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Mais Notícias : Haddad protagoniza confrontos com Alckmin e Meirelles
Enviado por alexandre em 21/09/2018 08:08:16

Haddad protagoniza confrontos com Alckmin e Meirelles

Postado por Magno Martins

Seu 1º debate na TV

Petista atacou rivais por governo Temer, foi cobrado por legado de Dilma e ouviu críticas de Dias

Anna Virginia Balloussier , Isabel Fleck e Joelmir Tavares – Folha de S.Paulo

Em seu primeiro debate como candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad protagonizou confrontos na noite desta quinta-feira (20) na TV Aparecida.

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, participa de seu primeiro debate na campanha promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na TV Aparecida Diego Padgurschi/Folhapress

O ex-prefeito rivalizou com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que criticou o PT por “lançar candidatura na porta de cadeia”. Haddadfoi oficializado candidato no dia 11 em substituição ao ex-presidente Lula, preso em Curitiba.

O petista questionou o tucano sobre o apoio do PSDB à gestão Michel Temer (MDB), chamada por ele de “governo Temer-PSDB”, e contestou a reforma trabalhista e a emenda de teto dos gastos, que julga prejudiciais ao trabalhador.

“Quem escolheu o Temer foi o PT. Ele era vice da Dilma. Aliás, reincidentes, porque escolheram o Temer duas vezes”, rebateu Alckmin, que cobrou o petista pela “herança da Dilma e do PT” na economia.

“Quebraram o Brasil, destruíram as empresas estatais, o petrolão foi o maior esquema do mundo de desvio de dinheiro público”, continuou.

Haddad retrucou: “Quem se uniu ao Temer para trair a Dilma foi o PSDB. Ele [o partido] que colocou o Temer lá e um programa totalmente diferente do aprovado pelas urnas”.

O tucano e o petista também se enfrentaram ao discutir a autocrítica de seus partidos. Haddad lembrou afirmações do presidente do PSDB, Tasso Jereissati, de que a sigla errou ao questionar o resultado da eleição de 2014 e ao embarcar no governo Temer.

“Todos os partidos estão fragilizados e todos deveriam fazer autocrítica. Mas o PT, em vez de fazer autocrítica, lança candidatura na porta de cadeia”, afirmou Alckmin.

Haddad também teve embates com Henrique Meirelles (MDB). O ex-ministro da Fazenda de Michel Temer defendeu sua atuação no cargo. “Essa crise, candidato, talvez seja o caso de você se informar melhor, mas essa crise foi criada pelo governo da Dilma.”

“Eu considero a ingratidão o maior dos pecados na política”, respondeu o petista, lembrando que Meirelles foi por oito anos o presidente do Banco Central do governo Lula.

Ele aproveitou para criticar as novas regras trabalhistas. “Nós temos que rever a legislação aprovada durante seu mandato no Ministério da Fazenda para recuperar a confiança do povo. Porque talvez o senhor tenha recuperado a confiança dos banqueiros da Faria Lima”, disse o ex-prefeito.

“Essa crise foi criada no governo Dilma”, afirmou Meirelles. O apadrinhado de Lula ressaltou os 12 anos de “estabilidade democrática” do PT, em que foram “criados 20 milhões de postos de trabalho”.

Haddad é o segundo colocado na mais recente pesquisa Datafolha, com 16% das intenções de voto. Jair Bolsonaro (PSL) lidera, com 28%.

O capitão reformado não participou do debate, realizado pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), porque está internado após sofrer um ataque a faca durante ato de campanha. Sete dos 13 presidenciáveis compareceram.

CPMF

Mesmo ausente, Bolsonaro não foi poupado, principalmente por Marina Silva (Rede). A candidata atacou a proposta de criação de imposto nos moldes da extinta CPMF.

“Eu fiquei vendo essa confusão entre o candidato [...] e o seu economista-mor, Paulo Guedes, que ele diz que é o Posto Ipiranga, e eu vejo que já está tendo um incêndio no Posto Ipiranga. Alguma coisa está acontecendo lá, pois eles não estão se entendendo.”

A ex-senadora deu a deixa para Meirelles falar, em alusão a Bolsonaro, do risco de eleger “alguém que não tem preparo para administrar o país, principalmente quem não tem preparo em economia”.

Marina disse que a visão de país do deputado federal é “nefasta” e precisa ser combatida. A ex-senadora qualificou como desastrosa a fala do vice dele, Hamilton Mourão (PRTB), de que casa só com mãe e avó é “fábrica de desajustados” para o tráfico de drogas.

Ciro Gomes (PDT) questionou Haddad sobre sua proposta para o sistema tributário e disse que o PT perdeu a oportunidade de fazer mudanças quando governou. “Por que razão o eleitor deveria acreditar nessas propostas na sua possível gestão se o seu partido esteve no governo por 14 anos e não fez?”

O petista (que disputa o eleitorado de esquerda com o pedetista) respondeu que Lula “fez uma das maiores reformas tributárias às avessas”, ao “colocar dinheiro na mão dos pobres”.

Alvaro Dias (Podemos) também mirou Haddad, descrevendo-o como um candidato que "vem para essa campanha como porta-voz da tragédia e representante do caos".

"O PT se transformou na filosofia do fracasso, na crença a ignorância, no arauto da intolerância", afirmou Dias. Ele falou ainda que o PT "gerou riqueza para alguns de seus chefes e delegou a nós brasileiros 63 milhões abaixo da linha da pobreza".

O ex-prefeito de São Paulo, em resposta, citou programas sociais dos governos do PT como o Minha Casa, Minha Vida e o Prouni. “Esse é o Brasil que o povo quer de volta e que se perdeu no golpe”, afirmou.

CORRUPÇÃO

No início do programa, os candidatos falaram sobre combate à corrupção ao serem questionados sobre ética na política pelo arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer.

Após desejar boa noite ao ex-presidente Lula, preso pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, Haddad sacou o discurso que tem usado para abordar o tema.

Afirmou que seu partido fortaleceu instituições que combatem malfeitos e clamou por uma Justiça que não tenha dois pesos e duas medidas para diferentes colorações partidárias.

O ex-prefeito defendeu “uma Controladoria forte, uma Polícia Federal forte, um Ministério Público Forte, e uma Justiça forte e apartidária”.

Marina lançou mão de uma passagem bíblica ao responder: “Se existe um momento em que Jesus ficou indignado foi quando ele viu a corrupção e entrou no templo com um chicote para combater aqueles que estavam profanando”.

Alvaro Dias, como usualmente faz, enalteceu a Operação Lava Jato, que para ele “é prioridade nacional e deve ser institucionalizada como uma política de Estado no combate implacável à corrupção”.

Temas como segurança pública, educação, imigração, juros bancários, urbanização e direitos indígenas também foram discutidos pelos candidatos.

Guilherme Boulos (PSOL) levou ao debate o slogan #EleNão, que mobiliza usuários de redes sociais contra Bolsonaro. Ele soltou palavras de ordem contra o capitão reformado ao evocar a desigualdade de gênero para fustigar Álvaro Dias.

O representante do PSOL afirmou que o adversário do Podemos não incluiu em seu programa de governo mais propostas para equiparar os salários de homens e mulheres, por exemplo.

Boulos voltou a defender uma "lista suja do machismo", para punir empresas que não eliminem a disparidade salarial (proibindo-as de tomar crédito em bancos públicos, por exemplo).

Cabo Daciolo (Patriota) alegou “incompatibilidade de agenda” para se ausentar do debate. A assessoria do candidato informa que ele está em um monte jejuando até o dia 26.

A mediação foi feita pela jornalista Joyce Ribeiro, que, antes do início do programa, exaltou o fato de ser a primeira mulher negra a conduzir um debate entre presidenciáveis.

Mais Notícias : Sem foro privilegiado uma fila de processos
Enviado por alexandre em 21/09/2018 08:07:08

Sem foro privilegiado uma fila de processos

Postado por Magno Martins

Carlos Brickmann

Terminou nesta segunda uma dinastia política do Mato Grosso do Sul: o ex-governador André Puccinelli não conseguiu registro para disputar a Câmara. E por um motivo simples: estava preso. Era o grande líder do MDB local e não tem substituto. Sem foro privilegiado, tem é uma fila de processos.

Quem está de volta no Estado, como candidato ao Senado, é Delcídio do Amaral, do PTC. Absolvido da acusação de tentar comprar o silêncio de Nestor Cerveró, Delcídio se beneficiou da desistência de César Nicoletti.

Mulheres contra Bolsonaro

Qual a consequência do hackeamento da página Mulheres contra Bolsonaro no Facebook? A página, no último fim de semana, foi capturada por hackers, que até mudaram seu nome. As participantes da página se irritaram; mas, de acordo com pesquisa da Toluna, 49% dos entrevistados não deram a menor importância ao fato.

Para 42%, a opinião que tinham sobre Bolsonaro ficou abalada; para 8%, a imagem do candidato até melhorou. A pesquisa apurou também que 50% dos entrevistados conhece alguém que faz parte do grupo, e 52% tiveram conhecimento do ataque virtual. A Toluna fornece informações sobre o consumidor, facilitando o trabalho na economia atual, sob demanda. O estudo completo está no endereço http://tolu.na/l/b8AZq69C

Mais Notícias : Bolsonaro e seus espias no dia da votação
Enviado por alexandre em 21/09/2018 08:05:48

Bolsonaro e seus espias no dia da votação

Postado por Magno Martins

Sigla de Bolsonaro vai criar ‘disque-denúncia’ para receber relatos de apoiadores no dia da votação

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

Dando eco ao discurso de Jair Bolsonaro (PSL) –que por mais de uma vez levantou sem provas suspeições sobre o processo eleitoral–, a direção do PSL quer montar uma espécie de disque-denúncia para receber relatos de supostas irregularidades no dia da votação. A Justiça já dispõe desses canais e, inclusive, lançou um aplicativo para facilitar o envio de queixas. Não é tudo. O partido vai lançar cartilhas e uma plataforma para orientar voluntários que queiram atuar como fiscais nas seções.

Segundo a legislação, cada partido ou coligação pode nomear até dois fiscais para acompanhar uma mesa receptora de votos. O PSL quer dar capilaridade a isso e colocar voluntários auxiliando os trabalhos desses delegados.

Além de estimular teorias conspiratórias, os relatos dos apoiadores servirão para municiar eventuais questionamentos ao TSE.

Mais Notícias : Pastores se levantam contra guru de Bolsonaro
Enviado por alexandre em 21/09/2018 08:04:50

Pastores se levantam contra guru de Bolsonaro

Postado por Magno Martins

Não é sobre a reforma tributária que ala do PSL discorda do guru de Bolsonaro, Paulo Guedes. O economista não conseguiu apresentar proposta de reforma da Previdência que agrade a todos.

O movimento dos neopentecostais da Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil na direção do capitão reformado provocou reação de líderes evangélicos de outras agremiações.

Nesta quinta (20), um grupo que reúne 88 teólogos e reverendos presbiterianos, batistas e de outros troncos da religião lançou manifesto em defesa do Estado laico e contra o uso de Deus em campanhas.

“Nossa indignação contra a pretensão de haver um governo exercido em nome de Deus, bem como contra toda aspiração autoritária e antidemocrática”, diz a Carta Pastoral à Nação. “O nome de Deus não pode ser usado em vão, ainda mais para fins políticos”, conclui.

Oficial - “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” é o nome da coligação de Bolsonaro. (Painel – Folha de S.Paulo)

Mais Notícias : Aliados a Ciro: contenha-se, não dá pra errar mais
Enviado por alexandre em 21/09/2018 08:04:05

Aliados a Ciro: contenha-se, não dá pra errar mais

Postado por Magno Martins

Ciro Gomes (PDT) teve longa conversa com a cúpula de sua campanha. Foi dito a ele que, agora, não dá mais para errar.

Em miúdos: chega de piti.

O diagnóstico é o de que há pouco tempo para viabilizar uma terceira via, ou o pedetista será esvaziado.

Já a campanha de Fernando Haddad (PT) estuda a melhor forma de se contrapor a Bolsonaro em um eventual segundo turno. Há dúvidas sobre o impacto de uma aliança com diversos partidos, por exemplo. O temor é o de que isso reforce a imagem de anti-establishment do rival.

O mesmo receio habita o PSL. Dirigentes da sigla dizem que não devem aceitar apoio formal de outras legendas –só gestos individuais. Uma aliança poderia tirar peso do discurso de que ele é “contra tudo isso que está aí”.

O PT espera, porém, que o crescimento do capitão reformado nas pesquisas e a mensagem ponderada que vem sendo pregada por Haddad estimulem movimentos da sociedade civil contra Bolsonaro.

A coordenação da campanha petista quer que Haddadconceda menos entrevistas e faça mais em atos nos grandes centros do país. Estão previstas viagens para PE, RS e RJ. (Daniela Lima – Folha Painel)

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