Gilmar Mendes quer suspender o julgamento do colega Alexandre de Moraes
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou uma Questão de Ordem para pedir a suspensão do julgamento referente ao caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o antigo Banco Master. O decano defendeu que a Corte interrompa as análises até que sejam oficialmente identificados todos os magistrados do tribunal eventualmente citados nas mensagens do empresário Daniel Vorcaro.
Segundo Gilmar, é necessário mapear a extensão de todas as citações a membros do tribunal contidas no material da Polícia Federal antes que o plenário tome novas decisões ou delibere sobre a PGR e o relator do processo. A iniciativa de Gilmar Mendes adiciona um novo desdobramento à crise interna enfrentada pelo Supremo, paralisando o andamento das discussões sobre o tema. ACESSE BACCINOTICIAS.COM.BR

O ministro também criticou Flávio Bolsonaro (PL) por ter apresentado uma notícia-crime contra George Marques, coordenador-geral de Estratégia da Secom, e pedido a prisão preventiva do servidor após o compartilhamento de uma publicação relacionada ao caso. “Há outro fator grave: Flávio Bolsonaro pediu a prisão de um trabalhador que, por sinal, é católico, por conta de um simples retuíte relacionado ao caso de Nossa Senhora Aparecida”, afirmou Guimarães. Ao final, declarou: “Perseguição religiosa, censura e ditadura, nunca mais!”.
A polêmica começou após circular a informação falsa de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A história resgatou um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli, que foi rejeitado e arquivado em 2008. Flávio negou qualquer intenção de alterar o título da santa e acusou adversários políticos de espalharem a informação. ACESSE BACCINOTICIAS.COM.BR

A tensão aumentou após o ministro André Mendonça determinar o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. A medida foi posteriormente suspensa pelo presidente do STF, Edson Fachin, permitindo que ambos permanecessem nos cargos.
Wellington César também tem sido criticado por integrantes do PT e do governo, que cobram uma atuação mais firme na articulação entre a PF, o Palácio do Planalto e o Supremo. O ministro participou de reuniões com Fachin e com o advogado-geral da União, Jorge Messias, na tentativa de reduzir as tensões. ACESSE BACCINOTICIAS.COM.BR
