Morte de El Mencho, líder do cartel no México e seu eco com Mossoró RN

Publicado em: 24/02/2026 10:21
O narcotraficante mexicano Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, mais conhecido como “El Mencho”, chefe do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), uma das organizações criminosas mais poderosas do mundo, foi morto em uma operação militar no México no último domingo, 22 de fevereiro de 2026.
O ataque das forças federais ocorreu no município de Tapalpa, no estado de Jalisco, onde o ex-policial e líder do cartel foi ferido em confrontos com o Exército e acabou mor­rendo durante o transporte para a Cidade do México.
“El Mencho” era considerado um dos chefes docrime mais procurados do mundo, com recompensa de US$15 milhões oferecida pelos EUA por informações que levassem à sua prisão, acusado de liderar uma das maiores redes de tráfico de fentanil, cocaína, metanfetamina e armas que abasteciam o mercado internacional.
A resposta ao ataque foi imediata e violenta: bloqueios de rodovias, carros incendiados, confrontos com as forças de segurança e suspensão de voos em aeroportos mexicanos foram registrados em vários estados. Pelo menos 14 mortos e diversos feridos foram confirmados, em um claro sinal de que o CJNG tentou reagir à perda de seu líder.
A importância desse episódio vai além do México porque o CJNG não era apenas um grupo local: nos últimos anos, o cartel estendeu sua presença globalmente, com rotas de tráfico cruzando fronteiras, especialmente para os Estados Unidos e outras partes das Américas.
Mas qual a ligação com Mossoró?
Direta, nenhuma. El Mencho nunca foi preso no Brasil nem tem histórico de atuação criminal no Rio Grande do Norte. Ele sempre atuou no México e em sua organização internacional de tráfico.
A única conexão indireta que pode ser mencionada no contexto de Mossoró diz respeito à presença recente, no passado, de um membro ligado ao CJNG que passou pela Penitenciária Federal de Mossoró. José González Valencia, cunhado de El Mencho e integrante do cartel, foi detido no Brasil em 2017 e custodiado em Mossoró quando aguardava definição sobre extradição. Essa prisão chegou a chamar atenção porque trouxe, pela primeira vez, um nome ligado ao cartel mexicano para o sistema prisional federal em solo brasileiro.

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