Hildon pode chegar parrudo ao segundo turno caso ultrapasse Fúria

Publicado em: 20/07/2026 23:29
Rondonoticias.com.br

PORTO VELHO-RO: O cenário da disputa pelo Governo de Rondônia em 2026 começa a ganhar contornos mais definidos. As pesquisas eleitorais mais recentes divulgadas por institutos credenciados apontam a liderança do senador Marcos Rogério (PL), enquanto a principal disputa parece estar concentrada na definição de quem conquistará a segunda vaga para um eventual segundo turno: Adailton Fúria (PSD) ou Hildon Chaves (União Brasil).

 

É justamente essa corrida pela segunda colocação que promete ser um dos pontos centrais da campanha. Entre analistas políticos, há avaliações de que, caso a eleição seja decidida em segundo turno, o cenário poderá ser completamente diferente do observado na primeira fase da disputa, com a tendência de reagrupamento das forças políticas em torno dos dois finalistas.

Dentro desse contexto, as perspectivas de Hildon Chaves cresceram significativamente ao longo dos últimos meses. Se no início do ano sua candidatura era vista com cautela, hoje o ex-prefeito de Porto Velho passou a figurar como um dos principais concorrentes ao Palácio Rio Madeira.

Um dos fatores considerados favoráveis ao ex-prefeito é sua expressiva aprovação na capital. Hildon encerrou seu mandato à frente da Prefeitura de Porto Velho com índices superiores a 70% de aprovação, segundo levantamentos divulgados à época. Como Porto Velho concentra uma parcela significativa do eleitorado rondoniense, esse desempenho poderá ter peso decisivo em um eventual segundo turno.

Embora ainda trabalhe para ampliar seu reconhecimento no interior do Estado, Hildon também fortaleceu sua presença política durante o período em que presidiu a Associação Rondoniense de Municípios (AROM), ampliando o diálogo com prefeitos e lideranças municipais. Outro trunfo de sua chapa é a escolha do deputado estadual Cirone Deiró como candidato a vice-governador, liderança política com forte atuação em diversas regiões do interior.

Caso consiga ultrapassar Adailton Fúria na reta final da campanha e assegurar uma vaga no segundo turno, Hildon Chaves poderá entrar na fase decisiva da eleição em condições competitivas, impulsionado pelo peso eleitoral da capital e pelo provável rearranjo das alianças políticas, cenário que pode tornar a disputa pelo Governo de Rondônia ainda mais equilibrada.

“Rondônia precisa de um governador ficha limpa e com gestão comprovada”

Em entrevista, o ex-prefeito da capital afirmou que “uma gestão de qualidade e o combate à corrupção” são os dois pilares de sua pré-campanha ao Governo do Estado

ASSESSORIA

 

O ex-prefeito da capital e pré-candidato ao Governo do Estado, Hildon Chaves (Federação União Progressistas), enfatizou os dois componentes principais de seu plano de governo para Rondônia: a qualidade da gestão dos recursos públicos e o combate permanente à corrupção.

Dados demográficos

 

“Numa eventual eleição para o Governo do Estado, o primeiro passo será arrumar a casa, exatamente como fizemos na prefeitura da capital. Isso é questão de gestão”, disse Hildon. “O outro pilar está pautado no combate à corrupção. Temos uma experiência de 21 anos de atuação no Ministério Público do Estado. Estou acostumado a mandar vagabundo e bandido para a cadeia”, avisou.

Em entrevista concedida à rádio Terra FM, em Cerejeiras, no final de semana, Hildon reafirmou que, em todos os oito anos de sua administração em Porto Velho, ele e toda a sua equipe de primeiro escalão sempre permaneceram com a ficha limpa. “Nós e todo o nosso secretariado deixamos a prefeitura da capital sem um processo sequer, nem uma vírgula, somos ficha limpa e sinto orgulho em poder dizer, de peito aberto, que estamos prontos para combater a corrupção”, assegurou.

“Agora, se falta recurso, das duas uma: ou o gestor é incompetente, ou é corrupto. Mas também pode ser as duas coisas, o que é muito pior”, disse Hildon. “Às vezes, um candidato ruim é eleito vereador, deputado ou até senador, mas como ele está num colegiado, o prejuízo não é tão grande. Agora, quando esse candidato se elege para um cargo executivo, como prefeito, governador ou até presidente, aí o prejuízo é imenso”.

Campanhas e eleições

 

O ex-prefeito frisou que os dinheiros públicos são mais do que suficientes para realizar tudo aquilo que é necessário para a população. “Provamos isso nos oito anos em que administramos Porto Velho. Encontramos uma prefeitura quebrada, organizamos o orçamento, fizemos obras essenciais e encerramos o mandato com dinheiro em caixa e, mais ainda, com crédito triplo A, o mais alto no ranking do país”, exemplificou.

PESQUISAR ANTES DE VOTAR

Por fim, o pré-candidato fez um alerta importante aos eleitores rondonienses: “Cada eleitor tem uma obrigação, que é pesquisar tudo que estiver ao seu alcance para saber se o seu candidato é capaz de cumprir fielmente com esses dois compromissos, ou seja, ter competência como gestor e ser honesto, pois são qualidades essenciais para qualquer governante”.

Secção executiva

 

Para Hildon, “dependendo de quem for o escolhido, os problemas do Estado só tendem a se agravar”. Segundo ele, “ser corrupto é sempre um problema gravíssimo, mas algumas vezes o gestor é extremamente fraco e perdulário, e isso também é muito ruim. É por isso que os eleitores devem buscar o passado e o presente dos candidatos. Porque tudo que começa errado, acaba errado”, analisou.

“Se um despreparado é eleito, isso significa que ele vai colocar um bando de incompetentes para governar junto com ele. É por isso que o governante tem que ser o primeiro a estar preparado. Agora, cabe à população buscar as informações disponíveis sobre todos os candidatos. O momento de fazer isso é agora. É melhor dar um Google antes do que se arrepender depois”, avisou.

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