BRASIL ALCANÇA 80% DA COTA DE CARNE NA CHINA ENQUANTO PEQUIM PREPARA NOVA TARIFA DE IMPORTAÇÃO
Publicado em: 22/07/2026 10:52
Importações brasileiras já atingiram 80% da cota anual estabelecida pela China; caso o limite seja alcançado, carne bovina brasileira poderá ser submetida a uma tarifa adicional de 55%.
O Ministério do Comércio da China (MOFCOM) informou nesta quarta-feira que as importações de carne bovina brasileira atingiram 80% da cota anual estabelecida para o país na última terça-feira, 21 de julho. O avanço das compras acendeu um alerta sobre a possibilidade de novas medidas comerciais envolvendo o principal mercado consumidor da carne brasileira.
Segundo o governo chinês, caso a cota seja totalmente preenchida, será aplicada uma tarifa adicional de 55% sobre a carne bovina brasileira importada. A medida faz parte do mecanismo de salvaguarda adotado por Pequim para controlar o volume de entrada do produto estrangeiro no mercado chinês.
A China implementou, desde janeiro de 2026, um sistema de tarifas adicionais específicas para países exportadores de carne bovina, incluindo Brasil, Argentina, Uruguai, Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos.
O Brasil ocupa atualmente a maior parcela da cota de importação entre os países afetados pela medida, com autorização para exportar até 1,1 milhão de toneladas de carne bovina por ano para o mercado chinês.
O volume total de importação permitido em 2026 para os países incluídos nas medidas de salvaguarda chega a 2,69 milhões de toneladas. A proximidade do limite brasileiro aumenta a pressão sobre exportadores e autoridades do setor.
O MOFCOM afirmou que a política busca oferecer proteção à indústria nacional chinesa, criando espaço para o desenvolvimento dos produtores locais, mas também mantendo o equilíbrio nas relações comerciais com seus parceiros internacionais.
A possível aplicação da tarifa adicional de 55% representa um desafio para o setor brasileiro de carne bovina, que tem a China como um dos seus principais destinos de exportação. Empresas e autoridades acompanham o ritmo das vendas para avaliar os próximos impactos no comércio entre os dois países.
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