Perda de florestas tropicais diminui em 2025 após recorde recente, aponta relatório global
Entre os principais fatores responsáveis pelo desmatamento estão a expansão da agropecuária, o avanço de atividades ilegais
Um novo relatório internacional aponta que a perda de florestas tropicais apresentou queda em 2025, após níveis recordes registrados no ano anterior. Apesar da redução, especialistas alertam que o cenário ainda é preocupante e está longe de indicar uma recuperação consistente dos ecossistemas.
De acordo com os dados, 2024 havia marcado um dos piores períodos recentes para a destruição de florestas primárias nos trópicos, com milhões de hectares devastados em países como Brasil e Bolívia. Esse avanço acelerado acendeu o alerta global e pressionou governos e organizações a intensificarem medidas de proteção ambiental.
Em 2025, no entanto, o ritmo de perda diminuiu, indicando um possível efeito de políticas de controle, fiscalização mais rigorosa e maior mobilização internacional em torno da preservação ambiental. Ainda assim, especialistas ressaltam que a redução ocorre sobre uma base muito elevada, o que significa que a devastação continua em níveis críticos.
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Relatórios recentes também mostram que, ao longo da última década, houve uma tendência de queda gradual na perda líquida de florestas no mundo, embora a destruição ainda avance principalmente em regiões tropicais. Essas áreas concentram grande biodiversidade e desempenham papel essencial na regulação do clima global.
Entre os principais fatores responsáveis pelo desmatamento estão a expansão da agropecuária, o avanço de atividades ilegais, como garimpo e extração de madeira, além de queimadas que ampliam a degradação ambiental. Esses elementos continuam pressionando florestas especialmente na Amazônia, considerada um dos pontos mais sensíveis do planeta.

Foto: Reprodução
No Brasil, por exemplo, dados recentes indicam queda nas taxas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado em 2025, resultado de políticas públicas e ações de fiscalização mais intensas. Ainda assim, o país segue entre os que mais contribuem para a perda global de florestas tropicais, o que mantém o desafio ambiental em evidência.
Especialistas destacam que, apesar da melhora pontual, a preservação das florestas depende de ações contínuas e de longo prazo. Isso inclui investimentos em desenvolvimento sustentável, proteção de territórios indígenas, combate a crimes ambientais e incentivo a práticas econômicas menos agressivas ao meio ambiente.
O relatório reforça que a redução observada em 2025 é um sinal positivo, mas insuficiente para reverter o quadro de degradação acumulado ao longo dos anos. A proteção das florestas tropicais continua sendo uma das prioridades globais no combate às mudanças climáticas e na preservação da biodiversidade.




