Jaime Gazola, Joliane Fúria e Sofia Andrade ainda são “cabaços” não esperem muita coisas deles em Brasília
Levando em conta
Se for levado em conta a onda conservadora crescente no País, mais os apoios manifestados pelos demais presidenciáveis que ficaram no meio do caminho na eleição de 4 de outubro, e que nada cola no candidato Flávio Bolsonaro e que tudo está colando em Lula, a alternância de poder entre petistas e bolsonaristas será sacramentada neste segundo turno. O desafio de Lula reverter esta situação desfavorável é enorme, mesmo Lula sendo macaco velho em eleições presidenciais, com o couro curtido diante de embates com Fernando Color, Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin, José Serra e mais recentemente com Jair Bolsonaro.
Em Rondônia
Em Rondônia, onde Flávio Bolsonaro venceu Lula nos 52 municípios, um caso único no País, a situação de Lula tende se agravar. O presidenciável petista sempre perdeu no estado nos embates que teve com os tucanos e na eleição recente foi demolido por Flavio Bolsonaro. O PT e os demais partidos de esquerda não têm lideranças expressivas em Rondônia para tentar reverter este quadro ainda mais que escolheu um candidato a governador por aqui considerado um estranho no ninho e participando de um esquema criado pelo ex-senador Expedito Junior –que nunca foi petista na vida –apoiando dois candidatos, seu próprio filho e o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria.
País polarizado
Mas num País polarizado como o Brasil, não pode ser descartada alguma reviravolta na peleja presidencial. Não apenas pelo fato de Lula ser uma raposa – mas que falhou muito nas articulações no primeiro turno – mas pelo fato de que encontra forte apoio na classe operária, de estudantes, professores, negros e pardos, dos GLTBs e de uma militância ainda aguerrida na esquerda. Aumentar a diferença, com relação ao primeiro turno no Nordeste onde é sua praia e equilibrar as forças nos principais colégios eleitorais do País onde levou pau, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, é seu maior desafio.
Bancada federal
Não podemos contar muito com a bancada federal de Rondônia para reverter causas importantes como a do brutal pedagiamento da BR-364 e do extorsivo preço das passagens aéreas. Em primeiro lugar, porque a maioria dos deputados federais foram frouxos e bananas perante as bandeiras rondonienses.Muitos foram reeleitos e deles não se pode esperar muito mesmo porque só pensam nos seus próprios umbigos, além de não ter compromissos com os rondonienses. Os novos eleitos, Jaime Gazola, Joliane Fúria e Sofia Andrade ainda são “cabaços” (a expressão em Rondônia designa pessoas inexperientes) e ainda vão demorar para aprende lidar com as raposas do Congresso. Estamos fritos.
Mais cascudos
A grande verdade é que Rondônia precisa de parlamentares mais cascudos no Congresso Nacional para enfrentar as outras bancadas na captação de recursos para nosso estado. O que esperar de um senador Bagatolli, que só ocupa espaço físico no Congresso? De Fernando Máximo, aquele do escândalo da compra de um hospital, e que pertence a atual bancada federal que fraquejou tanto nos embates do pedagiamento e do cruel aumento das passagens aéreas? De um Bruno Scheidt, um milionário que só pensa nos seus próprios negócios e que pode fazer do cargo mais uma barganha nas suas atividades? Pois é, fico torcendo para que estas expectativas sejam desmentidas nos próximos anos, afinal todos estamos todos no mesmo barco.
Via Direta
*** Diante dos resultados das eleições para Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, onde os atuais parlamentares foram majoritariamente reeleitos, se conclui que o povo rondoniense está satisfeito com o desempenho deles, como o caos na saúde, na educação e na segurança pública *** Não é coisa de se espantar porque os governadores reeleitos, Ivo Cassol, Confúcio Moura e Marcos Rocha foram reeleitos com a saúde e a segurança pública colapsadas *** E acreditava-se que Porto Velho não era tão bolsonarista assim. As urnas mostraram o contrário e o candidato do segmento Marcos Rogerio fez barba, cabelo e bigode, num reduto onde se acredita que o centro e a a centro esquerda tinham algum espaço.
Por Carlos Sperança

