Quem é a funcionária da lotérica acusada de furtar bilhete premiado de R$ 29 milhões

Publicado em: 06/07/2026 16:17
A Justiça de Mato Grosso ainda analisa quem tem direito a um prêmio de R$ 29 milhões da Mega-Sena, bloqueado desde 2023. No centro do caso está Clarice Simon, ex-operadora de caixa de uma lotérica em Sinop, acusada de ter retirado do estabelecimento um bilhete premiado após o sorteio. Ela nega irregularidade e afirma ser a verdadeira dona da aposta.
O caso ganhou novo destaque após Clarice conceder entrevista ao Fantástico, exibida neste domingo (5). A versão dela é contestada pelos proprietários da lotérica, que sustentam que o comprovante pertencia à empresa e teria sido levado indevidamente depois da divulgação do resultado.
O prêmio é do concurso realizado em agosto de 2023, que pagou R$ 116,2 milhões a quatro apostas vencedoras.
Duas foram registradas na mesma casa lotérica de Sinop; as demais saíram para Fortaleza e Uberaba. Cada ganhador teria direito a R$ 29.058.128,28, mas uma das cotas de Mato Grosso permanece retida por ordem judicial.
Segundo a investigação, a controvérsia começou durante o atendimento a uma cliente. Clarice teria impresso um bilhete com falha. Como a aposta não foi cancelada no sistema, outro comprovante, com a mesma sequência de números, foi emitido e entregue à apostadora. O primeiro registro ficou guardado na lotérica.
Imagens internas mostram que, ao fim do expediente de sábado, a funcionária colocou o comprovante em um cofre desativado. Na segunda-feira, após a conferência do resultado, ela voltou ao local, retirou o bilhete e deixou o estabelecimento.
Para o Ministério Público, ao ser armazenado na lotérica, o comprovante passou a integrar o patrimônio da empresa. A denúncia também aponta que, depois do sorteio, Clarice e o marido pediram demissão, e ele teria se apresentado como um dos ganhadores.
A defesa contesta essa interpretação. Clarice diz que pagou pela aposta e que apenas deixou o bilhete temporariamente em um local usado por funcionários para guardar pertences. O advogado do casal argumenta ainda que falhas de impressão costumam ser cobradas do operador de caixa, o que reforçaria a tese de que a aposta era da ex-funcionária.
Enquanto a Justiça não define a quem pertence o bilhete, os R$ 29 milhões seguem bloqueados.

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