Maurício Carvalho e os rumores sobre os R$ 2 milhões; Abib segue sem vice; e Samuel articula rearranjo com o PDT

Enquanto o prazo aperta, candidaturas caem, palanques se desfazem e os bastidores revelam que o maior adversário de muitos é o próprio tempo.
CARO LEITOR, a eleição entrou na reta em que improviso costuma cobrar caro. Faltam apenas dois meses para o eleitor ir às urnas, onze dias para o fim do registro de candidaturas e duas semanas para a propaganda ganhar as ruas. Mesmo assim, há quem ainda trate alianças como se houvesse tempo de sobra. Nos bastidores, prevalecem vaidades, chantagens veladas e cálculos de última hora. Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi retirado da disputa ao governo em um desfecho constrangedor, marcado por lágrimas diante das câmeras. No Rio de Janeiro, o União Brasil desmontou o próprio tabuleiro ao abandonar a corrida ao Senado e optar pela neutralidade na disputa presidencial, deixando o palanque do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) capenga. No Paraná, o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PSD) trocou a cabeça de chapa pela vice, enquanto Álvaro Dias (MDB) líder das pesquisas, foi convencido a deixar a corrida ao Senado. O relógio eleitoral não espera ninguém. Quem insiste em negociar na prorrogação corre o risco de descobrir que, na política, o tempo perdido quase sempre se transforma em voto perdido.
Bastidores
Pelo país afora, os bastidores políticos seguem em ebulição. A indefinição sobre os vices já virou novela. Em alguns casos, é teatro para valorizar o passe político; em outros, escancara divisões e acordos que insistem em não sair do papel.
Definiu
Entre os candidatos à Presidência, apenas Lula (PT-SP) já definiu oficialmente o companheiro de chapa. Na busca pela reeleição, o petista mantém a dobradinha com Geraldo Alckmin (PSB), apostando na estabilidade da aliança.
Direita
Na direita, Ronaldo Caiado (PSD) já definiu o ex-ministro Gilberto Kassab (PSD) como candidato a vice-presidente. Renan Santos (Missão) da extrema-direita, por sua vez, disputará a Presidência tendo como companheiro de chapa o militar da reserva e jornalista Aroldo Medina.
Dificuldades
Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) seguem sem definir os candidatos a vice na disputa pelo Planalto. Flávio e Zema enfrentam dificuldades para costurar alianças, reflexo da polarização política.
Anúncio
Adiar o anúncio de nomes pode ser estratégia ou sinal de impasse. Em política, silêncio também comunica e, muitas vezes, vale como moeda de negociação. Rondônia corre o risco de transformar sua disputa em mais um capítulo dessa longa novela eleitoral.
Dificuldades
Expedito Netto (PT) e Pedro Abib (MDB) seguem sem anunciar os candidatos a vice-governador. O silêncio não parece mera estratégia: reflete dificuldades internas e negociações ainda inconclusas dentro de suas próprias legendas.
Regulamentou
O candidato ao governo Expedito Netto (PT) aguarda o retorno da jornalista Luciana Oliveira (PT), que está na China, para retomar a campanha ao Senado. Até prova em contrário, a Justiça Eleitoral ainda não regulamentou candidatura nem campanha por EAD.
Faltando
A situação de Pedro Abib (MDB) é ainda mais delicada. Homologado candidato ao governo, segue sem vice e, após o anúncio da desistência de Confúcio Moura (MDB), também sem um nome ao Senado. No tabuleiro eleitoral, o MDB ainda joga com peças faltando.
Jogo
Em colunas anteriores, sustentamos que a desistência de Confúcio Moura (MDB) era jogo de cena. O movimento serviu para reduzir o desgaste da escolha da irmã, Cláudia Moura (MDB), como segunda suplente na chapa ao Senado liderada por ele.
Tática
Confúcio Moura (MDB) jamais saiu da campanha. Enquanto alimentava rumores de desistência, manteve intensa agenda nas redes sociais. Estratégico, usou a velha tática da cortina de fumaça para desviar o foco dos desgastes e preservar seu projeto eleitoral.
Definiu
Ontem (4), em reunião com os candidatos a deputado federal do MDB, Confúcio Moura (MDB) confirmou que disputará a reeleição ao Senado. Resolvido esse impasse, resta a Pedro Abib (MDB) encontrar um candidato a vice-governador para completar a chapa.
Plano
Samuel Costa (PSB) intensificou as articulações para atrair o PDT à sua candidatura ao governo. Nos bastidores, o plano prevê a filiação do sargento Machado ao PDT, mantendo-o como candidato a vice-governador na chapa socialista.
Articula
Samuel Costa (PSB) também articula levar Vinicius Miguel da suplência de Neidinha Suruí (PSB) para a primeira suplência de Acir Gurgacz (PDT). A operação amplia o tempo de propaganda da chapa e fortalece sua presença política no interior.
Dinheiro
Quem quer dinheiro? A célebre frase de Silvio Santos voltou a ecoar nos bastidores da política. A Polícia Federal apreendeu R$ 2 milhões em espécie, e parte da imprensa passou a especular sobre a origem do dinheiro, atribuindo-o a um deputado federal. Até o momento, porém, a informação carece de confirmação oficial.
Fechamento
Nos bastidores, o burburinho ganhou força e o nome do deputado federal Maurício Carvalho (União) passou a ser citado em especulações sobre os R$ 2 milhões apreendidos pela Polícia Federal. Até o fechamento desta coluna, o parlamentar não havia se manifestado publicamente para comentar ou rebater os rumores.
Construiu
O deputado federal Maurício Carvalho (União) construiu sua trajetória também na iniciativa privada, com atuação empresarial e investimentos no mercado imobiliário e na construção civil. No mundo dos negócios, capital costuma gerar novas oportunidades, e patrimônio bem administrado tende a produzir novos ganhos.
Apostando
O advogado previdenciarista Welison Nunes (Solidariedade), de Nova Mamoré, entra na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados apostando na atuação jurídica e na proximidade com o eleitor do interior reafirmar o seu compromisso com as causas dos idosos.
Avalie
Nos bastidores do Avante, há quem avalie que o presidente estadual da legenda, Jair Montes, precisará equilibrar o papel de pai com o de dirigente partidário na condução da candidatura de Jair Montes Júnior (Avante) à Câmara dos Deputados, conciliando vínculos familiares e responsabilidades políticas.
Bolsonaro
Hoje, às 19h, no auditório da Unopar, em Porto Velho, apoiadores da direita se reúnem para prestigiar Bruno Bolsonaro Scheid (PL), apresentado como o nome escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para disputar uma vaga ao Senado por Rondônia.
Medir
O ato em Porto Velho será decisivo para medir a capacidade de Bruno Bolsonaro Scheid (PL) de ampliar seu eleitorado além do núcleo bolsonarista. Numa capital que rejeitou esse campo político na última eleição municipal, mobilizar, convencer e reduzir resistências tornou-se um desafio estratégico.
Mobilização
Recém-filiado ao PL, o deputado estadual Alan Queiroz trabalha para transformar o encontro de Bruno Bolsonaro Scheid em demonstração de força política. A meta é lotar o auditório, exibir capacidade de mobilização e reforçar o peso do bolsonarismo na capital.
Maiorquim
A expressiva mobilização em torno de Luis Maiorquin marcou a convenção do Republicanos que homologou sua candidatura à Assembleia Legislativa. Com ampla experiência na saúde pública, o médico aposta na credibilidade da trajetória para conquistar o eleitorado rondoniense.
Potencial
Nos bastidores do Podemos, aliados do prefeito Léo Moraes (Podemos) fazem contas e recontas sobre o potencial eleitoral de Paulo Moraes Júnior e do ex-vereador Edwilson Negreiros. A avaliação interna é que Edwilson surge como um concorrente de peso na disputa pela legenda por uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Apoio
O grupo político do deputado estadual Laerte Gomes (PSD) fechou apoio à candidatura do vereador Pastor Evanildo (PSD) à Câmara Federal. A aliança amplia a capilaridade da campanha, fortalece sua base no interior e eleva as chances de vitória em outubro.
Rozique
O presidente da Câmara Municipal de Ariquemes, vereador Felipe Rozique (União), anunciou que não irá mais disputar uma cadeira na Câmara de Deputados. A vaga de Rozique estava condicionada a inelegibilidade do ex-deputado federal Natan Donadon (União).
Sério
Falando sério, na disputa majoritária, o tempo é um adversário implacável. Alianças estaduais e nacionais exigem definições rápidas. Embora o eleitor desperte perto da votação, candidatos e partidos não têm esse privilégio. O relógio eleitoral já corre em velocidade máxima.
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