Congresso Estadual de Engenheiros de Rondônia aprova Moção de Aplauso a Léo Moraes e Moção de Repúdio ao governador Marcos Rocha

Publicado em: 11/08/2026 23:30
XVIII Coesenge, realizado em Rolim de Moura, também definiu a delegação que representará o estado no 14° Consenge, em agosto.

O XVIII Congresso Estadual do Sindicato dos Engenheiros do Estado de Rondônia (Coesenge), realizado em junho de 2026, na cidade de Rolim de Moura, região da Zona da Mata rondoniense, encerrou seus trabalhos com a aprovação de duas Moções que sintetizam o sentimento da categoria em relação ao poder público: uma de reconhecimento e outra de denúncia.

O evento, que reuniu delegados de diversas regiões do estado, teve como pauta central a discussão sobre as condições de trabalho, a valorização profissional e o papel dos engenheiros no desenvolvimento de Rondônia. A edição estadual também cumpriu o papel de etapa preparatória para o 14° Consenge — Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros —, que será realizado entre os dias 26 e 29 de agosto, reunindo representantes de todo o país.

Aplauso ao Executivo Municipal de Porto Velho

Por meio da Moção de Aplauso n° 001, os delegados do Coesenge reconheceram a iniciativa do prefeito de Porto Velho, Leonardo Barreto de Moraes (Léo Moraes), que, ao assumir o Executivo municipal, cumpriu promessa feita em campanha eleitoral: tornar nulo o ato da gestão anterior que havia extinguido os cargos de Engenheiros, Agrônomos, Arquitetos e Profissionais das Geociências dos quadros da prefeitura.

Com a edição de nova Lei municipal, os cargos foram restabelecidos, o que, segundo o texto da Moção, permite que “a sociedade porto-velhense possa ter o serviço público de qualidade, através dos serviços que esses profissionais são responsáveis”. A aprovação foi recebida com aplausos pelos participantes do Congresso.

Repúdio ao Governo do Estado

Já a Moção de Repúdio n° 002, dirigida ao governador Marcos Rocha, trouxe um tom contundente. O documento denuncia que, ao longo dos oito anos de gestão, o chefe do Executivo estadual manteve os vencimentos dos Engenheiros, Agrônomos, Arquitetos e Profissionais das Geociências vinculados ao Estado “literalmente congelados”, sem qualquer reposição inflacionária.

A Moção destaca que, durante todo esse período, o Sindicato dos Engenheiros “envidou todos os esforços possíveis junto ao Executivo Estadual”, sem obter resposta. O texto classifica a postura do governo como “o mais absoluto covarde silêncio” e aponta “completa indiferença aos servidores”.

Os delegados elencaram, na justificativa da Moção, uma série de contrastes que, na avaliação da categoria, evidenciam a opção política do governo:

  • O orçamento anual do Estado saltou de aproximadamente R$ 7 bilhões para mais de R$ 18,5 bilhões no período;
  • A alíquota do ICMS foi elevada em dois pontos percentuais, passando de 17,5% para 19,5%;
  • Os cargos comissionados na Casa Civil foram ampliados de 156 para mais de 560;
  • O salário do próprio governador foi reajustado de R$ 25.322,25 para R$ 35.462,22;
  • A realização de concursos emergenciais tornou-se regra, em detrimento dos concursos públicos regulares para Secretarias e Autarquias, o que, segundo a Moção, desestruturou o quadro de servidores do Estado.

O documento conclui afirmando que o governador deixa “um grande legado de desestruturação do Estado e completa indiferença aos Servidores Públicos”.

Próxima etapa: o Consenge

Com o encerramento do XVIII Coesenge, a delegação rondoniense agora se prepara para o 14° Consenge, que ocorrerá entre 26 e 29 de agosto de 2026. O congresso nacional deverá reunir sindicatos de engenheiros de todos os estados para debater temas como política salarial, regulamentação profissional, infraestrutura e o papel da engenharia no desenvolvimento nacional.

Via Media Press

Compartilhar

Faça um comentário