FÚRIA QUER O PODER, MAS TENTA ESCOLHER QUAL VERDADE O ELEITOR DEVE ENXERGAR

Publicado em: 03/08/2026 10:04
FÚRIA QUER O PODER, MAS TENTA ESCOLHER QUAL VERDADE O ELEITOR DEVE ENXERGAR
Adailton Fúria constrói sua candidatura sobre uma contradição: quer posar como renovação enquanto sobe no palanque da continuidade.
Quando interessa, critica estradas destruídas, hospitais em crise, insegurança e abandono. Na hora de formar o grupo eleitoral, abraça o governador que administra Rondônia há quase oito anos, aceita sua estrutura e é apresentado como sucessor. Isso não é independência. É conveniência.
Fúria quer a força da máquina política, mas tenta fugir do desgaste do governo que o escolheu. Quer herdar o palanque sem responder pela herança.
Em Cacoal, Fúria vendeu uma “gestão-modelo”. Porém, o corpo técnico do TCE-RO identificou falhas nas contas de 2025 e pediu esclarecimentos, inclusive sobre déficit financeiro. Na Saúde, o sucessor declarou ter encontrado R$ 8 milhões em compromissos. Quem pretende governar Rondônia precisa apresentar explicações, não slogans.
Há uma questão de confiança. Fúria foi reeleito prefeito em 2024 com 83,16% dos votos para cumprir quatro anos. Pouco mais de um ano depois, deixou o cargo para buscar o Governo do Estado. O voto para administrar Cacoal virou impulso para outro projeto eleitoral.
No saneamento, defendeu que o sistema de Cacoal não seria privatizado. Agora, seu aliado conduz uma concessão estadual por até 35 anos. Qual posição prevalece: a defendida diante do eleitor ou a conveniente para manter a aliança?
O problema não é apenas o discurso mudar. É tentar convencer Rondônia de que continuidade e renovação são a mesma coisa, dependendo do palanque.

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