Acir desafia barreira jurídica ao Senado; Rogério promete gabinete de crise na saúde; e Silvia exibe força de prefeitos em Ji-Paraná

ROBSON OLIVEIRA
SUPLENTE
Está sendo cogitado o nome do empresário da educação Paulo Andrade para ocupar a primeira suplência do senador Confúcio Moura (MDB), que anunciou que disputará a reeleição. Paulo iniciou a vida pública como vereador em Pimenta Bueno, mas, nas últimas três décadas, preferiu trocar as urnas pelo empreendedorismo e se dedicar às empresas que construiu em Rondônia. No meio empresarial, é uma figura respeitada e querida, inclusive pela relação humana que mantém com aqueles que trabalham ao seu lado.
RESPEITO
É daquele tipo raro de pessoa sobre a qual dificilmente se ouve algo que desabone a conduta. Confúcio Moura pode não ser uma unanimidade política — e muito menos pessoal -, mas, se confirmar Paulo Andrade como primeiro suplente, terá ao lado alguém que desfruta de enorme respeito entre aqueles que com ele convivem. Este jornalista mantém uma relação de amizade com Paulo e é testemunha de sua decência, correção e caráter.
UNANIMIDADE
Conhece Rondônia, sua gente e os desafios de quem produz e empreende por estas bandas. Mais do que assistir ao crescimento do Estado, cresceu junto com ele, investindo, gerando oportunidades e construindo sua trajetória empresarial aqui. Se Confúcio confirmar a escolha, dará um passo firme na disputa pela reeleição e, convenhamos, acertará em cheio na companhia. Paulo Andrade é uma unanimidade.
TEIMOSO
O ex-senador Acir Gurgacz não desiste. Em conversas reservadas, tem dito a interlocutores que mantém de pé a pré-candidatura ao Senado, mesmo com a Justiça Eleitoral reiterando sua inelegibilidade. Acir perde numa instância, recorre à seguinte; perde de novo, procura outra porta. A esperança, nesse caso, parece ter mais recursos que muito advogado eleitoral.
ARTICULAÇÃO
A possibilidade de reverter a situação pode ser mínima, quase microscópica, mas desistir definitivamente não faz parte do vocabulário do ex-senador. Teimosia à parte, é preciso reconhecer que Acir fez o que muitos parlamentares federais de Rondônia, confortavelmente instalados em seus mandatos, não conseguiram fazer: movimentou Brasília contra o pedágio extorsivo da BR-364. Articulou conversas envolvendo o Governo Federal, a agência reguladora e representantes do setor empresarial para rediscutir os cálculos que ajudaram a produzir tarifas pesadíssimas para quem trafega pela rodovia.
REVISÃO
Sua movimentação, segundo tem sido sinalizado, abriu espaço para uma revisão dos números, levando em consideração a realidade econômica atual, e não apenas parâmetros concebidos no período da pandemia. Se essa revisão resultar em redução efetiva das tarifas, Acir terá conseguido uma proeza política sem sequer estar sentado numa cadeira do Congresso. Dificilmente conseguirá superar a barreira jurídica que ameaça sua pretensão eleitoral, mas, na batalha contra o pedágio da BR-364, já fez mais barulho – e aparentemente produziu mais resultado – do que muito deputado federal e senador com mandato, gabinete, verba e microfone.
PODCAST
Hoje, no Podcast Resenha Política, o senador Marcos Rogério, pré-candidato ao Governo de Rondônia, faz um longo relato das principais ações que pretende colocar em prática caso vença as eleições. Afiado na fala e demonstrando conhecimento dos problemas que afligem o Estado, Marcos promete instalar, já no primeiro dia de governo, um gabinete de crise para enfrentar o passivo acumulado na saúde, especialmente a interminável fila das cirurgias eletivas.
PRIVATIZAÇÃO
Segundo o senador, sua equipe vem estudando as principais áreas da administração, e uma das preocupações está na situação fiscal do Estado. Embora não seja contrário à privatização da Caerd, considera inconveniente realizar o leilão nos últimos meses do atual governo, defendendo um debate mais criterioso, técnico e transparente para evitar que a população acabe pagando a conta de uma decisão apressada.
ERROS
Marcos Rogério adiantou ainda que apresentará um programa de governo acompanhado de um diagnóstico da situação de Rondônia e das medidas que pretende adotar para enfrentar os problemas encontrados. Diferentemente da eleição passada, reconhece que erros foram cometidos e afirma estar consciente de que não poderão se repetir na disputa atual.
DOMÍNIO
Por isso, diz aproveitar a pré-campanha para percorrer o Estado, ouvir a população e compreender de perto suas principais demandas. Na entrevista, Marcos Rogério procura mostrar que chega à nova disputa menos embalado apenas pela retórica eleitoral e mais preocupado em demonstrar que conhece a máquina que pretende governar. A íntegra da conversa vai ao ar hoje no Podcast Resenha Política. A próxima entrevista no podcast é com Hildon Chaves, pré-candidato a governador pela federação UB e PP. Ambos se encontraram nos bastidores da gravação e trocaram cumprimentos gentis e respeitosos.
FESTA
Em Ji-Paraná, segundo colégio eleitoral do estado, a deputada federal Silvia Cristina (PP) reuniu mais de quarenta prefeitos, lideranças municipais e pré-candidatos a governadores para o anúncio oficial da candidatura. O espaço do evento estava lotado com muita gente fora por falta de lugar. Silvia é pré-candidata a senadora e demonstrou que vem a disputa com a força de vários prefeitos bem avaliados. Não terá uma campanha fácil, principalmente em razão do fake news, mas é uma baita de candidata com trabalho na saúde de fazer inveja a governante.
POLICIA
Falando em saúde estadual, por algum tempo foi gerida por um graduado Militar que agora é pré-candidato a um cargo eletivo. Mas seria bom colocar as barbas de molho…
