Facções criminosas ampliam poder na Amazônia ao explorar crimes ambientais e redes ilegais
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Esse movimento tem transformado essas práticas em uma nova fonte de financiamento e influência territorial
A atuação de facções criminosas no Amazonas vem se expandindo para além do tráfico de drogas e já alcança diretamente os crimes ambientais, como garimpo ilegal, extração de madeira, grilagem de terras e outras atividades ilegais na floresta. Esse movimento tem transformado essas práticas em uma nova fonte de financiamento e influência territorial.
Segundo a reportagem, grupos como o Comando Vermelho e o PCC vêm utilizando a exploração ilegal de recursos naturais como estratégia para ampliar lucros, lavar dinheiro e consolidar domínio em regiões estratégicas da Amazônia. Essas atividades também fortalecem o controle sobre comunidades locais e rotas fluviais e terrestres.
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O avanço dessas organizações ocorre em meio à fragilidade da fiscalização ambiental e à dificuldade do Estado em atuar em áreas remotas da floresta, o que favorece a consolidação dessas redes criminosas.

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Especialistas apontam que esse cenário cria uma nova dinâmica de poder na região, em que o crime organizado não atua apenas no tráfico, mas também na exploração direta do meio ambiente, intensificando conflitos sociais e ambientais e ampliando os desafios de segurança pública no estado.




