MPRO INVESTIGA DENÚNCIA DE POSSÍVEL SERVIDORA FANTASMA NA GERÊNCIA REGIONAL DE SAÚDE DE JI-PARANÁ

Publicado em: 20/10/2026 15:22

MPRO INVESTIGA DENÚNCIA DE POSSÍVEL SERVIDORA FANTASMA NA GERÊNCIA REGIONAL DE SAÚDE DE JI-PARANÁ

Procedimento preparatório apura suspeita de recebimento de salários sem efetivo exercício das funções; chefe da unidade afirma que a servidora não integra o quadro de recursos humanos da gerência.

O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio da 8ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ji-Paraná, instaurou um procedimento preparatório para apurar uma denúncia de supostas irregularidades envolvendo uma servidora da área da saúde que, conforme o relato apresentado ao órgão ministerial, estaria lotada na Gerência Regional de Saúde, com sede em Ji-Paraná.

De acordo com o Extrato de Portaria nº 000024/2026 – 8ª PJ – JPA, referente à Portaria de Instauração nº 000051 e ao Procedimento Preparatório nº 2026.0002.012.73077, o Ministério Público busca averiguar uma denúncia envolvendo a servidora R. L. Lenk.

Segundo o teor do documento, a denúncia aponta que a servidora supostamente receberia seus vencimentos sem exercer efetivamente suas atividades funcionais. O relato também questiona sua alegada lotação em regime de home office, em um setor que, conforme a denúncia, seria incompatível com sua qualificação profissional.

É importante destacar que a instauração do procedimento tem como finalidade esclarecer os fatos. Portanto, as alegações ainda dependem de apuração, e a existência da investigação não significa que as irregularidades tenham sido comprovadas.

CHEFE DA GERÊNCIA REGIONAL DE SAÚDE SE MANIFESTA

Em contato com a reportagem do portal Ouro Preto Online, o chefe da Gerência Regional de Saúde de Ji-Paraná, Roni Matos, que está à frente do cargo há aproximadamente cinco meses, apresentou esclarecimentos sobre o caso.

Segundo Roni Matos, a servidora mencionada na denúncia não integra o quadro de recursos humanos da Gerência Regional de Saúde. Ele também afirmou que a modalidade de trabalho em regime de home office não se aplica à servidora, uma vez que, segundo ele, ela não possui a qualificação profissional exigida para o exercício do cargo em questão.

O chefe da unidade informou, ainda, que já apresentou resposta documental à recomendação do Ministério Público e ressaltou que sua gestão busca preservar a transparência nas ações desenvolvidas pela Gerência Regional de Saúde.

MPRO DEVERÁ ESCLARECER OS FATOS

A apuração conduzida pela 8ª Promotoria de Justiça de Ji-Paraná deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias da denúncia, incluindo as informações relativas à lotação funcional, ao eventual exercício das atividades e às condições de pagamento dos vencimentos mencionados no procedimento.

O caso chama a atenção para a importância da transparência na administração pública e da fiscalização do cumprimento das obrigações funcionais por agentes públicos.

O desfecho dependerá dos elementos reunidos durante a investigação e das informações prestadas pelos envolvidos e pelos órgãos competentes.

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