais : Exército brasileiro realiza operação Ajuricaba III para combater o crime organizado
Enviado por alexandre em 17/07/2018 14:11:05

O Exército Brasileiro (EB), por intermédio do Comando Militar da Amazônia (CMA), particularmente da 17ª Brigada de Infantaria de Selva (17ª Bda Inf Sl), desencadeou, a contar de 16 de julho de 2018, a Operação Ajuricaba III, em área de responsabilidade da Brigada Príncipe da Beira, nos estados de Rondônia e Acre, com objetivos de intensificar a presença do EB na faixa de fronteira, de neutralizar ou reduzir as ações de Organizações do Crime Organizado e de combater os delitos transfronteiriços e ambientais no extremo oeste do país.

Na Operação Ajuricaba III, amparada pela Lei Complementar 97, de 09 de junho de 1999, e suas atualizações, a 17ª Bda Inf Sl emprega um efetivo de 1.030 militares e um apoio logístico com 60 viaturas, 13 embarcações e 03 aeronaves, oriundos do Comando de Fronteira Acre/4º Batalhão de Infantaria de Selva (4º BIS), Comando de Fronteira Rondônia/6º Batalhão de Infantaria de Selva (6º BIS), 54º Batalhão de Infantaria de Selva (54º BIS), 61º Batalhão de Infantaria de Selva (61º BIS) 17ª Companhia de Infantaria de Selva (17ª Cia Inf Sl), Companhia de Comando da 17ª Bda Inf Sl (Cia C), 17º Pelotão de Comunicações de Selva (17º Pel Com Sl) e 17º Pelotão de Polícia do Exército (17º Pel PE), além de meios do CMA.

A Operação Ajuricaba III abrange operações conjuntas e interagências que envolvem diversas Instituições em âmbitos federal e estadual, sendo elas: Polícia Federal (PF), Policia Rodoviária Federal (PRF), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Receita Federal do Brasil (RFB), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM), Secretaria da Fazenda (SEFAZ), Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (SESDEC), Polícia Militar, Ambiental, Civil e Corpo de Bombeiros Militares dos estados do Acre e Rondônia.

Por fim, resultados parciais, bem como os resultados finais da Operação Ajuricaba III, poderão ser divulgados oportunamente em local e hora a serem definidos.

ASCOM EB

Regionais : Confúcio com chances remotas de derrotar os raupistas na convencão do MDB
Enviado por alexandre em 17/07/2018 14:04:25

MDB em Rondônia está rachado, pelo menos na disputa pelo Senado

MDB em Rondônia está rachado, pelo menos na disputa pelo Senado

TRISTEZA TOMA CONTA DE RONDÔNIA: VAI EMBORA CHAGAS NETO, UM DOS PIONEIROS DESTA TERRA DE PIONEIROS

Ele chegou na hora certa no lugar certo. Chagas Neto era um jovem engenheiro, cheio de planos, sonhos e projetos. Queria ajudar a construir uma terra nova e a encontrou, num Estado que estava prestes a surgir, embora amais de 3 mil quilômetros da sua cidade natal, no interior do Ceará. Aqui Chagas não fez outra coisa a não ser construir. E foi com seu trabalho que começaram a surgir inúmeros conjuntos habitacionais, que deram casa própria, no início dos anos 80, a bem mais do que 20 mil famílias. Vários bairros de Porto Velho surgiram pelo esforço dele. Milhares e milhares de pessoas ganharam seu teto, a preços populares ou até de graça, pelas mãos dele, que só sabiam construir. Construía casas e amizades. Foi um dos empresários mais populares de Rondônia, até ingressar na política, onde, pelo voto popular, tornou-seum dos brasileiros que chegaram ao Congresso Nacional para formaram o parlamento responsável pela nova Constituição. Das mãos dos parlamentares – Chagas entre eles – surgiu a nossa Constituição de 1988, que recém completou seus 30 anos. Na vida pública ou na atividade privada, nunca houve qualquer desabono ao nome de Chagas Neto. Pelo contrário, suas imensas realizações, sua contribuição inegável ao jovem Estado de Rondônia, que cresceu a partir do início da década de 80, sempre se balizaram pela decência, pela probidade, pelo respeito à população. Foi um rondoniense do Ceará ou um cearense de Rondônia, que honrou e orgulhou sua família, seus amigos, seus companheiros de luta, enfim, todos aqueles que o acompanharam por tantos anos, sempre se destacando em qualquer atividade que punha as mãos.

Recentemente, depois de tantos pedidos e pressão dos amigos, ele decidiu voltar à vida pública. Estava se preparando para entrar na campanha para buscar uma cadeira da Assembleia Legislativa. Não havia, entre aqueles que o conheciam, que sabiam da sua história, da sua obstinação pelo trabalho e pelas causas públicas, dúvida alguma de que ele seria vitorioso, como sempre o foi. Como o foi, nesse pacote de grandes ações, sua atuação na condição de presidente do Conselho de Administração da Federação das Indústrias do Estado, a Fiero, sua última atividade pública, entre tantas que cumpriu com sucesso. No anoitecer desta segunda, Chagas Neto nos deixou. Rondônia fica mais triste e mais pobre, ao perder um personagem como ele. Mas, por outro lado, essa terra pode se considerar abençoada, por ter atraído para cá tanta gente boa, gente do nível do querido e inesquecível Chaguinhas. Ele fará falta a todos, mas certamente o que nos deixou sempre será lembrado. Porque, antes de ir, só nos deixou coisas boas...

O RACHA AGORA É OFICIAL

O MDB, maior partido do Estado, está rachado, pelo menos na disputa pelo Senado, entre Confúcio Moura e Valdir Raupp. Explodiram no final de semana, gravações de telefonemas feitos por Confúcio a amigos e partidários, com duras críticas a Raupp e ao presidente do partido, Tomás Correia, chamando-os de traidores e outras expressões agressivas. A crise se instalou. Confúcio afirmou que tentou conversar com os dois, mas nas conversas foi informado de que a escolha dos nomes do partido ao Senado, será feita no voto dos convencionais, ou seja, a tendência é de que caiam drasticamente as chances de Confúcio, num diretório onde Raupp domina a maioria há anos. Confúcio, fora do governo e sem tempo hábil para trocar de legenda, ficou sem ter para onde correr. Se for para a disputa no voto, dentro do diretório, há muita gente que diz que suas chances são muito pequenas de derrotar o grupo raupista. Terá que se conformar, ao que tudo indica, com uma candidatura à Câmara Federal. Ou ficar sem mandato algum, o que lhe poderia causar imensas dores de cabeça. A situação, nesse início da segunda semana de julho é esta.

FALTA A DECISÃO DE EXPEDITO

O quadro da corrida ao Governo começa a se clarear, embora ainda possa haver mudanças, em função de negociações políticas ou de decisões da Justiça Eleitoral. Estão postadas as candidaturas de Maurão de Carvalho, Acir Gurgacz, José Jodan (o homem de Jair Bolsonaro em Rondônia), do professor Vinicius Miguel, da Rede de Marina Silva e do representante do PC do B, o advogado Jackson Chediak. Ao que tudo indica, Daniel Pereira ficará mesmo fora do páreo. Agora, para fechar o quadro, falta apenas a definição de Expedito Júnior. Ele tinha dito que após o final da Copa do Mundo, anunciaria sua decisão. Tudo estava caminhando para o anúncio de um Frentão de pelo menos onze partidos a apoiá-lo. O quadro, contudo, mudou, depois que Ivo Cassol anunciou que só manteria o aval ao grupo, caso fosse garantida uma das vagas ao Senado para Carlos Magno. No Frentão, já estava acertado que os nomes do grupo ao Senado seriam os de Marcos Rogério (DEM) e do vereador e Pastor Edésio Fernandes (PRB). Com a exigência de Cassol, o que estava decidido não está mais. As novas conversas estão em andamento. Expedito ainda não confirmou quando se decidirá sobre o assunto.

SÓ SEIS POR CENTO

O número de pré candidatos à Assembleia Legislativa, já passou das três centenas. Há quem diga que, dependendo dos cálculos e do número de partidos que lançarão seus nomes, o total pode chegar a mais de 400. Desses, apenas 6 por cento ocuparão as 24 cadeiras disponíveis no parlamento rondoniense. De todas as cidades, ex prefeitos, vereadores, profissionais liberais, taxistas, comerciantes, dirigentes de entidades de bairro, sindicalistas, figuras com algum tipo de popularidade e muitos com aqueles apelidos horrorosos, que aparecem em todas as eleições, sonham em sentar no parlamento e representar o povo rondoniense. Para se ter ideia, só em Porto Velho, dos atuais 21 vereadores, pelo menos 15 estão se postando ainda como pré candidatos. Na reta final, não menos que dez confirmarão essa intenção. Na última eleição para a Assembleia rondoniense, a renovação superou os 70 por cento. Apenas oito dos parlamentares antigos renovaram seus mandatos. Na atual legislatura, a qualidade do parlamento melhorou bastante, mas pode haver novamente um índice de renovação bastante alto, algo em torno de 50 por cento. Vamos esperar para ver o que as urnas vão dizer...

MORRENDO POBRES, EM CIMA DA RIQUEZA

As autoridades vivem anunciando que os garimpos ilegais, dentro das áreas indígenas no Estado, não existem mais. Claro que é um anúncio extremamente otimista, já que a realidade desmente isso facilmente. Todos os dias, basta ir ao aeroporto internacional da Capital para ver quantos estrangeiros chegam nos diversos voos e se dirigem para várias áreas do Estado, por coincidência aquelas em que há nossas maiores riquezas, intocadas para os brasileiros, mas de fácil acesso para contrabandistas. Dias atrás, fli realizada mais uma operação da Polícia Federal e Ibama, tanto de Rondônia quanto do Mato Grosso, nas áreas indígenas, incluindo a dos nossos índios Cinta Larga, na Reserva Roosevelt. Em todas elas havia equipamento pesado, retirando da terra milhões e milhões de reais de nossas riquezas. Até helicópteros foram utilizados na operação. Foram destruídas máquinas e equipamentos de grande porte (daqueles que não existiam nessas áreas, segundo as mesmas fontes oficiais). Claro que ninguém foi preso. Os “defensores” dos índios e nossa legislação burra e criminosa, preferem ver nossos índios morrerem e fome e doentes, mesmo sentados em cima de fortunas,das riquezas naturais que a eles também pertencem, a vê-los usufruir de uma vida muito melhor. É a ideologia que decide também sobre a vida e a morte dos índios. Um horror!

TRÂNSITO E CRIMES: VIOLÊNCIA SEM FIM

Outro final de semana sangrento no Estado. No trânsito, num só acidente, três pessoas morreram. Um casal numa das camionetas. Outra pessoa, em outra. Bateram de frente. Por trás de tudo, a alta velocidade. Na BR 364, em outra ocasião, a Polícia Rodoviária Federal flagrou motorista andando a 178 quilômetros por hora, em locais onde a velocidade máxima permitida é de 60 quilômetros. Um segundo condutor, multado, estava a 168 quilômetros de velocidade no mesmo trecho. Qual a chance de sobrevivência numa colisão a essa velocidade? Todos sabemos a resposta. A polícia registrou ainda pelo menos 20 detenções de motoristas dirigindo bêbados e que caíram na Lei Seca. Outras dezenas passaram incólumes, por terem escapado das blitz. Tem solução um trânsito matador, onde os motoristas irresponsáveis são causadores de95 por cento dos acidentes? Mas o sangue rolou também na extrema violência em que estamos vivendo. Uma diretora de posto de saúde, no distrito de Triunfo, em Candeias, foi assassinada a tiros, covardemente. Em Ji-Paraná, um marido deu um tiro na cabeça da esposa, matando-a na hora. Como não é besta, tentou se matar, mas com um tiro no peito, numa área não letal. Não atirou na cabeça, porque isso sim, o matéria, certamente. Vários outros assassinatos e tentativas de morte foram registrados. A sociedade já se habituou a tudo isso, lamentavelmente.

MONA LISA E OS FRANCESES

Mona Lisa usou a camiseta da Seleção da França, no Louvre. Uma montagem, claro! . Mascantora americana Byoncé também a usou, de verdade, comemorando. Os franceses e seus jogadores de origem africana, filhos de imigrantes e a maioria nascida no seu novo país, ainda comemoram o bicampeonato mundial de futebol, um dos mais belos e com melhor organização das últimas décadas, na Rússia, de Vladimir Putin. Aliás, uma nova Rússia, mostrada ao mundo, que valeu a pena conhecer! Um país de 17 milhões de quilômetros quadrados (mais que o dobro do Brasil), com dezenas de etnias, idiomas e uma história riquíssima, além de belezas naturais inacreditáveis. No campo, nós, brasileiros ficamos novamente pelo caminho, embora, dessa vez, mais por azar do que por qualquer outro motivo. Um pouquinho mais de sorte e teríamos ido bem mais longe, como o foi a Croácia, que teve grandes vitórias, competência e dedicação, mas que chegou à final muito mais na sorte do que qualquer outro quesito. A Copa ficou em ótimas mãos, porque os franceses foram competentes e tiveram excelentes jogadores. Nem sempre há, mas dessa vez houve justiça. Vive La France!

PERGUNTINHA

Agora que terminou a Copa do Mundo, será que nosso país vai se voltar para resolver seus problemas reais ouficaremos torcendo para que chegue logo 2022, apenas paravivermos, de novo, em função do sonho do Hexa?

Autor / Fonte: Sérgio Pires

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