A UM MÊS DA ELEIÇÃO, PL DE RONDÔNIA TURBINA CAMPANHAS COM MILHÕES DO FUNDÃO ELEITORAL

A UM MÊS DA ELEIÇÃO, PL DE RONDÔNIA TURBINA CAMPANHAS COM MILHÕES DO FUNDÃO ELEITORAL
Dinheiro não parece ser problema para alguns candidatos do PL de Rondônia. A um mês das eleições, marcadas para 4 de outubro, a legenda vem despejando recursos do chamado Fundão Eleitoral em candidaturas que agora precisam transformar dinheiro em votos para conquistar uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Rondônia.
Entre os candidatos que aparecem abastecidos financeiramente está Ninho Testoni, pecuarista e empresário ligado ao agronegócio. Segundo os dados informados, o candidato recebeu R$ 300 mil da direção nacional do PL, além de R$ 100 mil do empresário Aparício Carvalho de Moraes, proprietário da FIMCA e pai da candidata ao Senado Mariana Carvalho e do deputado federal e candidato à reeleição Mauricio Carvalho.
Ninho Testoni também recebeu R$ 27.736,00 do próprio pai, o empresário e prefeito de Ouro Preto do Oeste, Alex Testoni, além de R$ 2 mil de Nilton Andrade dos Santos.
Somados os valores mencionados, Ninho já teria recebido R$ 429.736,00 dessas fontes.
Mas Ninho não seria o único candidato do PL a receber uma injeção robusta de recursos.
A vereadora de Jaru, Sol de Verão, aparece com R$ 510 mil destinados à campanha. O volume chama atenção justamente porque, segundo a avaliação política apresentada por setores locais, a candidatura enfrenta dificuldades para conquistar densidade eleitoral suficiente para chegar à Assembleia.
Outra candidatura que recebeu uma fatia generosa dos recursos é a da empresária Marlei Mezzomo, que possui sua principal base eleitoral em Ariquemes. Conforme os valores informados, ela já teria recebido R$ 400 mil, com a possibilidade de novos repasses nos próximos dias.
DINHEIRO TEM. FALTA SABER SE VAI VIRAR VOTO
O PL, ao que indicam os números apresentados, está apostando alto em determinadas candidaturas. A pergunta que fica é simples: todo esse dinheiro será suficiente para colocar esses nomes entre os 24 deputados estaduais eleitos?
Porque dinheiro de campanha compra estrutura, propaganda, material gráfico, impulsionamento, combustível e uma gigantesca máquina eleitoral. Mas não compra voto.
No fim das contas, quem decide é o eleitor.
Se mesmo com centenas de milhares de reais à disposição determinados candidatos não conseguirem alcançar votação suficiente, será necessário procurar a explicação em outro lugar: na capacidade de convencimento, na presença junto ao eleitor e na força política de cada candidatura.
O FAMOSO “FUNDO” QUE VEM DO BOLSO DO ELEITOR
O chamado Fundão Eleitoral é dinheiro público destinado ao financiamento das campanhas. Por isso, quando uma legenda distribui centenas de milhares de reais para uma candidatura, não se trata simplesmente de dinheiro surgido do nada.
É dinheiro público.
E justamente por isso deveria existir uma cobrança ainda maior da sociedade sobre como esses recursos são distribuídos e utilizados.
Enquanto alguns candidatos recebem centenas de milhares de reais para tentar conquistar uma cadeira na Assembleia, o cidadão comum continua enfrentando problemas básicos e cobrando respostas dos políticos.
No discurso de campanha, quase todos prometem que, se eleitos, irão melhorar a vida da população.
A questão é que, para muitos eleitores, fica a impressão de que primeiro vem a preocupação em melhorar a própria campanha, depois a situação dos aliados e, se sobrar espaço na agenda, aparece a promessa de melhorar a vida do povo.
24 CADEIRAS E UMA DISPUTA CARA
A disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Rondônia promete ser uma verdadeira guerra eleitoral.
E, pelo menos no quesito dinheiro, alguns candidatos do PL parecem estar chegando à reta final com munição de sobra.
Agora resta saber se toda essa estrutura financiada pelo dinheiro público será capaz de produzir aquilo que realmente interessa nas urnas:
VOTOS.
Porque, se o dinheiro não for suficiente para levar o candidato até a Assembleia, não será possível colocar a culpa na falta de recursos.
Dinheiro, aparentemente, não faltou.
A resposta estará nas urnas, no dia 4 de outubro.
Fonte:www.ouropretoonline.com
