Marcola comandava esquema com Deolane, conclui Justiça
A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réus a influenciadora Deolane Bezerra, Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e outras quatro pessoas por suposta participação em um esquema de organização criminosa e lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a denúncia, uma empresa de transportes teria sido utilizada entre 2018 e 2025 para ocultar recursos provenientes da facção criminosa e reinseri-los na economia formal. De acordo com o Ministério Público, Marcola exerceria o comando do esquema, mesmo estando preso em penitenciária federal, enquanto Deolane teria recebido depósitos fracionados provenientes da transportadora investigada, o que, segundo a acusação, ajudaria a ocultar a origem dos valores.
As investigações também apontam que a influenciadora planejava reorganizar empresas e transferi-las para estruturas no exterior. Para os investigadores, a medida poderia integrar a estratégia de lavagem de dinheiro atribuída ao grupo.
As defesas de Deolane e de Marcola negam todas as acusações. Os advogados da influenciadora afirmam que ela não possui qualquer vínculo com o PCC e sustentam que sua prisão e o processo são injustificados. Já a defesa de Marcola afirma que ele não conhece Deolane, nega ter participado do suposto esquema e diz que contestará as acusações durante a ação penal.
A aceitação da denúncia pela Justiça não representa uma condenação. A decisão apenas reconhece que existem elementos suficientes para o prosseguimento do processo, fase em que acusação e defesa apresentarão provas e argumentos antes do julgamento definitivo
