Partido Novo foi a única legenda a contestar publicamente o resultado das eleições presidenciais de 2026

Publicado em: 30/10/2026 11:07

O Partido Novo foi a única legenda a contestar publicamente o resultado das eleições presidenciais de 2026, que confirmaram a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (29), enquanto a maioria dos partidos reconheceu a vitória do petista, o Novo adotou uma posição contrária e anunciou que buscará na Justiça Eleitoral a cassação da chapa vencedora.

O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que o resultado das eleições seria a prova de que o Brasil “não é uma democracia”. O dirigente acusou o PT de utilizar a máquina pública e o Supremo Tribunal Federal (STF) para permanecer no poder. Ribeiro também declarou que a legenda apresentou três ações judiciais pedindo a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin. As acusações representam a posição do partido e ainda dependem de análise judicial.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%. O resultado foi anunciado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Mesmo partidos que apoiaram Flávio Bolsonaro, como PL, União Brasil, Republicanos e Podemos, reconheceram oficialmente o resultado das urnas.

Até está quinta-feira (29), cinco legendas — Progressistas, Agir, Mobiliza, Solidariedade e PRD — ainda não haviam se manifestado publicamente sobre a reeleição. O Novo, por sua vez, foi o único partido identificado no levantamento que manifestou contestação explícita ao resultado. Apesar dos questionamentos, a Justiça Eleitoral mantém a vitória de Lula oficialmente proclamada, sem decisão que altere o resultado.

Fontes: Times Brasil/CNBC, Terra, Metrópoles, Exame e Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Uma denúncia divulgada nesta quinta-feira (29) pelo portal Informe Baiano trouxe novos elementos à polêmica envolvendo o transporte público de Salvador durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Áudios atribuídos a Fábio Primo, presidente interino do Sindicato dos Rodoviários, revelam uma mobilização organizada de integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) para colocar adesivos eleitorais em ônibus que circulariam no dia da votação.

Nas gravações, o sindicalista distribui responsabilidades entre equipes, orienta a atuação nas garagens e determina que os adesivos sejam colocados prioritariamente nos veículos que entrariam em circulação. A revelação ganhou repercussão porque, no dia da eleição, ônibus ficaram retidos nas garagens, enquanto a Prefeitura de Salvador alegava que a retirada de propaganda eleitoral irregular havia provocado atrasos no transporte.

Após a divulgação, o Informe Baiano publicou um comentário atribuído a Fábio Primo no qual ele defende seu direito de manifestação política. O Sindicato dos Rodoviários, por sua vez, negou responsabilidade pela retenção dos ônibus. Já o Procon-BA informou ter encontrado 944 veículos parados em nove garagens, mas afirmou não ter constatado adesivação generalizada que justificasse a paralisação da frota.

O episódio levanta questionamentos sobre quem autorizou a colocação dos adesivos, quais eram os objetivos da mobilização e se houve alguma relação deliberada com os transtornos enfrentados pelos eleitores. Embora os áudios apontem para uma ação previamente organizada, ainda não há comprovação de que seu objetivo fosse prejudicar o transporte. O caso exige esclarecimentos e apuração das responsabilidades.

Fontes: Informe Baiano, Bahia Notícias, Estadão Conteúdo e Governo da Bahia

O Hezbollah, grupo armado libanês apoiado pelo Irã e classificado como organização terrorista por países como Estados Unidos e Reino Unido, parabenizou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição à Presidência do Brasil. A mensagem foi divulgada nesta quinta-feira (29) pelo portal Al-Manar, ligado à organização.

Em comunicado, o grupo enviou felicitações ao presidente brasileiro e afirmou que o resultado eleitoral representa uma renovação da confiança da população em seu governo. A organização também elogiou as posições de Lula sobre o conflito no Oriente Médio, destacando suas manifestações em defesa dos palestinos e suas críticas às operações militares de Israel na Faixa de Gaza.

A mensagem também ressaltou a oposição de Lula à influência dos Estados Unidos na política internacional. A manifestação do Hezbollah repercute no cenário político e diplomático, diante das posições do governo brasileiro sobre o conflito entre Israel e os palestinos.

Fonte: Revista Oeste / Al-Manar

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