Goela Abaixo: Em Rondônia Flávio Bolsonaro quer empurrar Bruno Scheid para o senado

Publicado em: 13/03/2026 10:03

Flávio na região norte

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dá início à sua pré-campanha presidencial neste sábado (14), em Rondônia, marcando presença no lançamento da candidatura de Marcos Rogério ao governo estadual. Acompanhado por Valdemar Costa Neto, o parlamentar foca sua estratégia no estado para consolidar a chapa bolsonarista, participando também da filiação do deputado Fernando Máximo, que concorrerá ao Senado. A movimentação busca alinhar a base aliada e evitar a fragmentação de votos na direita, especialmente diante do cenário competitivo para a segunda vaga ao Senado.

Reflexos

A movimentação de Flávio Bolsonaro em Rondônia é o “cartão de visitas” de uma estratégia mais ampla para o Norte, região onde o bolsonarismo historicamente possui raízes profundas e altos índices de aprovação. Ao priorizar Rondônia, o senador tenta criar um efeito dominó de consolidação de chapas “puro-sangue” ou majoritariamente alinhadas ao PL, enviando um recado claro aos aliados do Acre, Amazonas e Roraima: o partido não abrirá mão de protagonismo nas vagas ao Senado e nos governos estaduais.

Essa postura impacta as alianças regionais de três formas principais:

  • Pressão sobre o “Centrão” (PP e União Brasil): Em estados como o Acre e Amazonas, onde o PL divide espaço com o PP e o União Brasil, a insistência em nomes próprios (como a defesa de Bruno Scheid em Rondônia) força esses partidos a decidirem se aceitam a posição de vice ou se partem para o confronto direto.
  • Fidelização do Voto Conservador: Flávio busca evitar que candidatos de direita moderada “peguem carona” no espólio político de Jair Bolsonaro sem oferecer fidelidade total à pauta da família, tentando unificar o discurso para impedir que a fragmentação favoreça nomes da centro-esquerda.
  • Laboratório para a Presidência: O Norte serve como o reduto de segurança para Flávio testar seu discurso de pré-campanha. Se ele conseguir pacificar as disputas internas em Rondônia, terá mais autoridade para intervir em redutos mais difíceis, como o Pará, onde a influência do governador Helder Barbalho (MDB) exige uma articulação muito mais agressiva da oposição.

O ponto de discórdia

Chama-se Delegado Rodrigo Camargo, direitista raiz e quem vem forçando sua pré-candidatura ao governo pelo Podemos, de Léo Moraes. Camargo também é entusiasta do bolsonarismo, e encontraria, no PL, abrigo digamos, mais ideológico.

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