Ação integrada no Rio Javari, em Tabatinga, resulta na maior apreensão já registrada em uma Operação Espelhada entre os dois países
Em uma operação conjunta, militares do Brasil e do Peru apreenderam quase uma tonelada de maconha durante uma ação realizada no Rio Javari, na região de fronteira do Amazonas. A operação ocorreu na terça-feira (5) e, segundo as Forças Armadas, marcou a maior apreensão já registrada no âmbito de uma chamada Operação Espelhada.
Equipamento militar moderno
Nesse tipo de ação, as tropas atuam de forma simultânea nos dois lados da fronteira. Assim, enquanto as forças brasileiras avançam em território nacional, os agentes peruanos realizam operações semelhantes do outro lado, o que, por consequência, reduz as possibilidades de fuga utilizadas por grupos criminosos.
Atuação simultânea na região de fronteira
A apreensão ocorreu em uma área estratégica da fronteira amazônica, conhecida pelo intenso fluxo fluvial. Por isso, a atuação coordenada se mostrou essencial. Além disso, o uso da Operação Espelhada permitiu cercar rotas tradicionalmente usadas para o transporte de entorpecentes.
Como resultado direto dessa estratégia, os militares conseguiram localizar e interceptar a carga ilícita antes que fosse distribuída para outras regiões do país.
Forças envolvidas na ação
Do lado brasileiro, a operação foi conduzida pela Força Terrestre Componente 2, formada por militares do Exército Brasileiro e da Marinha do Brasil, sob o comando da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Tabatinga.
Enquanto isso, em território peruano, participaram militares da Brigada de Selva 25, além de agentes da polícia antidrogas do Peru. Dessa forma, a cooperação entre os dois países garantiu maior eficiência e cobertura territorial durante a ação.
Investimento no Brasil
Ao todo, foram apreendidos 985 quilos de maconha. No entanto, até o momento, o Exército brasileiro não informou se houve prisões nem detalhou a dinâmica que levou à localização da droga.
Operação Ágata e reforço da presença do Estado
A apreensão integra a Operação Ágata Amazônia 2026, que ocorre ao longo da faixa de fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia. Além de combater o tráfico de drogas, a iniciativa busca, de maneira contínua, ampliar a cooperação internacional e reforçar a presença do Estado em áreas remotas da Amazônia.
Coordenada pelo Ministério da Defesa e executada pelo Comando Conjunto Harpia, a operação reúne forças de segurança e diferentes órgãos governamentais. Assim, o foco vai além do narcotráfico, alcançando também o combate a crimes ambientais e a outros delitos transfronteiriços que atuam na região amazônica.