Bolívia prepara envio de 250 policiais para a fronteira com o Brasil e negocia com os Estados Unidos a criação de duas unidades de elite
A Bolívia anunciou o envio de 250 policiais para áreas de fronteira com o Brasil e abriu negociações com os Estados Unidos para organizar duas unidades de elite em regiões próximas ao território brasileiro.
O anúncio foi feito durante o lançamento do plano Frontera Segura 2.0, em Santa Cruz, no dia 21 de outubro.
O governo boliviano pretende ampliar a presença policial em pontos usados por organizações criminosas transnacionais. Veículos locais noticiaram a destinação de 250 agentes às fronteiras, enquanto o Ministério de Governo confirmou a apresentação de 230 policiais jovens e especializados em Santa Cruz.
Os números se referem aos anúncios de deslocamento e ao grupo oficialmente apresentado na cerimônia.
O ministro Marco Antonio Oviedo também informou que negocia cooperação norte-americana para estruturar um grupo especializado em Santa Cruz e outro no departamento de Beni.
Essa iniciativa se soma ao plano de segurança que a Bolívia já havia anunciado em parceria com o Brasil.
O comandante-geral da Polícia Boliviana, Adrián Álvarez, apresentou a nova etapa na praça 24 de Setembro, no centro de Santa Cruz. Segundo o jornal El Diario e a emissora Red Uno, 250 agentes capacitados serão destinados a diferentes áreas fronteiriças com o Brasil.
Já o comunicado oficial do Ministério de Governo registra a incorporação de 230 policiais que concluíram treinamento especializado.
A pasta anunciou novos contingentes a cada 45 dias, com o objetivo de manter pessoal nas áreas de atuação e reforçar o policiamento de Santa Cruz.
Entre os agentes apresentados estão oficiais jovens e sargentos treinados para enfrentar redes de criminalidade organizada.
As autoridades ainda devem detalhar como se dará a distribuição do efetivo anunciado para os pontos fronteiriços.
O programa concentra ações em três departamentos bolivianos que fazem fronteira com o Brasil: Santa Cruz, Beni e Pando.
Segundo o comando policial, os três eixos são a presença permanente do Estado, o controle territorial e a proteção das comunidades afetadas pela violência.
Entre as localidades citadas pelas autoridades na primeira fase da iniciativa estão Cobija, Guayaramerín, San Matías e Puerto Suárez.
São pontos de passagem para o território brasileiro e aparecem nos planos anunciados por La Paz para monitorar atividades criminosas e ampliar a resposta das forças de segurança.
A Polícia Boliviana também informou que as patrulhas do Frontera Segura 2.0 envolvem atuação conjunta com as Forças Armadas do país.
O comando anunciou planos de usar drones e ferramentas de inteligência artificial no monitoramento das operações.
Estados Unidos negociam apoio a duas unidades policiais de elite…![]()
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O ministro de Governo, Marco Antonio Oviedo, afirmou que já ocorreram conversas com representantes da cooperação norte-americana para criar uma unidade policial especializada em Santa Cruz. Outra está prevista para o departamento de Beni.
As equipes planejadas deverão atuar contra organizações que o governo boliviano classifica como ligadas ao narcoterrorismo. O apoio discutido envolve a estruturação de unidades da própria Polícia Boliviana, cuja implantação continua em fase de negociação.
Para Oviedo, a ofensiva exige equipamentos, logística e recursos das autoridades locais. O ministro reconheceu limitações no efetivo disponível e cobrou cooperação dos governos departamentais e municipais para ampliar a capacidade policial.
Durante a cerimônia, Adrián Álvarez afirmou que a polícia identificou e deteve 65 integrantes de alto escalão de organizações criminosas transnacionais em 45 dias, com expulsão de parte dos detidos para seus países de origem. O número integra o balanço apresentado pelas autoridades bolivianas.
O comandante também relatou a captura, em San Ignacio de Velasco, de uma célula ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa brasileira. O Ministério de Governo incluiu essa ocorrência entre os resultados das ações de segurança na região fronteiriça.
O lançamento da segunda etapa ocorreu após episódios de violência em Santa Cruz, incluindo homicídios registrados em municípios próximos. A governadora em exercício, Paola Aguirre, cobrou mais policiais e equipamentos e relatou quase 13 mil denúncias de crimes graves em seis meses, segundo dados apresentados por ela na cerimônia.
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Fonte: Sociedade Militar
