Gilmar Mendes que se intitula a pessoa mais limpa agora quer intervir no TSE

Publicado em: 21/09/2026 09:52

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou neste sábado (19) que a politização da Justiça Eleitoral representa um risco para as eleições de 2026 e sugeriu que magistrados que utilizam seus cargos para promover interesses partidários avaliem sua permanência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em publicação na rede social X, Gilmar declarou que o principal risco à Justiça Eleitoral pode vir de dentro da própria instituição. Segundo ele, partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar possíveis situações de parcialidade e questionar a atuação de magistrados quando houver fundamentos para isso.

A manifestação ocorreu dias após um confronto público entre Gilmar Mendes e André Mendonça, vice-presidente do TSE, durante uma sessão do Supremo.

Na ocasião, Gilmar acusou Mendonça de agir com motivação político-eleitoral ao retirar o sigilo de um procedimento envolvendo mensagens entre Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

Mendonça rejeitou a acusação e afirmou que a retirada do sigilo ocorreu por meio de uma decisão fundamentada, negando ter utilizado o Supremo para fins eleitorais.

Gilmar também afirmou que o STF continuará supervisionando o processo eleitoral e poderá intervir quando considerar necessário preservar a Constituição e os precedentes da Corte.

Apesar das declarações, o ministro não anunciou formalmente um pedido de afastamento de integrantes do TSE em sua publicação.

Fonte: Poder360, 19 de setembro de 2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki morreu em 19 de janeiro de 2017, aos 68 anos, em um acidente aéreo em Paraty, no Rio de Janeiro, quando era responsável pela relatoria da Operação Lava Jato na Corte.

Na época, o magistrado conduzia investigações envolvendo autoridades com foro privilegiado, incluindo procedimentos relacionados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à ex-presidente Dilma Rousseff e a outros integrantes do PT.

Em 2016, Teori recebeu investigações e interceptações telefônicas que envolviam Lula, Dilma e o então ministro Jaques Wagner. O magistrado também analisou pedidos da Procuradoria-Geral da República para investigar políticos citados em suspeitas de corrupção na Petrobras.

Pouco antes de morrer, Zavascki trabalhava na análise dos acordos de delação premiada de executivos da Odebrecht, que poderiam trazer novos desdobramentos às investigações envolvendo políticos de diferentes partidos.

Sua morte provocou grande repercussão nacional e levantou questionamentos sobre a continuidade da Lava Jato no Supremo.

Entretanto, as investigações sobre o acidente não encontraram evidências de sabotagem. O relatório divulgado pelo Cenipa em janeiro de 2018 apontou fatores como condições meteorológicas adversas, baixa visibilidade e desorientação espacial do piloto.

Fonte: Agência Brasil, Estado de Minas, Correio Braziliense e Cenipa.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou neste domingo (20) que algumas críticas publicadas pela imprensa sobre sua atuação na Corte revelam, segundo ele, “preconceito regional, de matriz racista”.

Dino afirmou que percebe um “ódio” à sua origem maranhense e citou expressões usadas em textos publicados recentemente, como “jurista de província”, “pessoa destituída de qualquer qualificação” e “oratória grandiloquente de província”.

A manifestação ocorreu após críticas à atuação do ministro em sessões recentes do STF, inclusive às referências que ele fez a Aristóteles e outros pensadores durante debates na Corte.

Dino também defendeu sua formação acadêmica e afirmou que estudou Aristóteles na Universidade Federal do Maranhão. Segundo ele, continuará utilizando em seus votos e manifestações as referências que considerar pertinentes.

O ministro reconheceu que, por ocupar uma função pública, está sujeito a críticas, mas afirmou que também considera seu dever apontar quando entende que determinadas expressões ultrapassam os limites do debate e ofendem “as leis, a dignidade e a decência”.

A classificação das críticas como preconceito regional e de matriz racista, porém, é a interpretação apresentada pelo próprio Dino sobre os textos e comentários que mencionou

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