“TAMBAQUI, INVESTIMENTOS E MILHAS: MARCOS ROCHA VIAJA O MUNDO, GASTA MILHÕES E RONDONIENSES COBRAM RESULTADOS”

GOVERNADOR DAS VIAGENS: MARCOS ROCHA JÁ TERIA CONSUMIDO MAIS DE R$ 5 MILHÕES EM DIÁRIAS E PASSADO 227 DIAS FORA DO BRASIL
Sob o argumento de “vender Rondônia para o mundo”, governador percorre países e leva comitiva; viagens internacionais incluem destinos na Ásia, Europa, Oriente Médio e América
Enquanto Rondônia enfrenta problemas históricos em áreas como saúde, infraestrutura e segurança, o governador Marcos Rocha (PSD) mantém uma intensa agenda de viagens nacionais e internacionais.
O argumento apresentado pelo governo para justificar parte dessas missões é conhecido: promover Rondônia no exterior, buscar investimentos e abrir mercados para produtos rondonienses, incluindo o tambaqui e outros produtos do agronegócio.
O problema é que a conta dessas viagens é paga pelo contribuinte.
Levantamentos e reportagens sobre as despesas do governador apontaram gastos milionários com viagens internacionais. Uma publicação de 2025 calculou que 22 viagens internacionais realizadas desde 2023 ultrapassavam R$ 4 milhões em diárias e passagens.
Já em 2026, o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) determinou que o governo divulgasse no Portal da Transparência as informações sobre diárias do governador e do vice-governador referentes a, no mínimo, cinco anos. O tribunal considerou que o sigilo genérico dessas despesas prejudicava a fiscalização e o controle social.
TAMBАQUI PARA O MUNDO — E A CONTA PARA O RONDONIENSE
Entre as justificativas utilizadas para as viagens está a tentativa de inserir produtos de Rondônia no mercado internacional.
O tambaqui aparece como um dos produtos apresentados pelo governo como potencial de exportação. A estratégia, em tese, é legítima: buscar compradores, investidores e novos mercados.
Mas fica a pergunta que precisa ser respondida ao contribuinte:
Quanto cada viagem custou e quanto efetivamente retornou para Rondônia em negócios, investimentos e empregos?
Não basta anunciar que Rondônia está sendo “vendida” para o mundo. É preciso mostrar quanto foi gasto, quais contratos foram fechados, quais investimentos foram efetivamente atraídos e quais resultados concretos chegaram ao produtor e à população.
227 DIAS FORA DO BRASIL
Segundo levantamento citado em reportagens sobre a agenda internacional do governador, Marcos Rocha teria acumulado 227 dias fora do Brasil durante o mandato.
A lista de destinos impressiona e inclui países como Estados Unidos, Israel, Peru, México, Coreia do Sul, Alemanha, China, Espanha, Chile, Portugal, Argentina, Bolívia, Japão e Azerbaijão, além de viagens para outros destinos internacionais.
A agenda internacional transformou o governador em um dos chefes de Executivo estaduais mais presentes em compromissos fora do país.
E justamente por isso surge outra pergunta:
Rondônia está ganhando na mesma proporção que o governador está viajando?
O GOVERNADOR VIAJA, MAS O RESULTADO PRECISA APARECER
Não há, em princípio, nada de errado em um governador viajar para representar o Estado, negociar investimentos ou participar de eventos internacionais.
O que precisa existir é transparência e prestação de contas.
A própria legislação estadual estabelece valores específicos para diárias. Atualmente, a tabela publicada pelo Governo de Rondônia prevê R$ 713 por diária nacional para governador e vice-governador e US$ 741 por diária internacional.
Quando uma viagem envolve governador, assessores e outros integrantes da comitiva, o custo total pode crescer significativamente.
Por isso, o cidadão tem o direito de saber:
Quem viajou? Quanto recebeu? Quanto custaram as passagens? Quem acompanhou o governador? Qual era a agenda? E qual foi o resultado concreto da missão?
PESQUISAS MOSTRAM DESGASTE, MAS CENÁRIO NÃO É UNÂNIME
A avaliação do governo também entrou no debate político de 2026.
Uma pesquisa Real Time Big Data divulgada em julho apontou 50% de desaprovação e 43% de aprovação à administração de Marcos Rocha.
Já uma pesquisa Quaest divulgada em agosto apresentou cenário diferente: 46% aprovam o governo, 34% desaprovam e 20% não souberam ou não responderam. Apesar disso, 45% disseram que Marcos Rocha não merece ser reeleito nem eleger um sucessor, enquanto 44% defenderam uma mudança total nos rumos do governo estadual.
Ou seja, os números mostram um governo politicamente desgastado e uma população dividida sobre a continuidade, mas não permitem afirmar, sem ressalvas, que se trata da “pior avaliação da história de Rondônia”.
A PERGUNTA QUE FICA
Marcos Rocha passou anos apresentando suas viagens como uma estratégia para colocar Rondônia no mapa dos grandes investimentos e conquistar novos mercados.
Agora, diante de gastos milionários e de uma agenda internacional extensa, a cobrança é simples:
QUANTO RONDÔNIA GANHOU COM TANTAS VIAGENS?
Porque viajar com dinheiro público pode até fazer parte das atribuições de um governador.
O que não pode viajar junto é a transparência.
E, quando a conta é paga pelo contribuinte, o cidadão tem todo o direito de perguntar: qual foi o resultado?
Fonte:www.ouropretoonline.com
