PT fecha posição sobre MDB e PSD na coligação para reeleger Lula

Publicado em: 29/03/2026 20:54
Edinho Silva, presidente nacional do PT, durante em São Paulo. Foto: Rubens Cavallari – 16.set.25

O presidente do PT, Edinho Silva, reconheceu que MDB e PSD não farão parte da aliança nacional para a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora os esforços tenham sido feitos para incluir o MDB, o líder do PT afirmou que as alianças ocorrerão apenas em nível estadual, devido às “contradições” internas desses partidos.

Em declaração recente, Edinho disse que a prioridade do PT é construir uma frente democrática forte, focada na reeleição de Lula, sem que interesses locais prejudiquem o projeto nacional

Além disso, Edinho explicou que, no Rio Grande do Sul, o PT enfrenta resistência interna à aliança com o PDT, que já declarou apoio a Lula. A disputa interna no estado exige que a tática eleitoral nacional prevaleça, de acordo com o presidente do PT.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de camisa social branca, falando em microfone
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – Divulgação/PR

Ele enfatizou que a vitória de Lula é crucial para o futuro do Brasil e a estabilidade da democracia. O PT também tem focado na preparação da campanha, com a definição de coordenação política e a inclusão de ex-presidentes e ministros do partido no processo de estruturação.

Com as eleições se aproximando, Edinho Silva e outros membros do PT têm trabalhado para consolidar alianças estratégicas, enquanto Lula cobra rapidez na estruturação da campanha.

Além disso, foi confirmado que Sidônio Palmeira, ministro da Secom, ficará responsável pela comunicação do governo, enquanto Raul Rabelo cuidará da comunicação da campanha eleitoral.

Pesquisa: a pergunta da AtlasIntel que acendeu o sinal amarelo no Planalto

Lula e Flávio Bolsonaro

A última pesquisa AtlasIntel, divulgada na quarta-feira (25/03), gerou preocupação no Palácio do Planalto, especialmente uma pergunta que abordava as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026.

A questão que causou surpresa foi: “Pensando no futuro do país no contexto das eleições presidenciais deste ano, qual dos seguintes resultados lhe causa mais medo ou preocupação?” As opções foram: “a reeleição do presidente Lula (47,4%)”, “a eleição de Flávio Bolsonaro (44,5%)” e “ambos me preocupam igualmente (7,4%)”.

De acordo com fontes do governo, a pesquisa gerou apreensão entre os assessores de Lula, já que a diferença de intenção de voto entre o atual presidente e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi reduzida. Embora a reeleição de Lula tenha a preferência de 47,4% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro surge como um adversário forte, com 44,5% de apoio. Essa proximidade aumentou o alerta no Planalto, que já enfrentava desafios com a queda na aprovação de Lula, principalmente entre os jovens e idosos.

O questionamento na pesquisa reflete um cenário de crescente polarização nas eleições de 2026. A perda de apoio do presidente Lula foi particularmente notada entre os jovens, com a desaprovação subindo de 58,6% para 72,7% na faixa etária de 16 a 24 anos. A preocupação também é forte entre as pessoas com 60 anos ou mais, onde a desaprovação subiu de 39,2% para 50,8%. Esses números acenderam um alerta dentro do PT sobre os desafios que o presidente enfrentará nas urnas.

Flávio Bolsonaro dança em evento de pré-campanha no Nordeste. Foto: Reprodução

Além disso, a pesquisa AtlasIntel indica que Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, está crescendo entre os eleitores, especialmente na faixa etária mais jovem. Isso preocupa a campanha de Lula, que vê o fortalecimento do adversário como um possível reflexo das críticas ao governo e dos desafios econômicos e sociais enfrentados pelo Brasil.

O PT também observou que, além da queda no apoio entre jovens e idosos, o cenário eleitoral tem se tornado mais imprevisível à medida que as disputas se intensificam. A campanha petista está se preparando para esses desafios, enquanto analistas políticos consideram a ascensão de Flávio Bolsonaro como um fenômeno a ser monitorado.

Apesar da apreensão, a análise da pesquisa também sugere que o PT ainda possui apoio considerável no eleitorado. O governo continua buscando soluções para reverter a queda nas intenções de voto, focando em temas econômicos e sociais que possam reconectar Lula com sua base eleitoral, principalmente nas classes mais baixas e nas regiões mais empobrecidas do Brasil.

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