SORTEIO NO STF DÁ A MENDONÇA O PEDIDO DE CARLOS JORDY PELA INSTALAÇÃO DA CPMI DO MASTER
Publicado em: 07/05/2026 10:35
Ministro do STF passa a concentrar análise judicial e pressão política sobre comissão que busca investigar supostas fraudes e influência do Banco Master no Congresso
O sorteio do ministro André Mendonça para relatar o pedido que busca obrigar a instalação da CPMI do Banco Master movimentou novamente os bastidores de Brasília e ampliou a pressão política sobre o Congresso Nacional. A decisão ocorreu no dia 6 de maio de 2026, por meio de distribuição eletrônica no Supremo Tribunal Federal, e colocou nas mãos de Mendonça mais um capítulo de um dos casos mais sensíveis envolvendo suspeitas de fraudes financeiras e influência política nos últimos meses.
O mandado de segurança foi apresentado por parlamentares da oposição, liderados pelo deputado federal Carlos Jordy, que defendem a criação imediata de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. O argumento central do grupo é que já existem assinaturas suficientes para a instalação da comissão e que a demora da Mesa Diretora do Congresso em dar andamento ao pedido configuraria omissão institucional.
A escolha de André Mendonça chamou atenção porque o ministro já atua como relator do inquérito principal relacionado ao Banco Master no STF. Desde fevereiro de 2026, ele conduz os procedimentos ligados às investigações após a saída de Dias Toffoli do caso. Com isso, Mendonça passa a concentrar tanto a análise judicial das suspeitas envolvendo a instituição financeira quanto o pedido político-parlamentar que tenta levar o tema ao centro do Congresso Nacional.
Nos bastidores, aliados da oposição avaliam que a relatoria nas mãos de Mendonça pode acelerar o debate sobre a instalação da CPMI, principalmente diante da repercussão pública do caso e do aumento da pressão de parlamentares por transparência. Integrantes governistas, por outro lado, demonstram cautela e tentam evitar que a comissão se transforme em uma nova frente de desgaste político em meio às disputas entre Executivo, Congresso e Judiciário.
O caso Banco Master já passou por diferentes gabinetes e gerou uma série de discussões jurídicas dentro do Supremo. Ministros como Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Nunes Marques tiveram participação em momentos anteriores ligados a pedidos de redistribuição, conflitos de competência e análises preliminares. A definição de Mendonça como relator do novo pedido é vista como um movimento que pode unificar parte das decisões relacionadas ao tema dentro da Corte.
A possível instalação da CPMI também ocorre em um cenário de tensão crescente entre oposição e governo. Parlamentares favoráveis à investigação argumentam que a comissão é necessária para esclarecer suspeitas de fraudes financeiras, possíveis favorecimentos políticos e eventuais ligações entre operadores do mercado e agentes públicos. Já críticos da iniciativa afirmam que o movimento possui forte motivação política e pode ser utilizado como instrumento de confronto eleitoral antecipado.
Nas redes sociais e em veículos políticos, o assunto rapidamente ganhou repercussão. Perfis ligados à cobertura dos bastidores de Brasília passaram a divulgar informações sobre reuniões entre parlamentares da oposição e integrantes do entorno de Mendonça, embora oficialmente não exista confirmação de qualquer articulação fora dos trâmites institucionais do STF. O tema dominou debates em plataformas digitais e ampliou a pressão sobre líderes partidários no Congresso.
Especialistas em direito constitucional avaliam que o Supremo pode ser chamado a definir até que ponto a criação de uma CPI pode ser obrigatória quando os requisitos regimentais forem cumpridos. A jurisprudência da Corte já reconheceu, em outros momentos, que o direito das minorias parlamentares deve ser preservado, especialmente em pedidos de investigação legislativa.
Enquanto isso, o Banco Master segue no centro das atenções políticas e jurídicas do país. A expectativa agora gira em torno dos próximos movimentos de André Mendonça e da possibilidade de o STF determinar ou não que o Congresso instale formalmente a comissão parlamentar de investigação. O desfecho poderá impactar diretamente o ambiente político em Brasília e aprofundar ainda mais o embate entre oposição e governo em torno do caso.
Foto: STF
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