Filho é preso após esfaquear a própria mãe durante discussão

Mulher de 46 anos foi atingida por quatro facadas e permanece internada em estado grave na UTI do Hospital Roberto Galindo
Um suposto caso de tentativa de parricídio foi registrado no Dia das Mães na cidade de Cobija, na Bolívia, município que faz fronteira com o Acre. Uma mulher de 46 anos foi brutalmente atacada pelo próprio filho, de 18 anos, e ficou gravemente ferida após sofrer golpes de arma brancapor volta das 23 horas desta quarta-feira, dia 27.
De acordo com as primeiras informações, o crime ocorreu no bairro Santa Maria. A vítima teria sido atingida por quatro facadas, sofrendo ferimentos cortantes e contusos na região torácica.
Informações preliminares que estão sendo analisadas pelas autoridades apontam que a confusão teria começado após a mãe chegar em casa e reclamar com o filho por ele estar jogando videogame por tempo excessivo. A discussão evoluiu para uma briga, culminando no ataque do jovem contra a própria mãe.
Após o crime, policiais realizaram a prisão do suspeito, que foi encaminhado para as celas da Força Especial de Luta Contra o Crime (FELCC), órgão responsável pela investigação do caso.
A mulher foi socorrida e levada ao Hospital Roberto Galindo, onde permanece internada sob observação médica. Segundo familiares, o estado de saúde dela é considerado grave e o diagnóstico segue reservado.
O irmão da vítima afirmou que o sobrinho apresentava comportamento alterado e pediu que o caso seja investigado pelas autoridades bolivianas. Ele também fez um apelo à população em busca de ajuda para a irmã, que continua internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
As circunstâncias e a motivação do ataque ainda serão apuradas pelas autoridades responsáveis.
Pai é condenado a mais de 40 anos de prisão por estuprar a própria filha de 4 anos no Acre

Durante a investigação, um laudo pericial apontou lesões no corpo da criança com sinais de cicatrização, indicando que os abusos teriam acontecido de forma repetida ao longo do tempo
Um homem foi condenado a 43 anos e 4 meses de reclusão, além de 3 meses de prisão simples, pelos crimes de estupro de vulnerável e vias de fato praticados contra a própria filha e a esposa, em Feijó, no interior do Acre.
A sentença foi proferida pela Vara Criminal da Comarca de Feijó e determina que o réu cumpra a pena em regime inicial fechado, sem direito de recorrer em liberdade.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Acre (MPAC), os crimes ocorreram entre os anos de 2021 e 2023, período em que a criança tinha entre 4 e 6 anos de idade.
De acordo com a investigação, o homem aproveitava momentos em que ficava sozinho com a filha para cometer os abusos dentro da residência da família.
Mãe percebeu mudanças no comportamento da criança
Conforme os autos do processo, a mãe da menina começou a notar mudanças no comportamento da filha e sinais considerados incomuns.
Segundo o relato, a criança demonstrava medo intenso do pai, permanecia em silêncio quando ele se aproximava e apresentava crises de ansiedade.
Ainda de acordo com o processo, em um dos episódios, o acusado teria agredido a companheira enquanto estava sob efeito de álcool e drogas e se trancado no banheiro com a filha.
Durante a investigação, um laudo pericial apontou lesões no corpo da criança com sinais de cicatrização, indicando que os abusos teriam acontecido de forma repetida ao longo do tempo.
Relatório apontou medo e “conflito de lealdade”
A sentença assinada pelo juiz Ricardo Wagner também considerou relatório técnico elaborado pelo Centro de Atendimento à Vítima do Ministério Público.
O documento apontou que o silêncio e as contradições apresentados pela criança durante o depoimento especial seriam consequência do medo e do chamado “conflito de lealdade”, situação comum em casos de violência sexual dentro do ambiente familiar.
No processo, o acusado negou os crimes e a defesa alegou ausência de provas para condenação.
Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que os depoimentos da mãe da vítima, das testemunhas e os laudos técnicos apresentaram versões coerentes e compatíveis com os fatos investigados.
A decisão também destacou que os abusos ocorreram de forma contínua por aproximadamente dois anos e dentro do ambiente doméstico, fator considerado agravante na responsabilização penal.
Na sentença, o juiz afirmou que o homem utilizou a condição de pai para cometer os crimes, violando o dever de proteção e cuidado que deveria exercer sobre a filha.
Além da pena de prisão, o condenado deverá pagar indenização mínima de R$ 10 mil por danos morais às vítimas.
A sentença foi proferida pela Vara Criminal da Comarca de Feijó e determina que o réu cumpra a pena em regime inicial fechado, sem direito de recorrer em liberdade. Foto: captada

