PGR conclui que não havia indícios de que o ex-presidente Jair Bolsonaro tivesse cometido os crimes de corrupção ativa

Publicado em: 21/08/2026 09:55
A Procuradoria-Geral da República concluiu que não havia indícios de que o ex-presidente Jair Bolsonaro tivesse cometido os crimes de corrupção ativa ou advocacia administrativa em um caso relacionado à CPI da Covid.
A manifestação da PGR foi considerada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, que determinou em julho de 2026 o arquivamento de uma notícia-crime apresentada contra Bolsonaro por uma suposta tentativa de interferir nos trabalhos da comissão.
O caso teve origem em uma conversa telefônica entre Bolsonaro e o senador Jorge Kajuru, divulgada em 2021. Durante o diálogo, o então presidente defendia que a CPI também investigasse possíveis irregularidades cometidas por governadores e prefeitos durante a pandemia.
Parlamentares que apresentaram a notícia-crime alegaram que Bolsonaro teria tentado pressionar Kajuru para alterar o foco das investigações e apontaram uma possível oferta de apoio político em troca dessa atuação.
A PGR, porém, teve entendimento diferente. Segundo o órgão, a conversa foi uma troca informal de opiniões e não apresentou elementos que demonstrassem uma oferta ou promessa de vantagem indevida ao senador. O parecer afirmou ainda não ser possível identificar propósito criminoso nas declarações de Bolsonaro.
Com base nessa manifestação, Nunes Marques arquivou o caso. O ministro destacou que cabe ao Ministério Público avaliar se existem elementos suficientes para iniciar uma investigação criminal.
A decisão, entretanto, refere-se especificamente à acusação de suposta interferência nos trabalhos da CPI. Ela não representa o arquivamento de todas as acusações feitas contra Bolsonaro no relatório final da comissão, cujo inquérito mais amplo permanece separado

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