Agentes do Ipaam vistoriam área desmatada em Apuí: municípios atrai grileiros para ocupação de terras (Foto: Ipaam/Divulgação)
Por Milton Almeida, do ATUAL
MANAUS – Com terras abundantes e quase nenhuma presença do Estado, quatro municípios do Sul do Amazonas são o “paraíso” de grileiros e de terreno fértil para crimes ambientais: Apuí, Novo Aripuanã, Manicoré e Humaitá. O CNS (Conselho Nacional das Populações Extrativistas) atribui a invasão de terras na região à falta de regularização fundiária que beneficia pessoas de outros estados e prejudica populações indígenas e ribeirinhas que estão no local há gerações.
O avanço da grilagem e de crimes ambientais no Sul do Amazonas foram debatidos nesta sexta-feira (24) no fórum da ADSSA (Aliança para o Desenvolvimento Sustentável do Sul do Amazonas), que reuniu lideranças comunitárias, representantes dos governos estadual e federal, e pesquisadores.
“A dificuldade para a regularização fundiária é muito grande. Para uma população extrativista que recebe de geração em geração a posse do terreno é pior ainda. Mas para quem tem dinheiro é fácil. Tudo isso torna mais difícil a vida daquelas pessoas”, diz Silvia Moreira, secretária de Direitos Humanos do CNS.
Além da falta da regularização fundiária e o possível reasfaltamento de trecho da BR 319 (Manaus-Porto Velho/RO), segundo a dirigente, atraiu “novos moradores” para o Sul do estado.
“A questão da BR-319 é um problema porque é um assunto que está sendo tratado de forma incorreta, sem uma consulta prévia, e está atraindo muita gente e especuladores de terrenos para aquela região do Sul do Amazonas. E sem a regularização fundiária, você tem um elemento de atrativo muito forte, que sem fiscalização adequada e rigorosa se transforma em um grande problema para aquelas populações”, diz Silvia Moreira.
Outro problema naquela região é o garimpo ilegal, que gera exploração irregular do solo, destruição dos rios e dos peixes e um ambiente de prostituição. “Até a gestão das Unidades de Conservação, protegidas pelo poder público, está fragilizada e isso permite a entrada de diversos invasores nesses territórios. Há também a falta de apoio na área do empreendedorismo socioambiental e na bioeconomia local onde as comunidades poderiam desenvolver seus produtos e a comercialização”, diz Silvia Moreira. Ela acrescenta que sem o apoio das instituições governamentais a população se torna refém de grileiros, garimpeiros e da prostituição.
“É uma junção de várias coisas que prejudica esses territórios. Sem a regularização fundiária, as populações desses territórios acabam entrando em conflito com madeireiros, fazendeiros, garimpeiros e outras pessoas porque não possuem uma documentação do lugar que ocupa e quem chega, chega com um papel na mão e se impõe”, diz. “Parece combinado. Primeiro, entra o madeireiro e tira toda a madeira necessária e que pode ser vendida. Depois vem o fazendeiro que faz o corte raso e começa a colocar gado no terreno”.
Madeira retirada de desmatamento ilegal em Apuí: comercialização do produto e pasto para o gado (Foto: Divulgação)
A mais nova investida no Sul do Amazonas, segundo a secretária do CNS, é o assédio às populações para exploração de crédito de carbono. “É uma luta muito desumana. A questão da venda de créditos de carbono é outro problema. Muitas empresas nacionais e internacionais não respeitam as comunidades. Eles convencem os moradores de uma forma que eles acabam assinando documentos pensando que vão receber recursos das empresas, quando na verdade elas estão assinando um documento de doação de terras para as empresas”, afirma Silvia Moreira.
“Muitos não são alfabetizados, não têm conhecimentos, não tem apoio de consultorias e acabam assinando os papéis. E só descobrem depois de haver assinado e fica difícil reverter o que a pessoa assinou. É uma forma cruel”, complementa.
O crédito de carbono envolve a preservação de áreas de floresta em que empresas pagam para compensar a emissão de gases poluentes na atmosfera.
Terras baratas e desconhecimento
O cacique Leocir Carijó, da aldeia Tekoa Crixi Um’yu’bã, do Distrito de Sucunduri, em Apuí (a a 1,098 quilômetros de Manaus), diz que o valor baixo das terras no Sul do Amazonas atrai muitos especuladores. “O grande fazendeiro compra terras no Sul do Amazonas por preços muito baixos comparado com o de terra de outras regiões. A terra barata é um atrativo para essas pessoas”, diz Leocir Carijó. A comunidade tem cinco mil habitantes.
Para o cacique, no Amazonas o “olhar político” sobre os direitos dos terrenos é “menos burocrático” para as pessoas que tem dinheiro. “Muitos gestores dos municípios não têm a iniciativa de informar e formar a população sobre os seus direitos territoriais. Ao final, a população sofre por falta de conhecimento dos seus direitos, porque as autoridades estão ausentes”, diz o cacique.
Para o líder indígena, o Sul do Amazonas passa por um processo de “falta de informação”. O conhecimento sobre a região é restrito às autoridades municipais e não é compartilhado com a população.
“Temos de mobilizar todos os atores ambientais e municipais, fazer uma agenda e expor para a população qual é a realidade deles, como devem regularizar as suas terras e apoiá-los. O fazendeiro consegue se regularizar e o pequeno produtor, o extrativista, também pode conseguir. Para isso, precisamos da ajuda de todos os participantes”, diz.
Regularização
Segundo Marcelo Trevisan, diretor de Ordenamento Territorial e Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, muitos municípios do Sul do Amazonas aderiram ao programa União com os Municípios, pela redução do desmatamento e das queimadas, e receberão investimentos do governo federal para auxílio aos moradores.
“A população vai receber isso (recursos) em forma de serviços de regularização fundiária, ambiental, de restauração e assistência técnica. Nós estamos trabalhando com quase R$ 80 milhões para colocar essas ações em prática”, diz Trevisan.
Ainda segundo Trevisan, o governo defende a garantia dos direitos territoriais tanto individual quanto coletivo. “É importante entender que ocupações de boa-fé, de pessoas que seguem a legislação fundiária e a ambiental, têm direito a ter seu imóvel regularizado. Então, a Câmara Técnica de Destinação de Terras Públicas, coordenada pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário, faz um esforço muito grande para que essas áreas sejam regulamentadas, para que os territórios sejam mais juridicamente seguros e que os direitos sejam preservados ”, diz.
No último sábado (25), o papa Francisco disse que a Igreja Católica está disposta a aceitar um domingo fixo para a Páscoa, visto que o feriado religioso é celebrado em datas diferentes todos os anos. Há diferença nas datas da Igreja Católica e da Ortodoxa.
A Igreja Católica faz o cálculo conforme o calendário gregoriano, introduzido em 1582. É o calendário usado oficialmente pela maioria dos países, com 12 meses.
Já a Igreja Ortodoxa calcula com base no calendário juliano, que caiu em desuso após o século 16.
Neste ano, a Páscoa será no dia 20 de abril e todas as religiões cristãs celebrarão o feriado no mesmo dia por causa de uma coincidência no cálculo. As informações são da AFP e do G1.
– Renovo meu chamado para que essa coincidência sirva de lembrete a todos os cristãos para darem um passo decisivo rumo à união, e isso em torno de uma data comum para a Páscoa. A Igreja Católica está disposta a aceitar a data que todos desejarem, uma data de união – disse Francisco, durante a missa que encerrou a semana de oração pela união dos cristãos.
Parques Nacionais são importantes para proteger a natureza, claro. Mas eles também oferecem ótimas experiências ecoturísticas que podem ser exatamente o que os viajantes buscam.
Essenciais para a preservação dos ecossistemas naturais de grande relevância e beleza ecológica, os 75 parques nacionais do Brasil também são importantes para a pesquisa científica, a educação ambiental e a conexão sustentável com a natureza, o que impacta diretamente o ecoturismo.
Enquanto os parques da Tijuca (Rio de Janeiro) e do Iguaçu (Paraná) são os mais visitados do país, com 4,5 e 1,4 milhão de visitantes em 2023, respectivamente, há outros incríveis parques nacionais no Brasil que oferecem experiências únicas para os amantes de atividades ao ar livre.
Se você ama natureza e aventura, inclua parques nacionais brasileiros na sua lista de destinos para 2025! Fizemos uma lista especial com parques nacionais imperdíveis! Confira abaixo:
Parque Nacional da Chapada Diamantina (BA).
Com área total de 152 mil hectares, oParque Nacional da Chapada Diamantina, localizado no estado da Bahia, é um dos principais destinos de aventura do Brasil. Com lindas cachoeiras (Fumacinha, Buracão, Sossego, Mixila, entre outras), poços naturais, mirantes, cânions e vegetação diversificada, é o lugar perfeito para uma imersão completa na natureza.
O Vale do Pati é considerado por muitos amelhor trilha do Brasil, devido às rotas incríveis que cruzam rios, cavernas, montanhas e rochas.
Outra atividade que você não pode deixar de fora é nadar no Poço Azul, um lago subterrâneo de águas cristalinas que ganham um tom azul único quando a luz do sol atravessa as fendas da caverna.
Por que visitar?
Caminhe pelo Vale do Pati, aprecie sua beleza incomparável, explore cavernas escondidas, refresque-se em diferentes cachoeiras e viva momentos inesquecíveis nos lagos subterrâneos.
Photo:@flaviamouraleite
Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA)
Um dos parques nacionais mais deslumbrantes do país, o Parque Nacional dosLençóis Maranhenses, no estado do Maranhão, se destaca pelas dunas de areia branca e lagoas de água da chuva. Rios, manguezais e praias também fazem parte desse cenário espetacular, semelhante a um deserto.
A beleza do parque, foi inclusive, reconhecida internacionalmente. Em julho de 2024, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) nomeou o parque comoPatrimônio Natural da Humanidade.
Ideal para fotógrafos e exploradores, o local é um destino inesquecível para quem busca algo único e impressionante.
Photo: @willtaviajando
Por que visitar?
Com mais de 36 mil lagoas que aparecem e desaparecem de acordo com o volume de chuvas, os Lençóis Maranhenses formam o maior campo de dunas da América do Sul.
É o destino perfeito para quem busca experiências tranquilas e cenários naturais deslumbrantes!
Photo: @llucks_
Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE)
Embora seja um dos destinos de viagem mais desejados no Brasil, Fernando de Noronha limita o número de visitantes para garantir sua conservação. De acordo com leis federais e estaduais, apenas 11 mil pessoas por mês (moradores, trabalhadores e turistas) são permitidas na ilha.
Essa é uma das razões pelas quais o parque é tão bonito e bem preservado. Com recifes vibrantes e uma vida marinha diversificada, é um lugarincrível para mergulhoe observação de golfinhos, tartarugas e diversas espécies de peixes.
As praias intocadas de Noronha possuem uma beleza impressionante. A Baía do Sancho, em particular, é a principal atração e foi eleita a melhor praia do mundo pelos usuários do TripAdvisor em 2023.
Por que visitar?
As praias preservadas de Fernando de Noronha são perfeitas para tomar sol, relaxar e praticar atividades aquáticas, como natação, mergulho, canoagem e bicicleta aquática.
Além disso, a ilha abriga a base do Projeto Tamar, organização que protege várias espécies de tartarugas marinhas, e recebe visitantes durante todo o ano.
Photo: @atlantisdrivers
Parque Nacional do Pantanal Matogrossense (MT/MS)
Com 135 mil hectares, oParque Nacional do Pantanal Matogrossense,a maior planície alagada tropical do planeta, está dividido entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Lar de três grandes biomas brasileiros (Cerrado, Mata Atlântica e Floresta Amazônica), a flora e a fauna do Pantanal têm papel fundamental no equilíbrio do ecossistema da América do Sul.
Considerado o melhor parque nacional do Brasil para viajantes que amam observar a vida selvagem, abriga mais de 650 espécies de aves, 80 espécies de mamíferos e 50 espécies de répteis.
Por que visitar?
Animais incríveis, como capivaras, jacarés, tuiuiús e majestosas onças-pintadas, vivem no Pantanal. Passeios de safári fotográfico e tours noturnos são atividades perfeitas para observar a fauna local.
Photo: Henrique Olsen
Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO)
Com 240 mil hectares, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, situado no nordeste de Goiás, inclui vegetação exuberante, centenas de nascentes, cachoeiras, mirantes, dezenas de trilhas de diferentes níveis de dificuldade e formações rochosas milenares.
Cientistas afirmam que essas rochas têm mais de um bilhão de anos, da época em que a Terra era formada por crostas continentais espalhadas pelos oceanos, milhões de anos antes de Pangeia. Com o passar do tempo, fenômenos naturais cristalizaram a areia do mar e das praias, criando belos cristais de quartzo.
Photo: @camilarbs
Por que visitar?
A atmosfera encantadora da Chapada dos Veadeiros atrai trilheiros e viajantes espirituais que buscam uma conexão mais profunda com a natureza e com os poderes curativos atribuídos aos cristais.
Com mais de 2 mil cachoeiras catalogadas, o local é um destino maravilhoso para nadar, tirar fotos ou apenas relaxar à beira da água.
Photo: @dougcerrado
Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ)
Com 20 mil hectares, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos protege a região serrana do estado do Rio de Janeiro e se estende por quatro cidades: Petrópolis, Teresópolis, Magé e Guapimirim.
O parque é ótimo para quem gosta de observar a vida selvagem, com 462 espécies de aves, 105 mamíferos, 103 anfíbios e 83 répteis, mas é ainda melhor para os amantes de trekking.
Belos cenários naturais se estendem por 200 km de trilhas, incluindo a caminhada até o famoso Dedo de Deus, uma montanha com quase 1.700 metros de altitude. Não é à toa que essa é uma das melhores trilhas do Brasil!
Photo; @_fabiozingg
Por que visitar?
A Serra dos Órgãos é recomendada principalmente para pessoas com boa condição física que apreciam trilhas desafiadoras e escaladas. Embora seja uma experiência mais complicada, a beleza da natureza do parque compensa todo o esforço!
Photo: @humbertobaddini
Parque Nacional da Serra da Capivara (PI)
Curiosos que amam história não podem deixar de visitar o Parque Nacional da Serra da Capivara, no estado do Piauí, que tem 130 mil hectares.Considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO desde 1991, esse lugar fascinante é um verdadeiro tesouro para os entusiastas da ciência e da civilização humana antiga.
Entre penhascos rochosos e cânions profundos, encontram-se 400 sítios arqueológicos – alguns com mais de 10 mil anos! – com pinturas rupestres e gravuras fascinantes feitas pelos primeiros humanos da América do Sul.
É obrigatório o acompanhamento de guias licenciados para os grupos na Serra da Capivara. Isso garante a preservação do parque, além de proporcionar tours personalizados e lições envolventes sobre esse ambiente incrível e seu passado.
Photo: @educoelhoguia
Por que visitar?
Visitar a Serra da Capivara é uma oportunidade única de se conectar com a história da humanidade. O parque abriga o maior sítio de pinturas rupestresdo mundo e oferece vistas deslumbrantes de cânions antigos, vegetação densa e um céu azul infinito.
Photo: @gaiavani
Parque Nacional do Monte Roraima (RR)
Na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, oParque Nacional do Monte Roraima (com 117.600 hectares) é excelente para trilhas, acampamentos selvagens e escaladas. Seu ponto mais alto atinge quase 2.900 metros acima do nível do mar.
O Monte Roraima está localizado principalmente no território venezuelano, então é comum que os viajantes também explorem o Parque Nacional Canaima (3 milhões de hectares), em Bolívar. Lá você encontrará o Vale dos Cristais, uma impressionante formação natural de quartzo.
Também é possível nadar nos rios Orinoco, Essequibo e Amazonas, além de piscinas naturais, observar a rica fauna e flora e explorar trilhas incríveis noMonte Roraima.
Photo: @dmitrideigatu
Por que visitar?
Com quase dois bilhões de anos, o Monte Roraima é uma das formações geológicas mais antigas da Terra, tornando-o um dos lugares mais fascinantes das Américas.
O parque encanta os visitantes com penhascos imponentes e ecossistemas únicos, proporcionando uma experiência deslumbrante da grandiosidade da natureza.
Photo: @overlandtheamericas
Parque Nacional de Jaú (AM)
Com 2.272.000 hectares, o Parque Nacional de Jaú é o maior parque nacional do estado do Amazonas e protege uma grande parte da Floresta Amazônicae sua bacia hidrográfica, ambos muito importantes para o ecossistema do planeta.
Os viajantes podem explorar a floresta, observar animais selvagens, passear de barco, pescar piranhas e outras espécies locais, além de visitar praias de água doce. Essas atividades estão disponíveis emcruzeiros fluviais fantásticos que incluem Jaú em seus itinerários.
As condições climáticas determinam os itinerários na Amazônia, portanto é importante prestar atenção às estações secas e chuvosas para saber qual é a melhor época para visitar.
Photo: @parquenacionaldojau
Por que visitar?
Os turistas mergulham no coração da Amazônia e têm experiências excepcionais na natureza, formando memórias inesquecíveis.
Além das maravilhas naturais, o parque abriga tesouros arqueológicos. Petroglifos da era neolítica, localizados nas margens do Rio Jaú, são elementos importantes para a compreensão da humanidade.
Photo: @parquenacionaldojau
Parque Nacional de Anavilhanas (AM)
Com 350 mil hectares, Anavilhanas está sempre nas listas dos melhores parques nacionais do Brasil por proteger mais de 400 ilhas no Rio Negro. É o segundo maior arquipélago fluvial do mundo, perdendo apenas para o arquipélago de Mariuá, também no estado do Amazonas.
As aventuras disponíveis no parque incluem observação de vida selvagem, interação com os botos-cor-de-rosa, trilhas na floresta, passeios aquáticos e visitas a praias de água doce.
O parque também abriga oAnavilhanas Jungle Lodge, uma pousada de luxo que oferece atividades sustentáveis na floresta combinadas com conforto, uma das melhores opções de hospedagem na Amazônia!
Photo: @dronello
Por que visitar?
O contraste entre a areia branca das ilhas e as águas escuras do Rio Negro cria vistas deslumbrantes, capazes de encantar viajantes de todas as idades.
Entre as centenas de praias fluviais, algumas são completamente imperdíveis: Orla, Aracari, Bararoá, Iluminado, Sobrado e Camaleão.
A rica biodiversidade, a imersão na floresta e o contato com comunidades locais para aprender sobre a cultura amazônica também são motivos para visitar o parque.
Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA)
Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (88.000 ha), localizado na Bahia, foi criado em 1983. Esse é mesmo lugar encantou o naturalista inglês Charles Darwin em 1832, durante sua expedição de cinco anos ao redor do mundo para coletar dados sobre a evolução biológica.
O livro The Beagle Record: Selections From the Original Pictorial Records and Written Accounts of the Voyage of the H.M.S. Beagle (1979), publicado pelo tataraneto Richard Keynes, menciona a fascinação de Darwin pelas abundantes aves, recifes de coral e vegetação verdejante de Abrolhos.
O parque é essencial para a preservação da maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, lar de tartarugas marinhas, aves, corais Mussismilia braziliensis e baleias-jubarte.
Muitos viajantes escolhem esse arquipélago paradisíaco para oAbrolhos Liveaboard, que inclui caminhadas, observação de pássaros, stand up paddle, mergulho com snorkel e mergulho autônomo. É um destino maravilhoso para mergulhadores e admiradores da vida marinha.
Photo: @raizesdomundo
Por que visitar?
A bela mistura de cores de Abrolhos – verde para as árvores, azul para o mar, branco para a areia e todas as cores do arco-íris para os recifes de coral – pode deixar qualquer pessoa sem fôlego e com medo de ir embora deste paraíso.
Os amantes de vida selvagem têm a oportunidade única de observar baleias-jubarte! De julho a novembro, Abrolhos se torna o principal destino para ver essas criaturas magníficas no período de acasalamento e cuidado com os filhotes.
Photo: @gilenocorumbau
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Agora é só escolher o seu parque nacional favorito — ou mais de um! — e começar a planejar sua viagem para 2025.
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Filho de uma tradicional família cearense, João do Monte escrevia poemas em jornais de Fortaleza e de Sobral desde 1910, quando ainda era adolescente. À parte dos versos, era um polemista e se dizia “mestiço”. Uma raridade na sociedade vigente na época, com espaços reduzidos a pessoas que não fossem brancas. A escravidão havia terminado, oficialmente, há pouco mais de duas décadas.
Sua inquietude era explícita, pois embora tivesse facilidades para conseguir empregos em jornais de prestígio e atuar como professor, ele não parava em lugar algum, e deixava dívidas de empréstimos pelos caminhos que percorria.
Parecia estar em busca de algo que nem ele mesmo sabia o que era, com rebeldia e algum tormento psicológico.
Em Porto Velho – uma cidade nova, fundada em 1914 –, onde viveu por quase três anos, até 1920, combatia, ao lado do também poeta Mendonça Lima, que era médico e dono de cinema no povoado de Abunã, as teses de eugenia defendidas por intelectuais locais.
As ideias que Monte rejeitava tinham raízes no século XIX e foram usadas para justificar a colonização, a escravidão e a exploração de povos não europeus. No Brasil, o racismo científico foi uma ferramenta utilizada para legitimar políticas de branqueamento e marginalizar a população negra, mesmo após a abolição da escravidão.
O racista mais veemente era o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Alfredo da Mata (1870/1954), médico baiano morador em Manaus, onde chegou como funcionário da empresa de navegação estatal Lloyd Brasileiro. O político tinha muita credibilidade como médico e publicou livros importantes neste segmento. Porém, era defensor de ideais de supremacia branca. E além de deputado estadual e federal, foi eleito ao Senado em 1935 bradando esse tema potencializado, posteriormente, por Adolph Hitler.
No final do século XIX e início do século XX, o governo dos Estados Unidos adotou medidas legislativas em vários estados como meio de promover o “melhoramento racial”. O parlamentar amazonense Alfredo da Mata elogiou: “O povo norte-americano, um povo de técnicos sempre ávidos por progresso material e social, impregnado de ciência desde as escolas até a imprensa e conhecedor de métodos biológicos de cultura e criação, é o povo que habita a terra prometida da eugenia. Não pormenorizarei, mas esta ciência faz parte dos programas escolares e universitários dos Estados Unidos.” O político Alfredo da Mata. Foto: Acervo pessoal
Formado no Rio de Janeiro, o advogado Raif Costa da Cunha Lima atuava em Porto Velho, onde foi versais entre 1920 e 1923 – e mais tarde foi promotor de justiça no Acre, nas décadas 1920,30 e 40 – comungava da “teoria científica da eugenia” propagada por Alfredo da Mata, junto com “mestres” como o capitão Alencarliense de Castro, militar que integrou a Comissão Rondon e que àquela altura vivia em Porto Velho. Alencaliense era engenheiro e o autor do monumento dos cem anos da Independência do Brasil, presente até hoje no centro histórico da capital rondoniense.
Raif se ofendeu, e deixou isso explícito e textualmente dito, por não ter sido chamado de “doutor” pelo poeta João do Monte em um artigo no jornal “Alto Madeira”, criticando-o pelas posições racistas.
O advogado tratou de desqualifiá-lo academicamente – “João é dono de um cérebro simples”, assim o definiu – e pela “falta de profundidade de seus argumentos” a favor da mestiçagem, “além dos incontáveis erros ortográficos que comete na escrita sofrível ao defender o que não sabe”.
A eugenia é, em síntese, a hipótese da reprodução de indivíduos com características consideradas superiores ou desejáveis, para uma purificação “natural” da raça brasileira, por meio do embranquecimento da população.
João do Monte era atacado pelos detratores que, ao revidá-lo com argumentos, apontavam erros de português em sua escrita, sem entrar no mérito de suas teorias. Ele se atinha a contestar os que defendiam o racismo e deixava claro: “Nestes últimos quatro séculos, onde mais intenso se tornou o intercâmbio espiritual e material dos povos, a terra brasileira, recebendo no seu seio o contingente de dois povos diferenciados em cultura, para cruzarem-se entre si, juntamente com a população autóctone, os indígenas americanos, vem sedimentando os alicerces de uma nacionalidade distinta”.
E mais, João continuava: “Ninguém poderá esquecer a série imensa de vultos, resultante da mestiçagem brasileira, cuja capacidade de ação é poderosa e definida nas mais claras manifestações do pensamento. Luiz Gama, Cruz e Sousa, Natividade Saldanha, Silva Alvarenga, André Rebouças, Lírio de Castro, José do Patrocínio e tantos outros, mestiços de brancos com negros, atestam a sua inconcussa superioridade. Carlos Gomes, Franklin Távora, Romualdo de Seixas, Diogo Feijó, João Lisboa, para não falar em outros, mestiços de brancos com indígenas”.
O crítico de literatura João da Ribeira, do jornal “O Imparcial” de Manaus, descreveu o autor cearense como “um raro littéraire”. Como poeta, João do Monte deixou vários versos memoráveis. Quem foi
Em 1914, João do Monte fundou seu próprio jornal, o pequeno “Resedá”, em Camocim, no litoral do Ceará. No entanto, o semanário foi logo fechado. Em 1916, o jovem talentoso passou a trabalhar como redator no “Diário do Estado”, em Fortaleza, e, posteriormente, como repórter no “Jornal do Commercio”, em Manaus, para onde se mudou naquele mesmo ano.
Ainda em 1916, ele partiu para o Acre, onde atuou como revisor da Imprensa Oficial do Estado. Pouco tempo depois, foi frequentemente mencionado como assistente e colaborador do jornal “Alto Madeira”, em Porto Velho, entre 1917 e 1920.
Com tanta movimentação, fica claro que ele era um aventureiro, então com cerca de 25 anos, quanto muito. O poeta João do Monte. Foto: Acervo pessoal
Foi uma figura emblemática da boemia. Conhecido por suas risadas debochadas, era presença constante nas cafeterias e no palco do teatrinho do Cine Phênix, onde declamava poemas junto a outros agitadores culturais da cena de Porto Velho, especialmente seu amigo e chefe no jornal “Alto Madeira”, João Soares Braga, o Português.
Monte também atuou como ator na comédia “Dois Estudantes no Prego”. Segundo a crítica publicada no jornal, ele “apresentou perfeita dicção e muito chiste”.
Infelizmente, pouco mais se sabe sobre ele, exceto que era constantemente referido como “amigo de todos”, “festejado poeta”, “o mais engraçado” e promotor de “seratas”, segundo anunciava a imprensa naqueles tempos de “Belle Époque” tropical na Amazônia. Ele gostava de dançar e curtir a vida de maneira desprendida e despretensiosa, e isso é o que mais se dizia.
Era morador do bairro Favela, reduto de operários e pessoas pobres, e dava aulas de alfabetização na Escola Municipal “Sátiro Dias”. Em 1919, criou com Anthistenes Nogueira Pinto – tabelião e também seu colega professor na escola Sátiro – o colégio Externato Madeirense, instalado à avenida Osório. Este educandário teve vida efêmera, pois em 1920 Monte mudou-se para Fortaleza (CE), sua terra natal.
Em 9 de junho de 1921 o jornal “Alto Madeira” noticiou a morte, sem falar da idade e das causas:
“JOÃO DO MONTE – Pereceu a bordo de um dos vapores do Lloyd o jovem poeta João do Monte, nome muito conhecido aqui, onde passou alguns anos de sua vida de boêmio, de eterno despreocupado com as incógnitas do futuro. Era um moço que cultivava as musas com inspiração, mas que, nada deixou de duradouro, devido a sua organização infensa ao estudo acérrido, aproveitoso elemento indispensável ao bom êxito nas lutas da inteligência. Olhando o mundo pelo lado cômico, morreu poeta que ria de tudo e de todos. Foi assim a sua existência, aproveitando a expressão de Forjaz Sampaio, ‘uma eterna corda de risos’.”
Meses depois, um desmentido: ele estaria vivo e trabalhando em um jornal no Rio de Janeiro. E o mistério continuou. No entanto, em 1928, o jornal “O Ceará” publicou, em 25 de dezembro, o poema “Natal”, referindo-se ao autor João do Monte como “saudoso e malogrado poeta”; foi uma homenagem póstuma de uma vida curta e atordoada.
Sobre o autor
Júlio Olivar é jornalista e escritor, mora em Rondônia, tem livros publicados nos campos da biografia, história e poesia. É membro da Academia Rondoniense de Letras. Apaixonado pela Amazônia e pela memória nacional.
Educação ambiental, geração de renda para comunidades locais, reflorestamento e práticas de ecoturismo são algumas das ações realizadas por várias organizações sem fins lucrativos na Amazônia brasileira
A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, cobrindo uma área total de 6,74 milhões de km², enquanto o território brasileiro se estende por 4,2 milhões de km². Um ecossistema tão grande só pode significar efeitos igualmente grandes sobre o equilíbrio e a vida natural do planeta.
Abrigando milhões de espécies diferentes de animais e plantas, a floresta é responsável por até 16% da água doce do mundo e também desempenha um papel importante no sequestro de carbono – o processo de capturar e armazenar o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, o que evita as mudanças climáticas.
Tudo isso, no entanto, está ameaçado. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o desmatamento na Amazônia atingiu 4.315 km² de agosto de 2023 a julho de 2024 – uma área menor quando comparada ao mesmo período de 2022, mas ainda assim um número preocupante.
Foto: @guardioes_ti_kumaruara
Os incêndios florestais são provavelmente o maior perigo atual. AFloresta Amazônica enfrentou a maior quantidade de incêndios nos últimos dezessete anos, concentrando 50,6% das queimadas do Brasil. O INPE estima que ocorreram 137.538 focos de calor na Amazônia até dezembro de 2024, incluindo queimadas (controladas ou não) e incêndios florestais.
As consequências são terríveis: aumento da temperatura, secas mais prolongadas, rios mais baixos, morte de animais, má qualidade do ar e pessoas que dependem da floresta para sobreviver perdendo suas casas e principais fontes de renda. Para evitar essas terríveis repercussões, alguns projetos de conservação da Floresta Amazônica trabalham incansavelmente para proteger o que muitos chamam de “pulmão da Terra”.
Recursos que só podem ser encontrados localmente, natureza exuberante que atrai turistas de todo o mundo – o que prova queatividades de ecoturismo são poderosas soluções de conservação -, e grupos locais dispostos a aprender e empreender são alguns dos fatores que fazem da Floresta Amazônica um lugar promissor para o empreendedorismo sustentável.
Foto: Emile Gomes
A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) combate a vulnerabilidade social com o Programa de Empreendedorismo e Negócios Sustentáveis da Amazônia (Pensa). Ao aliar tecnologia social à formação de empreendedores, o programa já apoiou mais de 583 comunidades em 16 Unidades de Conservação (UCs).
Em 2023, 62 empreendimentos sustentáveis foram apoiados pela FAS e 323 pessoas ganharam novas habilidades. A renda média das famílias beneficiadas pelo Pensa aumentou em 19%, enquanto a receita total dos empreendimentos de turismo de base comunitária arrecadou R$ 5 milhões. Saiba mais efaça sua doação.
A Fundação Almerinda Malaquias (FAM) é uma instituição sem fins lucrativos sediada em Novo Airão, no Amazonas, cujas atividades estão focadas em três vertentes:
Geração de renda: capacitação de profissionais para a produção de artesanato e sabão
Educação ambiental: para que crianças e adolescentes da região conheçam mais sobre sua terra, bem como alternativas econômicas para o desenvolvimento sustentável
Ecoturismo: práticas de viagens ecologicamente corretas como ferramenta para impulsionar a educação e as oportunidades de trabalho
Só em 2024, o FAM já ajudou 190 pessoas a se matricularem na escola, 45 famílias a gerarem renda e atendeu dez comunidades ribeirinhas em relação à educação e ao financiamento.
Em 2024, as secas severas eram a maior preocupação em relação à Amazônia. Muitas organizações sem fins lucrativos tomaram medidas para tentar reverter os efeitos causados pela falta de chuvas, com o Instituto Mamirauá de Desenvolvimento Sustentável (IDSM), fundado em 1999, na vanguarda das ações.
Ao apresentar recomendações científicas às autoridades, esse projeto de conservação da Floresta Amazônica ofereceu apoio educacional às comunidades locais, criou diferentes métodos para melhorar o acesso à água potável e trabalhou durante todo o ano para minimizar as consequências desse período de seca atípico.
Foto: Caroline Reucker
O ecoturismo também é um fator importante.O Uakari Lodge está situado no meio da Reserva Mamirauá, construído com segurança sobre palafitas no Lago Tefé. Além de proporcionar uma imersão total na floresta, a pousada é um importante recurso para a conscientização ambiental e a pesquisa científica. As atividades promovidas pelo Uakari, como a observação da vida selvagem, têm sido muito úteis para a coleta de dados sobre os macacos uakari – a inspiração para o nome do lodge -, o que ajuda cientistas e biólogos a entender essa espécie e a criar formas eficazes de protegê-la e à Amazônia como um todo. Um artigo científico sobre esse assunto específico foi publicado na Revista Internacional de Primatologiaem 2021.
Desde 2021, o projeto Amazon Boto Expedition tem trabalhado para monitorar e investigar a proteção dos botos cor-de-rosa da Amazônia, além de implementar um estudo de longo prazo sobre a população desses animais para aprofundar o conhecimento sobre as espécies e encontrar formas ativas de protegê-las.
Foto: @seasheperdbrasil
O projeto é liderado pela Sea Shepherd, uma organização internacional sem fins lucrativos de conservação marinha fundada em 1977 em Vancouver, Canadá. A filial brasileira tem o objetivo de ajudar os botos da Amazônia. Qualquer pessoa pode doar R$ 1 por dia para apoiar essa incrível iniciativa.Mais informações aqui.
Com sede em Alter do Chão, Pará, a Brigada de Incêndio Florestal é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2019. Esse projeto de conservação da Floresta Amazônica acredita que o combate a incêndios é, na verdade, um último recurso, pois é possível prevenir e controlar a propagação do fogo por meio da educação ambiental e de esforços coletivos – tanto da sociedade civil quanto das autoridades.
Foto: @_fotografia23_
Ao proteger a fauna e a flora locais, bem como a população indígena da região do Baixo Tapajós, a iniciativa serve de modelo para novas brigadas voluntárias não só na Amazônia, mas também em outros biomas brasileiros (Mata Atlântica, Caatinga,Cerrado, Pampas ePantanal)
Veja mais informações sobre a Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão em seu site oficial ou perfil de mídia social e mostre seu apoio.
Os Expedicionários da Saúde, também conhecidos como EDS, foram fundados em 2003 por um grupo de médicos voluntários para prestar assistência médica a grupos indígenas que vivem em áreas geograficamente isoladas da Floresta Amazônica.
Ao longo dos anos, 300 voluntários percorreram mais de 500.000 km² da floresta para oferecer atendimento médico aos necessitados. Em 55 expedições, a EDS conseguiu realizar 10.486 cirurgias, 76.333 consultas, 148.125 exames e procedimentos médicos e doou 8.464 óculos de grau.
Foto: EDS
O Dr. Ricardo Affonso, presidente da EDS, foi homenageado com o Prêmio Zayed de Sustentabilidade na COP28 (28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), em Abu Dhabi, em 2023. O reconhecimento foi um passo importante para a melhoria dos serviços médicos, mas o projeto precisa de doações constantes para continuar cuidando da saúde dos povos indígenas brasileiros.Ajude a EDS aqui.
O Mulheres Empreendedoras da Floresta capacita mulheres que vivem na Amazônia – especialmente nas cidades de Santarém, Belterra, Mojuí dos Campos e Aveiro, todas no oeste do Pará. Essa é uma iniciativa promovida pelo Projeto Saúde e Alegria (PSA), uma organização sem fins lucrativos que atua na Amazônia brasileira desde o final dos anos 80.
Foto: Mulheres Empreendedoras da Floresta
O desmatamento da Floresta Amazônica, devido à agricultura e à extração ilegal de madeira ou mineração, resulta em um ambiente inseguro para as comunidades próximas que dependem da floresta para viver. Considerando o cenário social desigual ao qual as mulheres são frequentemente submetidas, o PSA oferece treinamento profissional para que as mulheres amazônicas criem, gerenciem e desenvolvam seus próprios negócios, tudo em prol da construção de uma economia local mais confiável e sustentável.
Para apoiar o Mulheres Empreendedoras da Floresta e outros projetos importantes, consulte osite oficial do PSA.
O Programa Carbono Neutro (PCN) é o projeto mais duradouro gerenciado pelo Idesam, uma organização sem fins lucrativos criada em 2004 que trabalha em prol do bem-estar da floresta e de seu povo. O objetivo é permitir que pessoas e empresas assumam a responsabilidade pelo impacto que geram no planeta, compensando suas emissões de gases de efeito estufa (GEE). Essa compensação é feita por meio do reflorestamento das áreas afetadas na Reserva Biológica do Uatumã, em Presidente Figueiredo, Amazonas.
Foto: Idesam
Os resultados incluem a redução das emissões de GEE, a conscientização sobre a pegada de carbono, a responsabilização das grandes corporações, a segurança alimentar e a geração de renda para as famílias que trabalham no PCN.
Visite osite oficial do Idesam para obter mais detalhes e opções de doação.
Foto: Idesam
Mostre seu apoio a projetos de conservação na Floresta Amazônica
Esses projetos de conservação da Amazônia trabalham todos os dias para proteger os recursos naturais da área natural mais importante do mundo. No entanto, não há como salvar a floresta sem ajudar seus guardiões, o que significa que os esforços sociais estão profundamente enraizados em programas sustentáveis e devem ser levados igualmente a sério.