STF vai julgar se psicólogos poderão realizar tratamento para a “cura gay”
O Supremo Tribunal Federal (STF) irá se debruçar sobre a validade de uma resolução emitida em 2023 pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). Essa norma impede que profissionais da psicologia se envolvam em práticas rotuladas como “cura gay”, que se referem a terapias de conversão de orientação sexual.
A contestação judicial contra a diretriz foi iniciada pelo Partido Novo e pelo Instituto Brasileiro de Direito e Religião. As entidades solicitam a invalidação de partes da resolução, argumentando que ela infringe a liberdade religiosa e a autonomia de expressão dos psicólogos.
A questão chegou ao STF por determinação do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que direcionou o processo para ser avaliado pelo plenário. Anteriormente, o relator, ministro Alexandre de Moraes, já havia se posicionado a favor da manutenção da resolução, defendendo que ela não fere a liberdade de crença e visa assegurar a neutralidade religiosa do Estado e a segurança dos indivíduos assistidos. Contudo, a data para a conclusão deste julgamento permanece indefinida
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