Biometria da Justiça Eleitoral identifica um baiano com 11 inscrições eleitorais
Uma análise de dados biométricos da Justiça Eleitoral identificou na Bahia um caso em que uma mesma pessoa estava vinculada a 11 inscrições eleitorais, com diferentes informações de identificação. A ocorrência foi analisada pela Corregedoria Regional Eleitoral e resultou na determinação de cancelamento dos registros considerados irregulares. A decisão foi publicada em setembro no Diário da Justiça Eletrônico do TRE-BA.
Segundo as informações do processo, o cruzamento biométrico encontrou coincidências entre cadastros existentes em diferentes zonas eleitorais. A apuração concluiu que as inscrições pertenciam à mesma pessoa, embora tivessem sido utilizados dados biográficos diferentes, incluindo nome, filiação e data de nascimento. A decisão apontou ainda indícios de utilização de documentos falsificados nos diferentes alistamentos.
A Corregedoria determinou que as inscrições irregulares fossem canceladas e que o registro eleitoral mais antigo fosse preservado. Também ordenou providências nos cadernos de votação para impedir que os cadastros ainda não atualizados produzissem efeitos durante as eleições de 2026. O Ministério Público Eleitoral foi comunicado para avaliar eventual prática de ilícito penal eleitoral.
O episódio mostra uma das funções do sistema biométrico: localizar duplicidades e pluralidades no Cadastro Eleitoral por meio do cruzamento das impressões digitais e de outros dados. O caso, porém, não significa que a pessoa tenha efetivamente votado 11 vezes; o que foi identificado foram 11 inscrições atribuídas à mesma pessoa, posteriormente submetidas às medidas de cancelamento determinadas pela Justiça Eleitoral.
E você, o que achou desse caso identificado pela biometria na Bahia?

Após Alexandre de Moraes autorizar a progressão de regime de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, para o semiaberto, o deputado Nikolas Ferreira rejeitou qualquer possibilidade de acordo com o ministro do STF.
Apesar da decisão, Débora continuará em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica. A progressão foi concedida após o reconhecimento de dias de remição por trabalho, leitura e aprovação no Enem.
Questionado sobre uma possível sinalização de Moraes, Nikolas foi direto: “Não adianta o Alexandre de Moraes fazer nenhum aceno agora, que a gente vai impichar ele com o novo Senado. Isso não tem negociação. É inegociável.”
Assim, o deputado deixou claro que, na posição que declarou, a progressão concedida a Débora não altera sua defesa do impeachment de Moraes.

Em entrevista, o parlamentar também fez uma declaração de forte tom político ao comentar o cenário nacional e afirmou: “Vamos varrer o PT do Brasil, assim como varremos Marina e Tebet de São Paulo.”
A fala ocorre após o resultado das eleições em São Paulo, que terminou com Derrite e André do Prado eleitos para as duas vagas ao Senado. Marina Silva e Simone Tebet ficaram fora da nova composição da bancada paulista.
A declaração de Derrite reforça o tom de oposição ao PT que marcou sua campanha e sinaliza que o novo senador pretende levar ao Congresso uma atuação marcada por forte posicionamento político
