Flávio Bolsonaro assina pedido de CPI contra Moraes e Toffoli

Publicado em: 10/03/2026 10:13
Senador Alessandro Vieira alcançou o número de 29 assinaturas, duas a mais que as 27 necessárias

Pleno.News

Flávio Bolsonaro Foto: EFE/Isaac Fontana

Nesta segunda-feira (9), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assinou o pedido de CPI para investigar a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, no caso do Banco Master.

– Acabei de assinar e vou apresentar um requerimento para aditar o escopo da CPI, para que também se investigue as atuações suspeitas de Fernando Haddad e Galípolo. O fundamento vou dar publicidade em breve – disse o senador à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

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Flávio disse ao colunista que só não assinou o pedido antes, pois estava preparando requerimento para incluir o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

O pedido de CPI partiu do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que reuniu um total de 29 assinaturas. Apenas 27 seriam necessárias para o requerimento.

Confira quem assinou a lista pedindo a CPI:

Alessandro Vieira (MDB-SE)

Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)

Eduardo Girão (Novo-CE)

Magno Malta (PL-ES)

Luis Carlos Heinze (PP-RS)

Sergio Moro (União-PR)

Esperidião Amin (PP-SC)

Carlos portinho (PL-RJ)

Styvenson Valentim (PSDB-RN)

Marcio Bittar (PL-AC)

Plínio Valério (PSDB-AM)

Jaime Bagattoli (PL-RO)

Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)

Damares Alves (Republicanos-DF)

Cleitinho (Republicanos-MG)

Hamilton Mourão (Republicanos-RS)

Vanderlan Cardoso (PSD-GO)

Jorge Kajuru (PSB-GO)

Margareth BUzetti (PP-MT)

Alan Rick (Republicanos-AC)

Wilder Morais (PL-GO)

Izalci Lucas (PL-DF)

Mara Gabrilli (PSD-SP)

Marcos do Val (Podemos-ES)

Rogério Marinho (PL-RN)

Flávio Arns (PSB-PR)

Laércio Oliveira (PP-SE)

Dr. Hian (PP-RR)

Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

Zema protocola pedido de impeachment de Moraes

Governador de Minas Gerais cobrou ainda um posicionamento do presidente Lula e da OAB

Kleber Pizão

Romeu Zema Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), esteve no Senado Federal, em Brasília, nesta segunda-feira (9) para protocolar um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Também assinaram o pedido, Eduardo Ribeiro, presidente do Novo e deputados e senadores do partido.

Zema não poupou críticas aos ministros, se referindo a parte dos magistrados como “intocáveis”, afirmando que a Corte perdeu credibilidade nos últimos anos e que os membros apontados em investigações brigam pelos próprios interesses e não pelo bem comum. Desde 2019, 65 processos para o afastamento de Moraes tramitam no Congresso Nacional.

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– É uma Corte que hoje não tem moral nenhuma para julgar nada. Não vejo Moraes e Toffoli com moral nenhuma para dar nenhuma decisão. São pessoas que estão ocupando cargo e seu tempo com interesse pessoal. Não são servidores públicos. (…) É muito ruim. Nós temos um pequeno grupo que se julga intocável, capaz de fazer de tudo e ficar imune. Não é porque alguém julga que não pode ser julgado – criticou.

O chefe do Executivo mineiro também chamou a atenção para um “silêncio” por parte do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante da série de fatos envolvendo os magistrados.

– O que me motivou a ser candidato em 2018 foi a roubalheira e a incompetência do PT, que destruiu Minas Gerais. E agora estamos aí assistindo novamente algo semelhante, e cadê o posicionamento do presidente também? Não vi. E quem está calado, na minha opinião, é porque está concordando; quem está omisso é porque parece que está achando que tudo que está ocorrendo é normal. E não é – disparou o pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Zema também não poupou críticas aos colegas de Moraes e Toffoli, membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e estudantes de Direito.

– Esse pessoal tão ativo, assistindo essas aberrações nesses últimos dias, e todo mundo calado. Mas ainda bem que nós aqui do partido Novo não temos o rabo preso com ninguém, estamos aqui porque sabemos que o que foi cometido é gravíssimo e merece ser apurado – disparou.

O presidenciável mostrou ainda preocupação com a reputação internacional do Brasil diante da falta de transparência da Corte suprema do país.

– Isso é pelo bem do Brasil, é pelo bem das instituições. Na transparência internacional, com esses últimos fatos, o que tem ocorrido, o Brasil só tem perdido posições. Isso para nós brasileiros é muito ruim. Nós temos um pequeno grupo que se julga intocável, que se julga capaz de fazer de tudo e ficar imune. E não é porque alguém julga que não pode ser julgado. Precisa sim – afirmou em coletiva.

Romeu Zema deixará o governo de Minas Gerais, agora no final de março, para dar início aos trabalhos da campanha a presidente nas eleições de outubro.

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