Rondônia entra no período mais crítico do ano e fumaça volta a preocupar famílias

Publicado em: 15/07/2026 16:26

A preocupação vai além do meio ambiente. Quando a fumaça toma conta das cidades, aumentam os atendimentos de crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

Rondônia entra no período mais crítico do ano e fumaça volta a preocupar famílias

O céu limpo, o calor acima da média e a umidade do ar em queda são sinais de que Rondônia entrou oficialmente no período mais delicado do ano. Com a estiagem se intensificando, autoridades estaduais e municipais já iniciaram uma força-tarefa para tentar reduzir os impactos das queimadas, que todos os anos afetam milhares de famílias em diversas regiões do estado.

A preocupação vai além do meio ambiente. Quando a fumaça toma conta das cidades, aumentam os atendimentos de crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. Nas áreas rurais, produtores acompanham com apreensão a redução das chuvas, enquanto comunidades ribeirinhas observam a lenta descida do nível do rio Madeira, situação que pode comprometer o transporte e o abastecimento nos próximos meses.

Em Porto Velho, a Defesa Civil intensificou o monitoramento das condições climáticas e reuniu órgãos municipais, estaduais e federais para definir estratégias de enfrentamento ao período seco. Entre as medidas estão o reforço da fiscalização, campanhas educativas e o planejamento para responder rapidamente aos focos de incêndio que costumam aumentar entre julho e setembro.

O alerta ganhou ainda mais importância após novas projeções climáticas indicarem que o fenômeno El Niño poderá provocar um período de seca mais prolongado, temperaturas elevadas e um aumento significativo no risco de queimadas em Rondônia. Especialistas afirmam que, se as previsões se confirmarem, o estado poderá enfrentar uma das estiagens mais intensas dos últimos anos.

Enquanto o poder público reforça a estrutura de prevenção, especialistas lembram que grande parte dos incêndios começa por ações humanas, muitas delas evitáveis. A prática de colocar fogo em lixo, terrenos ou pastagens continua sendo uma das principais causas das queimadas, colocando em risco vidas, propriedades e a qualidade do ar.

A expectativa é de que as próximas semanas exijam atenção redobrada. Para quem vive em Rondônia, a chegada do verão amazônico significa muito mais do que dias ensolarados. É um período que exige responsabilidade coletiva para evitar que a fumaça volte a dominar o horizonte e comprometa a saúde da população e o equilíbrio ambiental do estado.

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