TSE VIRA PESADELO PARA O PARTIDO DOS TRABALHADORES: KASSIO NUNES MARQUES ASSUME E PARTIDO JÁ ARMA CHUVA DE PROCESSOS.

Publicado em: 12/05/2026 16:44

Posse de Kassio Nunes Marques no TSE reacende debate sobre liberdade de expressão, judicialização eleitoral e atuação da Corte nas eleições de 2026

Brasília, 12 de maio de 2026 – O ministro Kassio Nunes Marques assumiu nesta terça-feira a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em cerimônia oficial com cerca de 1,5 mil convidados, marcando a transição para uma nova composição da corte que comandará as eleições gerais de 2026. Nunes Marques, ministro do Supremo Tribunal Federal, substitui a ministra Cármen Lúcia e terá como vice o ministro André Mendonça.
A posse ocorreu na sede do TSE em Brasília, com a presença confirmada de autoridades, parlamentares e ex-presidentes, incluindo José Sarney. Convite também foi estendido ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em um sinal claro da nova realidade institucional que o PT tanto teme.
Enquanto o evento transcorría com pompa institucional, o Partido dos Trabalhadores (PT) já anunciava que repetirá a estratégia de 2022: uma chuva de ações judiciais contra supostas “fake news” e desinformação.
Aliados do partido expressam abertamente preocupação com a nova gestão do TSE, vista por eles como menos propensa a intervenções pesadas na liberdade de expressão e no debate político, especialmente com o uso crescente de inteligência artificial nas campanhas.
Para o PT, a chegada de Nunes Marques representa um risco à narrativa que tanto cultivou nos últimos anos. O partido, que historicamente pressionou por maior controle de conteúdo nas redes, agora se vê diante de um tribunal eleitoral com ministros frequentemente criticados pela esquerda por suposta “leniência” com discursos conservadores.
Em 2022, o PT e seus aliados protocolaram centenas de representações, muitas delas resultando em remoções de conteúdo, suspensões de contas e até inelegibilidades — medidas que opositores classificam como censura seletiva e abuso de poder.
A insistência do PT em repetir a fórmula de judicialização em massa das eleições revela, mais uma vez, a dificuldade do partido em aceitar o debate livre e a vontade popular sem o uso intensivo de instrumentos repressivos do Estado.
Em vez de focar em propostas que convençam o eleitorado, a legenda aposta novamente na estratégia de controle narrativo via TSE, demonstrando pouca confiança na robustez de seus argumentos perante um eleitorado que, em 2022 e 2024, já deu sinais claros de rejeição ao modelo petista.
A nova gestão de Nunes Marques inicia sob olhares atentos: de um lado, expectativas de maior equilíbrio e respeito às garantias constitucionais; de outro, a resistência ferrenha de um PT acostumado a usar o Judiciário como ferramenta política quando as urnas não entregam os resultados desejados.
A corte eleitoral sob Nunes Marques terá a responsabilidade de julgar os próximos pleitos com imparcialidade, longe da percepção de ativismo que marcou gestões anteriores. O PT, ao que tudo indica, fará de tudo para testar os limites dessa nova fase. O Brasil assiste.
Foto: TSE

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