Dono de restaurante amarga enorme prejuízo ao após declarar que votou no Lula

Publicado em: 31/10/2026 15:48

O proprietário de um restaurante de comida nordestina no interior de São Paulo afirma estar enfrentando prejuízos após declarar, nas redes sociais, que votou no presidente Lula. Segundo o empresário, o estabelecimento ficou vazio depois da publicação, que provocou uma onda de mensagens ofensivas e pedidos de boicote.

O comerciante, natural de Pernambuco, mantém o restaurante há 12 anos e emprega nove funcionários. Ele relata que a repercussão política afetou o movimento do negócio e gerou preocupação com a continuidade das atividades.

O caso reacende o debate sobre boicotes a estabelecimentos comerciais por posicionamentos políticos. Enquanto alguns defendem o direito de escolher onde consumir, outros criticam a pressão sobre comerciantes por suas opiniões políticas.

Maria de Fátima Aparecida Valentino, proprietária da lanchonete Morangão Lanches, em Águas de São Pedro, no interior de São Paulo, relatou estar enfrentando hostilidades após a repercussão de um comentário sobre suas posições políticas. Segundo ela, o estabelecimento, que funciona há mais de 30 anos, é o sustento de sua família e de seus funcionários.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, a comerciante desabafou sobre a situação e afirmou que estaria sendo prejudicada por sua posição política. Ela também contou que ficou emocionalmente abalada e precisou procurar atendimento médico diante do ocorrido.

O caso aconteceu em meio à circulação de listas que associam estabelecimentos comerciais a posicionamentos políticos e incentivam boicotes. A comerciante pediu respeito e destacou que divergências políticas não deveriam prejudicar trabalhadores e famílias que dependem de seus negócios.

O proprietário do restaurante Toca do Leão, Hélio Nunes, se manifestou após o estabelecimento ser incluído em uma lista de boicote por questões políticas. O empresário afirmou que o restaurante, que tem 33 anos de história, passou a sofrer hostilizações e pediu apoio para manter o negócio funcionando.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Hélio disse que o local atende pessoas de diferentes posicionamentos políticos, religiões e orientações sexuais, sem fazer distinção. Segundo ele, funcionários e familiares também têm sido alvo de olhares, comentários e provocações, além de buzinaços em frente ao restaurante.

“A gente não é bandido. A gente é trabalhador”, declarou o empresário, ao pedir que o vídeo fosse compartilhado para ajudar o estabelecimento a continuar de portas abertas. O caso gerou repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre boicotes a empresas por motivos políticos.

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