O “Limpa” nos Coronéis e o Racha no PSD

Publicado em: 08/06/2026 10:55

BASTIDORES POLÍTICOS: O IMPASSE DE ADAILTON FÚRIA E O “TERREMOTO” CHAMADO MARCOS ROCHA

“De olho no poder”: Marcos Rocha impõe mulher na coordenação de Fúria para evitar “traição”

Pré-candidato do PSD tenta se descolar de governador com alta rejeição, mas enfrenta “racha” interno e imposição de palanque

Porto Velho, RO – No tabuleiro político rondoniense, a pré-candidatura de Adaílton Fúria (PSD) ao governo do estado tornou-se o centro de um intenso jogo de poder. A três meses da convenção, a principal moeda de troca do ex-prefeito de Cacoal — o apoio do governador Marcos Rocha (PSD) — transformou-se em um “Elefante Branco” que o pré-candidato tenta, a todo custo, esconder na sala. A reportagem do Portal364 apurou que Fúria está em pânico para se desvincular da imagem do atual chefe do Executivo estadual, temendo uma rejeição em massa que classificam internamente como “sentença de morte” nas urnas.

De acordo com pesquisas internas citadas por fontes ligadas ao PSD, a administração de Marcos Rocha é considerada uma das piores da história de Rondônia, com avaliações negativas catastróficas nas áreas da Saúde, Infraestrutura e, especialmente, Segurança Pública. O diagnóstico nos bastidores é cruel: se Adaílton Fúria aparecer como “continuidade” de Rocha, o barco afunda antes de zarpar.

“Se ficar, o bicho pega; se correr, o bicho come”

A estratégia inicial da campanha de Fúria era clara: construir uma imagem de “gestor próprio”, focado na eficiência administrativa que teria demonstrado em Cacoal, e manter o governador a uma distância segura dos holofotes. No entanto, a tentativa de isolamento disparou alarmes no Palácio do Governo.

Sentindo-se traído, Marcos Rocha teria endurecido o tom e imposto uma condição inegociável para manter a máquina estadual à disposição do pré-candidato: a entrada da primeira-dama, Luana Rocha, na coordenação da campanha, dividindo espaço com o ex-senador Expedito Júnior.

A movimentação é vista por analistas como uma “marcação cerrada”. Luana não chega apenas para agregar; sua missão nos bastidores é vigiar e impedir que Fúria complete o distanciamento do grupo governista. “É a forma que o governador achou de manter o dedo na ferida. Ele não será apagado da propaganda eleitoral”, revela uma fonte da alta cúpula do PSD.

O Raio-X da Rejeição

Enquanto a cúpula tenta costurar um acordo de “fachada”, a realidade das ruas assusta. O governo Marcos Rocha é alvo de críticas contundentes nas redes sociais e na capital. Nos comentários sobre a aliança, eleitores não poupam palavras. “Já não ia ganhar mesmo, ainda por sinal foi se aliar a um dos piores governadores da história de Rondônia”, disparou um internauta em um portal local . Outro complementou: “Marcos Rocha não fez merda nenhuma pelo Estado, só fez aumentar o preço da gasolina e prejudicar o povo rondoniense” .

O temor de Fúria é que esse sentimento seja majoritário. Para o eleitorado que sofre com a falta de leitos e a violência crescente, a chapa Fúria-Rocha soa como “mais do mesmo”. A tentativa de descolamento, portanto, é uma questão de sobrevivência política.

O “Limpa” nos Coronéis e o Racha no PSD

A insatisfação não vem apenas de fora. Nos bastidores do PSD, um racha profundo ameaça explodir a legenda. De um lado, a ala do governador Marcos Rocha, que detém o controle da máquina. De outro, a ala do ex-senador Expedito Júnior, que flerta  abertamente com a tese de que Fúria precisa romper de vez com os “coronéis” que ocupam cargos no governo.

Circula nos corredores da Assembleia Legislativa a informação de que, se eleito, Adaílton Fúria já teria sinalizado a aliados próximos que pretende fazer uma verdadeira “limpa” nas estruturas do estado, substituindo os atuais aliados de Rocha por técnicos de sua confiança. O boato, se confirmado, aceleraria um rompimento antes mesmo da posse, inviabilizando a aliança ainda no primeiro turno.

Cenário de Terremoto

A imposição de Luana Rocha é a tentativa desesperada de Marcos Rocha de permanecer relevante e garantir que seu projeto político não morra. No entanto, quanto mais o governador aperta, mais Fúria se debate.

O dilema é cruel e expõe a fragilidade das alianças no estado: se Fúria aceitar a tutela de Rocha, morre abraçado com a alta rejeição. Se romper, perde o fundo eleitoral e a capilaridade da máquina pública.

Restam poucas semanas para que a população de Rondônia descubra se a aliança de Pindamonhangaba resistirá ao “terremoto” ou se os ânimos explodirão em praça pública, enterrando de vez a esperança do PSD de se manter no poder.

Fonte: Redaçao Portal 364

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