BRASILEIRO FICA COM APENAS R$ 21 DE CADA R$ 100 APÓS DESPESAS E DÍVIDAS: PIOR NÍVEL DA HISTÓRIA REDAÇÃO

Publicado em: 10/08/2026 11:42

Estudo da consultoria Tendências aponta que a renda disponível das famílias atingiu o menor patamar da série histórica, com inflação, juros e endividamento pressionando o orçamento doméstico.

BRASÍLIA — O bolso do cidadão brasileiro nunca esteve tão vazio. Um levantamento macroeconômico alarmante realizado pela consultoria Tendências aponta que a renda disponível das famílias despencou para o menor patamar de toda a série histórica, iniciada em 2011.
Sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a combinação de uma inflação persistente e juros cronicamente elevados está estrangulando o orçamento doméstico e corroendo o poder de compra da população.
De acordo com o estudo, após arcar com despesas vitais de sobrevivência como alimentação, moradia e saúde, e honrar o pagamento de dívidas, o trabalhador brasileiro fica com uma sobra média de apenas 21,7% do seu rendimento. O ápice do sufoco financeiro foi registrado no primeiro bimestre deste ano, quando a parcela livre da renda atingiu a mínima histórica absoluta de 21%. Na prática, de cada R$ 100 recebidos, restam apenas R$ 21 para poupança, lazer ou consumo extra.
O tripé do sufoco: Inflação, juros e endividamento
Analistas de mercado apontam que o cenário de empobrecimento reflete o fracasso do governo em conter as pressões inflacionárias e em criar um ambiente de estabilidade econômica. As projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, dispararam, passando de uma estimativa inicial de 4,31% para incômodos 5,03% ao ano. A disparada nos custos de alimentos básicos, combustíveis e fretes transformou a ida ao supermercado em um desafio diário.
Para tentar conter a alta dos preços, a taxa básica de juros, Selic, foi mantida em níveis restritivos por um período prolongado. Essa política encareceu drasticamente o crédito, tornando o pagamento de financiamentos imobiliários, automotivos e faturas de cartão de crédito um fardo insustentável.
Como os juros consomem os salários antes mesmo do fim do mês, o endividamento familiar bateu recordes, atingindo mais de 80% dos lares brasileiros, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio, CNC.
Classe média espremida e maquiagem social
Embora o Palácio do Planalto tente focar sua narrativa política no reajuste do salário mínimo e na ampliação de programas assistenciais, os dados provam que as medidas são insuficientes para estancar o ralo financeiro que se tornou o custo de vida no país.
Enquanto as classes mais baixas ensaiam um alívio marginal sustentado por subsídios públicos, a classe média brasileira, o motor do consumo nacional, foi completamente espremida pelo governo. Os índices de situação financeira dessa faixa da população continuam estagnados em níveis considerados críticos pela Fundação Getulio Vargas, FGV Ibre, evidenciando que o atual modelo econômico penaliza quem trabalha e produz.
Sem sinais de reformas estruturais profundas que cortem os gastos do próprio governo e aliviem a carga tributária, o cenário desenhado pela consultoria Tendências indica que o brasileiro continuará trabalhando mais para receber, na prática, cada vez menos.
Foto: Divulgação

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