SUPREMO DECIDE TORNAR GUSTAVO GAYER RÉU POR CHAMAR LULA DE “BANDIDO”: STF AVANÇA CONTRA A OPOSIÇÃO

Publicado em: 29/04/2026 10:59

Primeira turma aceita denúncia da PGR após deputado chamar presidente de “bandido” em podcast

O Supremo Tribunal Federal decidiu mais uma vez avançar contra um deputado de oposição. Nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, a Primeira Turma do STF tornou o deputado federal Gustavo Gayer, do PL de Goiás, réu por injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República remonta a 2023, quando Gayer, em participação em um podcast, criticou duramente o presidente e o chamou de bandido. Os ministros da Primeira Turma aceitaram a acusação por unanimidade, transformando o parlamentar em réu em mais um processo no Supremo.
Essa decisão reforça o padrão recorrente de o STF abrir ou aceitar investigações e ações penais contra vozes críticas ao governo, especialmente deputados alinhados à oposição bolsonarista. Enquanto declarações políticas fortes de parlamentares são tratadas como crimes contra a honra, o tribunal segue acumulando processos seletivos que atingem quase exclusivamente um lado do espectro político.
Gayer já responde a outras ações no STF, incluindo uma anterior por calúnia, difamação e injúria contra um senador, cuja tramitação chegou a ser suspensa pela Câmara dos Deputados. Críticos veem nessas movimentações uma estratégia de judicialização da política que enfraquece o debate livre e o exercício do mandato parlamentar de oposição, transformando críticas duras em matéria penal.
A ação agora segue para a fase de instrução processual, com Gayer podendo apresentar defesa. O caso mais uma vez levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre liberdade de expressão e o uso do Judiciário para conter dissidências políticas.
Foto: Reprodução

AÇÃO DE MORAES FARÁ DEPUTADO DO PL DEVOLVER R$ 1,4 MI; WEB REAGE: E OS R$ 129 MI DO BANCO MASTER?

REDAÇÃO

Decisão envolve caso de peculato e gera repercussão nas redes com comparações a outros contratos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou um acordo de não persecução penal no qual o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) se compromete a devolver R$ 1,4 milhão aos cofres públicos. O parlamentar e uma ex-sócia foram acusados de peculato, sob a suspeita de contratação de funcionárias como secretárias parlamentares que não exerciam as atividades previstas, incluindo o caso de uma pessoa que atuaria como empregada doméstica.
Pelos termos do acordo, Bacelar deverá ressarcir cerca de R$ 1,312 milhão ao erário, além de pagar uma prestação pecuniária e cumprir 280 horas de serviços à comunidade. Caso todas as condições sejam cumpridas, o processo será encerrado sem condenação criminal.
A decisão repercutiu nas redes sociais, onde usuários compararam o valor do acordo com outros casos de grande impacto financeiro. Parte das publicações mencionou um contrato envolvendo o Banco Master e um escritório de advocacia ligado à esposa do ministro Alexandre de Moraes, questionando diferenças de tratamento. O contrato citado teria valores elevados ao longo de alguns anos, segundo informações divulgadas anteriormente na imprensa.
As comparações geraram debates e críticas online sobre critérios adotados em diferentes situações, com menções à necessidade de transparência e isonomia. Até o momento, não há relação formal entre os casos, e eventuais questionamentos seguem no campo da opinião pública e da repercussão nas redes sociais.
Foto: STF

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