MÁSCARAS CAÍRAM? Após ser rifado dos palanques, Marcos Rocha surge na web “glorificando” Fúria e confunde eleitores
Publicação surpresa nesta terça-feira tenta apagar a imagem de “divórcio político” e escancara a estratégia de manter o controle dos bastidores através de Luana Rocha
Porto Velho, RO – O cenário político de Rondônia ganhou contornos de enredo cinematográfico nesta terça-feira. Apenas momentos após os bastidores confirmarem o chamado “afastamento branco” do governador Marcos Rocha (PSD) — que aceitou sumir dos palanques e comícios devido à sua alta rejeição popular —, o chefe do Executivo surpreendeu a todos com uma publicação considerada “sórdida” e puramente estratégica em sua página oficial do Facebook.
Na postagem, Rocha aparece sorridente ao lado de Adaílton Fúria, tecendo elogios inflamados ao ex-prefeito de Cacoal, chamando-o de “homem de família, de princípios” e o tratando abertamente como seu afilhado político e sucessor.
Para analistas de bastidores, a pressa em publicar a foto revela o desespero do Palácio Rio Madeira em não parecer derrotado, tentando reescrever a narrativa do acordo que colocou a primeira-dama, Luana Rocha, no comando central da campanha.
A reação dos eleitores rondonienses nas primeiras horas após o post foi de total perplexidade. Como um governador que acaba de ser isolado da campanha de rua por ser considerado um “peso morto” aparece publicamente abençoando o mesmo candidato?
“É o jogo mais velho da política: publicamente eles se abraçam para manter as aparências, mas nos bastidores o governador foi proibido de subir no palanque para não contaminar os votos de Fúria”, revelou uma fonte ligada à articulação do partido.
A manobra tenta camuflar a realidade nua e crua: Marcos Rocha foi oficialmente escondido dos holofotes da propaganda eleitoral. No entanto, o preço cobrado por esse sumiço foi a entrega da chave do cofre da coordenação para sua esposa, Luana Rocha.
Luana comanda, Fúria obedece e Marcos Rocha finge que lidera
O plano traçado por Expedito Júnior e Laerte Gomes previa um distanciamento pragmático. Fúria precisava do eleitorado que rejeita a atual gestão do estado (especialmente nas áreas críticas de Saúde e Segurança Pública). Ao publicar a foto, Marcos Rocha tenta mandar um recado claro ao seu próprio grupo político: “Eu não saí do jogo”.
Na prática, o eleitor de Rondônia agora enfrenta um dilema moral e político:
A Promessa: Fúria tenta se vender como a “nova política” e o nome da mudança.
A Realidade: A primeira-dama controla as decisões da campanha por trás das cortinas, enquanto o governador usa as redes sociais para carimbar Fúria como a continuidade de sua própria gestão.
O perigo da “Herança Maldita”
O tiro de Marcos Rocha nesta terça-feira pode ter saído pela culatra. Ao tentar forçar uma associação direta e afetiva com Fúria, o governador joga por terra o esforço do candidato de se desvincular dos problemas crônicos do governo estadual.
Resta saber se o eleitor rondoniense vai aceitar essa coreografia ensaiada de redes sociais ou se usará o voto para punir o que os bastidores já chamam de “a aliança do disfarce”. A campanha sequer começou oficialmente, mas o divórcio de fachada já cobra o seu preço em credibilidade.

