Bruno Scheid impugnado é o pedido da Procuradoria Regional Eleitoral
Bruno Scheid impugnado é o pedido da Procuradoria Regional Eleitoral
Dezessete pessoas já registraram suas candidaturas para as eleições de 2026 usando o nome “Bolsonaro” sem que este conste em seu registro civil, o que é proibido pela legislação eleitoral. Em São Paulo, o Ministério Público Eleitoral (MPE) tem tentado impedir os registros. Em Rondônia, um candidato a Senado está sendo acusado de fraude.
Bruno Scheid impugnado 2
O registro da candidatura de Bruno Scheid (PL) ao Senado Federal poderá ser impugnado pela justiça eleitoral se ele insistir em incorporar o sobrenome “Bolsonaro”. Para o MPE, a utilização de nome de urna que não integra o nome civil do candidato, além de comprometer a correta identificação do candidato perante o eleitorado, revela-se “potencialmente geradora desinformação, induzindo o eleitorado a erro”. No caso de Bruno, o uso indevido do sobrenome “Bolsonaro” configura “aparente prática de desinformação e fraude à legislação eleitoral, comprometendo a transparência, a boa-fé
e a igualdade de oportunidades entre os futuros candidatos nas Eleições 2026“, no entender da procuradoria.
Bruno Scheid impugnado 3
Bruno, que atuou como arrecadador de campanha para Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022, já havia sido denunciado à Justiça Eleitoral por irregularidade em propaganda eleitoral, pelo uso indevido do sobrenome Bolsonaro em redes sociais e em atos de pré-campanha. Ele chegou a ser multado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia e proibido de usar o sobrenome, decisão que depois foi revista porque o TRE entendeu que não tem tal competência.
Bruno Scheid impugnado 4
O MPE fez nova denúncia no mês passado, mas o pedido de liminar foi novamente rejeitado pelo TRE, que apontou que a utilização de sobrenome em referência a liderança política não configura, por si só, propaganda eleitoral irregular. A irregularidade se configuraria com o registro de nome de urna, o que aconteceu esta semana. Agora, o MPE diz que Bruno tem se utilizado do nome para “angariar proveito eleitoral ao transmitir, ao eleitorado em geral, que possui vínculos familiares com o ex-presidente Bolsonaro” e que não é conhecido como “Bruno Bolsonaro”, como faz crer.

