AVIDA MT, maior associação de cannabis medicinal de Mato Grosso, amplia atendimento para diferentes cidades do estado

Considerada pela própria entidade a maior associação de cannabis medicinal de Mato Grosso, a AVIDA MT atende pacientes de diferentes cidades do estado e se tornou uma referência para famílias que buscam orientação, acolhimento e acesso responsável ao tratamento.
A atuação não está restrita à cidade onde a associação mantém sua sede. A AVIDA MT também recebe demandas de pacientes que vivem em outros municípios, inclusive em localidades afastadas dos principais centros urbanos, onde o acesso a profissionais capacitados e serviços especializados pode ser mais difícil.
Para Agner Soares, representante da AVIDA MT, a extensão territorial de Mato Grosso torna a atuação da associação ainda mais importante.
“A AVIDA MT atende pacientes de diferentes cidades. Muitas famílias chegam até nós porque não encontram orientação ou acompanhamento especializado em seus municípios. Como maior associação do estado, temos a responsabilidade de acolher essas pessoas e contribuir para que o tratamento seja realizado com informação, segurança e acompanhamento”, afirma Agner.
Segundo ele, morar no interior não pode significar ter menos acesso à saúde.
A ampliação dos mecanismos de controle e rastreabilidade dos produtos à base de cannabis pode representar um avanço para a segurança dos pacientes, mas também traz desafios técnicos e financeiros para as associações. Em Mato Grosso, onde as grandes distâncias dificultam o acesso a profissionais e serviços especializados, a preocupação é impedir que as novas exigências provoquem aumento de custos ou interrupção de tratamentos.
Para Agner Soares, representante da AVIDA MT, associação que atua no acolhimento e na defesa do acesso responsável à cannabis medicinal, a regulamentação deve alcançar dois objetivos inseparáveis: ampliar a segurança e preservar o cuidado dos pacientes.
“Defendemos rastreabilidade, controle de qualidade e transparência. O que não podemos admitir é que a adaptação às novas exigências torne o tratamento inacessível ou deixe famílias sem acompanhamento. Segurança e acesso precisam avançar juntos”, afirma Agner.
Distância também interfere no tratamento
Em Mato Grosso, as dimensões territoriais e a concentração de profissionais nos maiores centros urbanos tornam a jornada do paciente mais difícil. Dependendo da cidade onde mora, uma família pode precisar enfrentar deslocamentos, despesas com consultas e dificuldades para manter o acompanhamento regular.
Segundo Agner, o problema vai além da aquisição do produto.
“O paciente precisa encontrar um profissional capacitado, receber orientação, ter acesso a um produto seguro e voltar para o acompanhamento. Para quem vive distante dos grandes centros, cada uma dessas etapas pode significar viagem, custo e tempo. Quando a família não consegue manter essa estrutura, existe o risco de descontinuidade”, explica.
A AVIDA MT defende que a discussão sobre cannabis medicinal considere as desigualdades regionais. Uma regra que parece simples para instituições localizadas nas capitais pode ser mais difícil de implementar em cidades com menor oferta de serviços, laboratórios e profissionais especializados.
Rastreabilidade deve proteger o paciente
Na prática, rastreabilidade significa registrar e acompanhar as diferentes etapas relacionadas ao produto: origem, composição, análise laboratorial, identificação de lote, armazenamento, dispensação e monitoramento do paciente.
Para Agner, esse controle precisa produzir resultados concretos.
“Rastreabilidade não pode ser apenas uma palavra técnica ou um conjunto de papéis. Ela precisa permitir que a associação e o paciente saibam a origem do produto, sua composição, como foi armazenado e quais controles foram realizados. Se surgir qualquer problema, deve ser possível identificar o lote e tomar providências rapidamente”, ressalta.
A implementação desses procedimentos, porém, demanda estrutura. As associações podem precisar ampliar equipes, contratar responsáveis técnicos, organizar sistemas de registro, realizar análises laboratoriais e criar protocolos de acompanhamento. “Tudo isso tem um custo. Por isso, é necessário discutir assistência técnica, prazos de adaptação e formas de apoio. Se cada exigência for simplesmente repassada ao paciente, corremos o risco de construir um modelo seguro no papel, mas inacessível para muitas famílias”, alerta Agner.
Associações podem contribuir com evidências
Além de acolher pacientes, as associações acompanham dificuldades que muitas vezes não aparecem nas estatísticas oficiais. São informações sobre acesso, continuidade do tratamento, deslocamento, custos, adesão e obstáculos enfrentados pelas famílias.
Quando reunidos com critérios técnicos e proteção dos dados pessoais, esses registros podem contribuir para pesquisas e políticas públicas. “As associações conhecem a realidade de quem está na ponta. Sabemos onde o acesso falha, por que algumas famílias interrompem o acompanhamento e quais obstáculos aparecem fora dos grandes centros. Essa experiência pode ajudar o poder público a construir políticas mais próximas da realidade”, afirma.
Agner destaca que essa contribuição não substitui estudos clínicos, fiscalização sanitária ou atuação dos profissionais de saúde. O objetivo é integrar a experiência dos pacientes à produção de conhecimento e ao planejamento público. “Não queremos substituir a ciência nem os órgãos responsáveis. Queremos participar do diálogo, colaborar com dados e mostrar o que acontece na vida real. Uma política pública responsável precisa ouvir pesquisadores, profissionais, autoridades sanitárias, associações e, principalmente, os pacientes”, completa.
Transição precisa preservar o cuidado
A principal preocupação da AVIDA MT é garantir que qualquer mudança seja implementada de maneira gradual, tecnicamente orientada e compatível com a capacidade financeira das instituições e das famílias.
A entidade defende regras claras, prazos possíveis de cumprir, capacitação de profissionais e diálogo permanente com autoridades sanitárias, universidades, pesquisadores e gestores públicos. “Existem pacientes que não podem simplesmente esperar enquanto as instituições tentam compreender e cumprir novas obrigações. A adaptação precisa acontecer, mas com planejamento e responsabilidade. O tratamento e o acompanhamento não podem ser interrompidos no meio do processo”, diz Agner.
Para a AVIDA MT, o debate não deve se limitar à produção. Também precisa abordar formação profissional, assistência farmacêutica, acompanhamento clínico, pesquisa, proteção de dados e acesso no interior do estado.
Cannabis medicinal exige acompanhamento
A associação ressalta que a cannabis medicinal não deve ser apresentada como promessa de cura ou solução automática para diferentes problemas de saúde. A indicação precisa ser individualizada, realizada por profissional habilitado e acompanhada de forma contínua. “Cada paciente possui uma condição, uma história clínica e necessidades diferentes. Nosso papel é defender informação responsável, acompanhamento profissional e acesso seguro. Não existe espaço para automedicação nem para promessas que não possam ser sustentadas”, reforça Agner.
Para ele, a regulamentação responsável será aquela capaz de aumentar o controle sem afastar os pacientes.
“O sucesso das novas regras não será medido apenas pela quantidade de documentos produzidos. Precisará ser medido pela segurança, pela qualidade e pela capacidade de manter os pacientes assistidos. A finalidade de toda regulamentação deve ser proteger pessoas”, conclui.
Sobre a AVIDA MT
A AVIDA MT é uma associação de Mato Grosso voltada ao acolhimento, à orientação e à defesa do acesso responsável à cannabis medicinal. A entidade atua para ampliar o diálogo entre pacientes, famílias, profissionais, pesquisadores e poder público.
Via Verde360

