Os Marcos:Bem amiguinhos até iniciar o novo governo
Bem amiguinhos
Num encontro inicial, o atual governador Marcos Rocha (União Brasil) e o eleito Marcos Rogério PL) se mostraram bem amiguinhos com relação aos trabalhos de transição capitaneados pelo deputado federal Lucio Mosquini (PL). Mas foram oito anos de rusgas com Rogerio fazendo acintosa oposição ao governo estadual que aí está. A projeção que se faz é que esta trégua se desfaça logo depois da conclusão das investigações da comissão de transição, já que presumivelmente serão encontrados nos levantamentos alguns rombos e esqueletos. Mas uma coisa Rogério não pode reclamar já que a folha de pagamentos do funcionalismo está em dia.
Porto Velho, RO – O governador Marcos Rocha, do PSD, e o governador eleito Marcos Rogério (PL) se reuniram na manhã do sábado (31) e gravaram juntos um vídeo em que descrevem a transição de governo como colaborativa. As declarações estão em uma gravação de 2 minutos e 32 segundos publicada no mesmo dia no perfil de Rocha no Instagram, na qual cada um fala à sua vez, lado a lado.
Rocha abre a gravação relatando o encontro. “Muita alegria hoje. Passamos uma manhã, eu e o governador eleito, Marcos Rogério, onde a gente falou sobre vários assuntos, desafios que o governo tem”, diz.
Em seguida, o governador faz o desejo ao sucessor. “Desejei aqui ao governador Marcos Rogério muita alegria nesses vários anos que ele vai ter aí para poder trabalhar o Estado, desenvolver o nosso Estado”, afirma. Ele menciona ainda que a conversa passou pela contabilidade e por “uma série de assuntos”, e então passa a palavra ao eleito.
Marcos Rogério começa agradecendo o acesso. “Eu quero agradecer ao governador coronel Marcos Rocha, primeiro, por me receber aqui, receber a equipe de transição, e ao longo desse tempo que a equipe está trabalhando”, declara.
É logo depois que ele caracteriza o que recebeu. “O governador coronel Marcos Rocha, com a sua equipe, tem feito todo o esforço para entregar todas as informações no ambiente de transparência, que facilita muito o conhecimento das condições reais do Estado”, afirma. E emenda o efeito prático: “Com essas informações, obviamente, isso vai facilitar a tomada de decisão a partir do momento em que a gente tomar posse”.
O governador eleito descreve então o teor da reunião. “Hoje, uma conversa até bastante longa, extensa, falando sobre os principais desafios do Estado que ele enfrentou lá atrás, o cenário que tem hoje e aquilo que a gente vai poder fazer pela frente”, diz. “Esse conhecimento, essa troca de informações, ela é muito importante.”
Rocha retoma a palavra para desejar êxito à gestão que começa em janeiro. “Desejo muito sucesso, que o governo seja pleno em êxito”, declara. E situa o objetivo: “Com toda certeza, nosso objetivo aqui é sempre a população de Rondônia. Quanto melhor é a transição, melhor é o ambiente de tomada de decisão e o futuro da gestão”.
O governador elogia na sequência o trabalho da equipe montada pelo sucessor: “Parabéns pela equipe de transição”. Marcos Rogério responde citando o deputado federal Lúcio Mosquini, que coordena o grupo. “Nosso deputado Lúcio Mosquini já tem a experiência de estar dentro do governo, hoje está no parlamento”, afirma.
Ao explicar a composição, o eleito diz que procurou montar uma equipe técnica dos dois lados, “um ambiente de muita colaboração, um esforço realmente para a gente conseguir entender e fazer com que o próximo governo seja um governo de entregas”. Afirma ainda que o processo corre sem viés ou perseguição e sublinha o ponto: “Há um respeito institucional e há um respeito pessoal também, que eu queria sublinhar”.
Na legenda que acompanha o vídeo, Rocha usa as mesmas três palavras do título da publicação — diálogo, respeito e compromisso. “Na manhã deste sábado (31), tivemos uma conversa franca, amistosa e muito produtiva, marcada pelo respeito e pelo compromisso que compartilhamos com Rondônia”, escreve.
O governador também registra no texto a avaliação sobre os dois grupos: “Nossas equipes de transição também têm realizado um excelente trabalho, com dedicação e responsabilidade, garantindo um processo tranquilo e organizado”.
E resume o que diz ter ficado do encontro: “O encontro reforçou nosso entendimento de que Rondônia está acima de qualquer projeto individual. O mais importante é garantir a continuidade dos serviços e o bem-estar da nossa população”.
Em outra frente, a destruição de dragas no Rio Madeira
No dia seguinte ao encontro, domingo (1º), Marcos Rogério tratou de um assunto distinto no próprio perfil. Em vídeo publicado no Instagram, o governador eleito afirmou que vai cobrar explicações sobre a operação da Polícia Federal e do Ibama que destruiu dragas e balsas no Rio Madeira. “Fiscalizar e combater o crime é dever do Estado. Mas nenhuma autoridade tem licença para cometer abuso”, declarou.
Na mesma gravação, ele perguntou por que os equipamentos foram destruídos e que outras alternativas foram avaliadas. Relatou conversas com o prefeito de Nova Mamoré, Marcélio Brasileiro, que lhe teria dito que muitos dos equipamentos eram usados em atividade licenciada, e com a advogada Tânia Sena, que representa o setor. Questionou ainda o impacto ambiental da própria ação dentro do rio e resumiu o argumento: “Uma fiscalização não pode deixar um estrago maior do que aquele que veio combater”. As informações são do site Rondônia Dinâmica.
Reforma do porto
Não faltam evidencias a respeito da incompetência da atual bancada federal rondoniense na luta pelas causas importantes, como contra o pedágio instalado na BR 364, com os valores mais abusivos no País; na questão da extinção de voos e das elevadas tarifas das passagens aéreas para os rondonienses, entre outras bandeiras. Chama atenção também a reforma do porto do Cai N’Agua com as atividades paralisadas a mais de dois anos. Quiçá a nova bancada federal seja mais atuante e tenha sucesso na solução para tantas pendencias importantes que foram chutadas para o próximo ano.
A predominância
Pela primeira vez na vida política rondoniense tivemos quatro candidatos ao governo de Rondônia nascidos em Rondônia. São os chamados “minhocas”, designação atribuída aos candidatos da terra. Desde o atual senador, o governador eleito Marcos Rogério (PL), nascido em Ji-Paraná, passando por Adailton Fúria (PSD), ex-prefeito de Cacoal, ao ex-deputado federal Expedito Neto (PT), nascido em Porto Velho, mas com base política em Rolim de Moura, e Samuel Costa (PSB), igualmente natural de Porto Velho. Depois de quase meio século de estado, os políticos nativos tomaram conta do pedaço.
Terra prometida
O final de semana marcou meus 46 anos de Porto Velho. Vim para ficar um mês, para a estruturação do jornalismo e instalação do jornal Estadão, cujas atividades foram encerradas na década passada, e estou até hoje em Rondônia (33 anos de Diário), grudado como um carrapato. Não vou esquecer de 31 de outubro de 1981, desembarcando num voo da Varig, procedente de Foz do Iguaçu. Um voo que tinha começado em Porto Alegre e que chegou na terra das cataratas com princípio de incêndio. Por isto a maioria dos passageiros rejeitou seguir no mesmo voo depois dos reparos, o que não foi meu caso. Não esqueço as origens, de Curitiba, onde nasci e de Cascavel, a minha procedência, mas é aqui, a minha terra prometida.
Nova disputa
O presidenciável derrotado, senador Flávio Bolsonaro, afirma que vai disputar uma nova eleição à presidência da República antes de 2030. Nos bastidores certamente está trabalhando junto aos senadores do PL e deputados federais eleitos pela direita para a cassação completa da chapa Luís Inácio Lula da Silva e seu vice Geraldo Alckmin. Ao mesmo tempo os bolsonaros atacam o atual governador de São Paulo Tarciso de Freitas que assume uma candidatura à sucessão de Lula em 2030. A grande verdade que o bolsonarismo vai perdendo corpo e a direita já se alinhando a Tarcísio de Freitas para as próximas pelejas presidenciais.
Cargos federais
Depois da incrível e surpreendente vitória do presidente Lula no pleito presidencial o PT e os partidos alinhados se voltam a nomeação dos futuros cargos federais em Rondônia. É certo que o candidato a governador Expedito Neto, a recente candidata ao Senado Luciana Oliveira, a ex-senadora Fátima Cleide, eleita deputada estadual deverão contar com um quinhão de nomeações mais expressivo. Igualmente o atual Senador Confúcio Moura (MDB) único parlamentar federal rondoniense que dava sustentação ao governo Lula no estado, terá sua participação. Expedito Neto e Confúcio terão cargos federais de escalões superiores.
Via Direta
*** A boa notícia é que Rondônia que foi campeã de desmatamento na década passada no Brasil, transferiu o “honroso” título para os vizinhos Pará, Amazonas e Mato Grosso. Com isto também tivemos uma grande redução nas queimadas *** Com as asas avariadas pelas derrotas nas eleições 2026 os vereadores Breno Mendes, Everaldo Fogaça, Elis Regina, Marcio Pacele, Ze Paroca vão buscar a reeleição em 2028 a vereança *** Por falar na Câmara de Vereadores de Porto Velho, o legislativo mirim contratou tanta gente durante a campanha eleitoral e agora foi obrigado a demitir centenas deles *** Com isto a atual mesa diretora foi alvo de reclamações por atrasos salariais. É a politicagem cobrando seu preço.
