Aos 21 anos eleita pelo PT deputada federal por MG se diz católica e favorável ao aborto

Publicado em: 07/10/2026 17:50

Ana Elisa Santos Silva, do PT, foi eleita deputada federal por Minas Gerais aos 21 anos. Natural de Divinópolis, a jovem recebeu 524.216 votos e se tornou a deputada federal mais jovem já eleita pelo estado. Estado de Minas


Conhecida pela atuação nas redes sociais, Ana Elisa produz conteúdo sobre política, direitos sociais, feminismo, racismo e educação pública. Ela também defende pautas como o fim da escala 6×1 e políticas voltadas aos direitos dos trabalhadores. Estado de Minas
A publicação que circula nas redes afirma que a nova deputada é católica e favorável ao aborto, o que gerou repercussão. Essa informação específica, porém, não consegui confirmar em uma fonte independente.
Fonte: Exame, Estado de Minas e dados do TSE.

Nas redes sociais, circulam discursos de que o voto em Lula representaria uma defesa dos direitos das mulheres. Ao mesmo tempo, críticos questionam a coerência desse argumento diante do histórico de aproximação diplomática do presidente brasileiro com o Irã.

Em 2009, durante visita do então presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil, Lula afirmou oficialmente: “Reconhecemos o direito do Irã de desenvolver seu programa nuclear para fins pacíficos” e defendeu o diálogo com o governo iraniano para solucionar a questão nuclear. Anos depois, Lula voltou a citar positivamente o acordo negociado pelo Brasil e pela Turquia com Ahmadinejad sobre o enriquecimento de urânio.

Isso, porém, é diferente de afirmar que Lula tenha declarado apoio a todas as políticas do regime iraniano. Inclusive, em 2025, o próprio Lula afirmou na ONU que a violência contra as mulheres é uma ameaça à democracia.

A situação das mulheres no Irã é documentadamente grave. A Human Rights Watch relata discriminação em casamento, divórcio, herança e guarda dos filhos, além da imposição do hijab, vigilância, prisões e outras punições contra mulheres que desafiam as regras. A ONU também pediu ao governo iraniano que revogue as normas de uso obrigatório do hijab e cesse a violência associada à sua aplicação.

Fontes: Ministério das Relações Exteriores;

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