Brasil pode ser o próximo fornecedor global de terras raras, aponta reportagem
Foto: Viridis/Divulgação
País possui a segunda maior reserva mundial, mas enfrenta desafios tecnológicos e industriais para explorar esses minerais estratégicos
O Brasil pode assumir um papel estratégico no fornecimento global de terras raras, segundo análise divulgada nesta quarta-feira. O país é citado como um dos principais candidatos a ampliar sua participação nesse mercado, considerado essencial para a indústria tecnológica e energética mundial.
As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos usados na fabricação de produtos como baterias, turbinas eólicas, celulares, veículos elétricos e equipamentos militares. Apesar do nome, não são exatamente raras na natureza, mas sua exploração e processamento são complexos e concentrados em poucos países.
Hoje, a China domina a cadeia global desses minerais, tanto na extração quanto no refino, o que leva outras potências a buscarem alternativas de fornecimento. Nesse contexto, o Brasil aparece como uma das apostas mais fortes fora da Ásia.
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O destaque brasileiro se deve principalmente às suas grandes reservas e ao avanço de projetos de exploração já em andamento, especialmente em Goiás, onde está localizada a única operação comercial ativa de terras raras no país.
Além disso, o país também tem sido alvo de interesse de investidores estrangeiros e acordos internacionais, em meio à disputa geopolítica por minerais críticos usados na transição energética e em tecnologias de ponta.

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Especialistas avaliam que, apesar do potencial, o Brasil ainda precisa avançar em etapas industriais de processamento e refino para deixar de ser apenas exportador de matéria-prima e se consolidar como fornecedor global relevante.
O cenário é visto como estratégico em um momento de reconfiguração das cadeias de suprimento no mundo, com países buscando reduzir a dependência de fornecedores concentrados.




