SAÚDE DE RONDÔNIA AFUNDA EM MEIO AO CAOS ADMINISTRATIVO DA GESTÃO MARCOS ROCHA

Enquanto o governador Marcos Rocha segue vendendo nas redes sociais uma imagem de eficiência, os próprios documentos internos do Estado revelam um cenário alarmante dentro da saúde pública de Rondônia. A realidade é bem diferente da propaganda.
Relatório oficial da própria Coordenadoria de Controle Interno da SESAU escancara uma máquina pública lenta, desorganizada e mergulhada em atrasos sistemáticos de pagamentos, falhas administrativas e possível desrespeito à ordem cronológica prevista na Lei Federal nº 14.133/2021.
O documento mostra que, no primeiro quadrimestre de 2026, a maioria esmagadora dos pagamentos da Secretaria de Saúde foi realizada fora do prazo. Em diversas categorias, como prestação de serviços, fornecimento de bens e locações, houve pagamentos com atraso superior a 30 dias.
E não para por aí.
A própria Controladoria aponta “queda significativa” nos pagamentos feitos dentro do prazo legal e admite que os atrasos atingem praticamente todos os setores da saúde estadual.
O relatório ainda revela falhas graves, como ausência de lançamento correto na ordem cronológica de pagamentos, demora excessiva entre emissão de nota fiscal e certificação da despesa, além de lentidão injustificada nos processos internos.
Traduzindo para a população: fornecedores sem receber, contratos travados, risco de desabastecimento e serviços públicos funcionando no limite.
O mais preocupante é que o documento cita até “quebras da ordem cronológica de pagamentos”, mecanismo que só pode ocorrer em situações excepcionais e mediante justificativa formal publicada oficialmente. Porém, o próprio relatório aponta casos recorrentes sem a devida publicação legal para cada quebra identificada.
Na prática, o que deveria ser exceção virou rotina dentro da SESAU.
Enquanto isso, pacientes seguem enfrentando filas, falta de estrutura, demora em exames, unidades sobrecarregadas e servidores trabalhando sob pressão constante. O retrato é de uma saúde pública sufocada pela própria desorganização administrativa.
O discurso de gestão eficiente não resiste quando confrontado pelos documentos oficiais produzidos pelo próprio Estado.
E a pergunta que fica é inevitável: até quando a população de Rondônia continuará pagando a conta da incompetência administrativa dentro da saúde pública?
Fonte: Relatório Oficial da Coordenadoria de Controle Interno da SESAU/RO – Processo nº 0036.021741/2026-64.
