“TRAÍRA!”: MESSIAS ACUSA JAQUES WAGNER DE TRAIÇÃO APÓS DERROTA HUMILHANTE NO SENADO
Publicado em: 30/04/2026 17:19
Rejeição da indicação ao Supremo expõe crise na base governista, troca de acusações e falhas na articulação política no Senado
A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) provocou forte crise política em Brasília e expôs tensões internas na base do governo no Congresso. Após a derrota no Senado, o atual Advogado-Geral da União teria acusado o líder do governo na Casa, senador Jaques Wagner (PT-BA), de traição.
Derrota inédita no Senado
Na noite de quarta-feira (29), o Senado Federal rejeitou a indicação de Messias ao STF por 42 votos contrários e 34 favoráveis. O resultado surpreendeu o Palácio do Planalto, que trabalhava com uma margem confortável para aprovação.
A votação marcou um episódio raro na história política brasileira: foi a primeira vez, em mais de 130 anos, que um nome indicado ao Supremo foi rejeitado pelos senadores — algo que não acontecia desde o século XIX.
Acusações de traição nos bastidores
Segundo relatos de bastidores divulgados por veículos de imprensa, Jorge Messias reagiu com indignação ao resultado. Em conversas reservadas com aliados, ele teria classificado Jaques Wagner como “traíra” e defendido que o senador deixasse a liderança do governo no Senado.
Aliados próximos de Messias também sustentam a tese de que houve “jogo duplo” dentro da base governista, com parlamentares que sinalizaram apoio à indicação, mas votaram contra no plenário — favorecidos pelo caráter secreto da votação.
Suspeitas sobre articulação política
A derrota acendeu alertas no governo sobre falhas na articulação política. Há suspeitas de que parlamentares de partidos aliados, incluindo siglas do MDB e do Centrão, não tenham seguido a orientação do Planalto.
Nos bastidores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), é apontado como um dos principais articuladores contrários à indicação. Ele teria demonstrado insatisfação com a escolha de Messias e preferência por outros nomes.
Clima de tensão no Planalto
Após o resultado, o clima no governo é de pressão e busca por responsabilidades. Integrantes do Planalto avaliam possíveis mudanças na articulação política e não descartam medidas mais duras, como substituições em cargos estratégicos.
A derrota também intensifica o desgaste na relação entre Executivo e Legislativo, evidenciando dificuldades do governo em consolidar apoio no Congresso.
Próximos passos
Com a rejeição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará indicar um novo nome para a vaga no STF. A escolha deve levar em conta o cenário político atual e a necessidade de maior alinhamento com o Senado para evitar novo revés.
O episódio reforça o peso das negociações políticas na aprovação de autoridades e expõe os desafios do governo na condução de sua base aliada em votações estratégicas.
Foto: Agência Senado