Rondônia chega ao segundo turno com força eleitoral e pode ampliar seu peso na disputa pela Presidência

Publicado em: 21/10/2026 16:18

Rondonoticias.com.br

Na votação de 4 de outubro, Flávio Bolsonaro (PL) conquistou 652.988 votos, correspondentes a 67,45% dos votos válidos…

 

imagem ia/rondonoticias

PORTO VELHO – RO – Com mais de 1,2 milhão de eleitores aptos a votar e uma vantagem superior a 400 mil votos para Flávio Bolsonaro no primeiro turno, Rondônia chega às urnas neste domingo, 25 de outubro, com uma posição bem definida no cenário político nacional. O Estado, que demonstrou expressiva identificação com o bolsonarismo, terá novamente a oportunidade de fazer sua voz ser ouvida na escolha do próximo presidente da República.

 

 

Embora não esteja entre os maiores colégios eleitorais do Brasil, Rondônia demonstrou, no primeiro turno, uma concentração de votos capaz de produzir uma vantagem regional expressiva para um dos candidatos. O resultado tornou o Estado uma referência importante para compreender o comportamento do eleitorado conservador na Região Norte.

Na votação de 4 de outubro, Flávio Bolsonaro (PL) conquistou 652.988 votos, correspondentes a 67,45% dos votos válidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 250.667 votos, equivalentes a 25,89%. Foram 402.321 votos de diferença, uma distância de 41,56 pontos percentuais entre os dois concorrentes.

 

A dimensão desse resultado ajuda a explicar a importância política de Rondônia na disputa presidencial. Em uma eleição nacional decidida pela soma dos votos de todos os estados, diferenças expressivas obtidas em determinados colégios eleitorais podem contribuir significativamente para o desempenho de cada candidatura.

O eleitorado rondoniense também chega ao segundo turno depois de uma eleição estadual marcada pelo fortalecimento do Partido Liberal, que elegeu Marcos Rogério governador ainda no primeiro turno. A convergência entre os resultados para o governo estadual e a Presidência revela a presença de uma base eleitoral conservadora com grande expressão no Estado.

 

 

Mas a importância de Rondônia neste domingo não se resume aos números registrados no início do mês. A participação dos eleitores será decisiva para determinar o tamanho da contribuição do Estado ao resultado nacional. A mobilização política, o comparecimento às urnas e o comportamento dos eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno entram agora no centro das atenções.

Outro fator relevante é a abstenção. Em uma disputa restrita a dois candidatos, a presença ou ausência de milhares de eleitores pode alterar a diferença de votos registrada anteriormente. Por isso, o comparecimento às seções eleitorais será um dos indicadores mais importantes da votação de domingo.

 

 

Rondônia também terá a oportunidade de demonstrar que seu peso político não deve ser medido exclusivamente pelo tamanho de sua população. O Estado possui demandas históricas nas áreas de infraestrutura, saúde, segurança pública, desenvolvimento econômico e integração com o restante do país. São questões que ultrapassam as disputas partidárias e que exigirão atenção do presidente eleito, independentemente de quem vencer.

O segundo turno será realizado neste domingo, 25 de outubro, das 7h às 16h, pelo horário de Rondônia. A Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores consultem antecipadamente seus locais de votação, diante da possibilidade de alterações de endereço em algumas seções.

A disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula chega, portanto, à reta final com Rondônia ocupando um espaço politicamente relevante no mapa eleitoral brasileiro. A votação de domingo mostrará se a expressiva diferença registrada no primeiro turno será mantida, ampliada ou reduzida.

O que estará em jogo não será apenas a preferência dos rondonienses por um dos dois candidatos, mas também a dimensão da participação de Rondônia na decisão que definirá os rumos políticos do Brasil pelos próximos quatro anos. O Estado tem pouco mais de um milhão de votos potenciais, mas sua manifestação nas urnas terá o mesmo valor democrático de qualquer outro lugar do país. No domingo, Rondônia voltará a falar pelas urnas — e o Brasil conhecerá o tamanho dessa voz.

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