O juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, que tem três décadas de atuação na fronteira com Bolívia e Paraguai

Publicado em: 01/06/2026 10:28
O juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, que tem três décadas de atuação na fronteira com Bolívia e Paraguai e foi responsável pela prisão e condenação do traficante Fernandinho Beira-Mar, defendeu nesta sexta-feira (29) a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
Em entrevista ao Estadão, o magistrado disse que concorda com a medida anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio e refutou o argumento de violação de soberania levantado pelo governo Lula. “Não acho que a classificação seja fundamental para o governo americano desrespeitar a soberania brasileira. Donald Trump está apenas usando da faculdade de enquadrar o PCC e o CV como grupos terroristas, e não obrigando o Brasil a fazê-lo. Na segunda hipótese, sim, estaria ignorando a soberania brasileira”, afirmou Odilon.
O ex-juiz vai além e confirma o poder de fogo das f@cções. “Os atos praticados por essas duas f@cções não deixam dúvidas de que possuem crescente estrutura. Basta ver, em 2006, há 20 anos, os atos de t3rror do PCC em São Paulo e a atual dominação do Comando Vermelho no Rio de Janeiro”, declarou.
Odilon classificou a postura do Estado brasileiro como “completamente omissa e contemplativa”, afirmando que as f@cções praticam o que chamou de “t3rrorismo político-administrativo”, consistente na dominação do Estado como meio de obtenção de vantagem econômica.
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