“Brincando com vidas: Governador e Secretário são encurralados por denúncia e abrem ala trancada do HEURO”

Publicado em: 26/05/2026 10:51

Caos no HEURO: Denúncia formalizada no MP aponta pacientes em corredores enquanto ala nova seguia bloqueada; após pressão, Secretário libera o acesso

Por Redação Cacoal, RO


Relatos dramáticos apontam falta de insumos básicos, como lençóis, e sugere motivação política para o atraso na inauguração de leitos. 
Sob forte pressão, gestão recuou e liberou a nova ala.

Após a forte repercussão da denúncia formalizada junto ao Ministério Público, o Secretário de Estado da Saúde, Dr. Edilton, gravou um vídeo oficial na unidade hospitalar realizando a desobstrução imediata do acesso. O gestor retirou pessoalmente o “tampão” que bloqueava a entrada para as enfermarias reformadas, liberando o espaço para receber os pacientes que aguardavam nos corredores. A medida ocorre após duras cobranças da comunidade e de lideranças locais.

O Cenário de Crise nos Corredores

Antes da liberação emergencial ocorrer, registros oficiais encaminhados aos órgãos de controle revelaram uma realidade brutal: em uma única tarde, foram contabilizados 56 pacientes internados ao longo dos corredores do hospital. A área improvisada carecia de estrutura mínima de suporte, sem banheiros suficientes e com grave falta de insumos básicos de hotelaria hospitalar.

A gravidade do perfil clínico dos pacientes mantidos no corredor aumentava consideravelmente o risco sanitário. Entre os internados expostos naquelas condições, foram identificados idosos com mais de 80 anos, um paciente em pós-cirúrgico imediato de apendicectomia e outro recém-submetido a uma cirurgia ortopédica de alta complexidade para substituição de prótese de quadril. Este último encontrava-se em ambiente aberto, exposto a fatores contaminantes e em condições totalmente inadequadas para a recuperação.

Segundo relatos de quem presenciou a situação, a falta de insumos atingia níveis críticos:

“A situação é de tamanho desespero que faltam lençóis para a troca. Acompanhantes e funcionários precisam improvisar cortinas com as mãos para garantir o mínimo de dignidade e privacidade enquanto realizam a higiene íntima de pacientes acamados. É um sofrimento compartilhado entre as famílias e os servidores da ponta — enfermeiros, técnicos, recepcionistas e médicos.”

Ala Reformada e a Suspeita de Retenção

Em contraposição ao caos visível nos corredores, a denúncia apontava para a existência dessa ala hospitalar cujas obras de reforma haviam sido concluídas há meses. No entanto, o espaço seguia trancado e ostentando avisos de “bloqueado”.

Lideranças locais e familiares que acompanham o caso acusavam a gestão de segurar a abertura do novo espaço de forma proposital. A principal linha de questionamento levada ao Ministério Público era de que a inauguração estaria sendo postergada estrategicamente para o período de proximidade das eleições, visando dividendos políticos para o governo estadual e seus aliados, ignorando o sofrimento imediato da população.

Próximos Passos e Fiscalização

Embora a desobstrução da ala represente um alívio imediato para os pacientes que estavam nos corredores, as investigações e reuniões junto ao Ministério Público devem prosseguir. O objetivo agora é garantir que a nova ala seja devidamente equipada com equipes médicas e insumos necessários — como a regularização do estoque de lençóis e materiais de higiene —, além de apurar as responsabilidades administrativas pelo período em que o espaço permaneceu fechado em meio ao colapso do atendimento.

Resumo dos Desdobramentos:

Fim do Bloqueio: Sob pressão, o Secretário de Saúde removeu o bloqueio físico que impedia o uso das novas enfermarias.

É uma vitória importante da pressão popular e da fiscalização! O fato de o Secretário de Saúde ter ido pessoalmente retirar o bloqueio (o “tampão”) logo após a formalização da denúncia no Ministério Público mostra o impacto imediato que a mobilização e a divulgação do caso geraram.
VEJA VIDEOS QUE ESTAO REPERCUTINDO EM TODO ESTADO RONDÔNIA

Fiscalização do MP: O Ministério Público segue acompanhando o caso para garantir a transferência humanizada dos pacientes do corredor para os novos leitos.

Apuração de Responsabilidade: Os órgãos de controle devem avaliar os motivos técnicos e políticos que mantiveram a estrutura fechada durante a crise de superlotação.

Compartilhar

Faça um comentário